Meio-campo com três volantes ainda merece mais uma chance no Palmeiras? Qual a tendência diante da Ponte Preta?
A Trivela analisa o desempenho do Palmeiras de Abel Ferreira quando atuou com a trinca de volantes
Passados treze jogos no ano, os dois jogadores com mais destaque no Palmeiras têm muito em comum. Além de falarem espanhol, Aníbal Moreno e Richard Ríos atuam em posições semelhantes.
E é muito por conta dos desempenhos deles que o Palmeiras, mais uma vez, deve apostar em um meio-campo com três volantes de ofício para encarar a Ponte Preta, no sábado (17), na Arena Barueri. Além dos gringos, Zé Rafael, melhor da posição há anos, também é nome certo na escalação nas quartas de final do Campeonato Paulista.
Invicto no ano, o Palmeiras ganhou dois e empatou dois dos quatro jogos que fez com a trinca de volantes como titular. Naquele que talvez tenha sido seu melhor jogo no ano, o Verdão empatou por 2 a 2 com o Corinthians. Falha de Weverton à parte, o time funcionou bem, com volume na frente e muita força de marcação na fase defensiva.
No clássico contra o outro grande rival, foi só na primeira etapa que os três volantes jogaram, juntos – empate por 1 a 1 com o São Paulo. Quando o time cresceu no jogo do MorumBis, Ríos já havia sido substituído. E contra o Ituano (1 a 0), e o Mirassol (3 a 1), o esquema conseguiu vitórias.
Uma avaliação rápida mostra que, quando o jogo tinha mais peso, Abel Ferreira apostou nos três volantes. Excetuando-se a Supercopa e o jogo contra o Santos – Aníbal ainda estava se aclimatando -, o português colocou o trio para jogo nos compromissos mais difíceis.
Lentidão
Exceto contra o Corinthians, quando tudo funcionou, menos Weverton, é perceptível uma certa lentidão do time na chegada ao ataque, quando o Palmeiras joga com o trio.
Normalmente, nesse esquema, Zé Rafael joga como um meia à esquerda, fazendo espelho ao posicionamento de Veiga do outro lado do campo. Mas, recebendo já mais perto da área, Zé perde sua principal virtude, que é carregar bem a bola vindo de trás – daí o apelido de trem. Com pouco espaço para correr, Zé acaba se tornando um armador mais previsível
Já Aníbal e Ríos, jogando por trás do ataque e se aproximando dos meias e laterais, dão show. As movimentações de ambos, além de intensas e constantes, são complementares. Ríos gosta mais de fazer jogadas de aproximação, para tabelas e ultrapassagens. Moreno já é o cara que tenta quebrar linhas com passes enfiados.
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Marcação
De acordo com dados do FootStats, Aníbal Moreno é o jogador com mais desarmes no Palmeiras no Paulistão. Em 12 jogos, foram 20, com índice de acerto de 86,9%.
Em segundo, vem justamente Richard Ríos, com 14 em 11 jogos, e 87,5% de acerto. Zé, com 9 em 9 jogos (81,82%), é o quarto – Luan, com 100% de acerto e 12 em dez jogos, se intromete no grupo.
Como os números mostram, em termos de não deixar o adversário jogar, a formação com três volantes é sem dúvida a melhor para o Palmeiras.
Contudo, é para o passo seguinte, a criação de chances de gol, que o time precisa evoluir. Nãoée por falta de criatividade, mas por falta de eficácia. O meio cria bastante como trio de volantes apoiando Raphael Veiga.
Zé fez duas assistências, Ríos fez uma e Moreno está zerado no quesito, embora tenha dado seis assistências para chutes errados dos seus colegas de time.



