Brasil

‘Certinho’, Palmeiras vira para bater Mirassol, normaliza clima e garante vaga nas quartas de final do Paulista

Palmeiras jogou um futebol correto para se manter com a melhor campanha do Campeonato Paulista

O Palmeiras não foi brilhante, mas teve de jogar de modo eficiente para virar o jogo e conter um Mirassol corajoso e bem arrumado, na Arena Barueri, neste sábado (24), pelo Campeonato Paulista.

Não dá para dizer que o fantasma do empate no Dérbi, da semana passada, foi exorcizado totalmente. Mas, a vitória, ao menos devolve o clima do Alviverde à normalidade. O Palmeiras jogou certinho, como se costuma dizer.

Aníbal Moreno, pela primeira vez com a camisa do Palmeiras, Raphael Veiga, de pênalti, e Breno Lopes fizeram os três gols do 3 a 1 que mantiveram o Palmeiras como melhor time do campeonato. Rodrigo Ferreira foi o autor do gol interiorano.

Agora com 21 pontos, o Palmeiras garantiu vaga nas quartas de final do Estadual com a derrota do Água Santa para o Novorizontino.

Weverton assustou

O primeiro tempo começou dando uma impressão ruim no torcedor. O gol do Mirassol, por exemplo, aos 15 minutos, manteve aceso o sinal de alerta com relação a Weverton.

É verdade que Murilo foi desatento e deixou Rodrigo Ferreira escapar. Também é fato que o escanteio batido de modo inusitado por Chico Kim, com um chute forte, em linha reta, para dentro da pequena área, pegou todo mundo de supresa.

Mas “bola na pequena área é do goleiro” é uma das leis não-escritas mais antigas do jogo. E Weverton ficou parado sobre a linha do gol enquanto era fuzilado pelo lateral do Mirassol.

Os jogadores do Palmeiras, no entanto, claramente não se abalaram com o lance. Porque o time manteve a consistência. E o natural gol de empate, aos 24, nasceu de um escanteio também. Veiga bateu da esquerda do ataque, e o rebote sobrou para Luan, no lado oposto.

O cruzamento do camisa 13 foi um passe, que Aníbal Moreno completou com uma testada forte, no canto alto do Muralha.

Veiga sumido, mas artilheiro

Por falar em Aníbal, o meio-campo com três volantes foi menos brilhante do que se esperava, mas não por conta de Zé, Ríos e Moreno. Na verdade, quem esteve abaixo da média foi Raphael Veiga.

A impressão é que o camisa 23 não conseguiu encontrar seu espaço com a movimentação tática do trio e, consequentemente, com o time subindo as linhas o máximo possível na fase ofensiva.

Mas a vantagem de ser o cobrador de pênaltis oficial do time é a chance de sair de campo com um gol a mais na estatística, mesmo sem jogar bem. E foi o que aconteceu, aos 15 – o quinto dele no Paulista. Quanto ao lance que originou o penal, não há discussão. Flaco levou um pontapé de Lucas.

A drenagem até que funcionou bem, diante do dilúvio que despencou na Arena Barueri. Mesmo assim, a impressão de longe era de um campo pesado. Mas, ainda que não estivesse, Abel faria muitas trocas, como de hábito.

E uma delas deu ao Palmeiras o terceiro gol. Breno Lopes fez o gol na sua especialidade. Como um velocista, disparou do campo de defesa e carregou até a área, onde bateu de esquerda, cruzado, para bater Muralha, aos 45 do 2º tempo.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
Botão Voltar ao topo