Por que dá para dizer que Palmeiras de 2025 também se construiu com sorte?
Mais da metade dos titulares do Palmeiras conquistou a posição nesta temporada
Nada menos que seis jogadores atualmente titulares do Palmeiras não estavam entre os preferidos de Abel Ferreira na melancólica temporada 2024.
A derrocada no Campeonato Brasileiro, que o time teve nas mãos mesmo após perder para o Corinthians, em novembro, colocou fim nos ciclos de algumas peças. Agora, em maio de 2025, o alviverde lidera o torneio com um ótimo início, como mostra a vitória no Choque-Rei deste domingo (11).
Zé Rafael, Rony, Gabriel Menino, Caio Paulista e Dudu não tinham mais lugar em um time que precisava mudar para se manter igual: brigando sempre por conquistas.
As chegadas de Facundo Torres, Emiliano Martínez e Paulinho vieram no contexto das saídas, com base na análise precisa do que tinha que mudar. Mas o Palmeiras também teve sua dose de sorte de última hora.
Algumas disputas seguem abertas
Bruno Fuchs, agora dono da posição ao lado de Gustavo Gómez, terminara o ano como reserva no Atlético-MG. Emprestado na troca por Caio Paulista, chegou ao time já nas quartas do Paulistão.
Já Giay e Felipe Ânderson, da safra de contratados ainda em 2024, ganharam espaço por conta das lesões de Mayke, Marcos Rocha e Raphael Veiga. Duas surpresas que nenhum palmeirense esperava ter, depois da complicada primeira temporada de ambos.
Giay, Bruno Fuchs, Emiliano Martínez, Felipe Ânderson, Facundo Torres e Vitor Roque formam hoje uma espinha dorsal sólida.
Não que Rocha e Mayke não possam voltar ao time. Que Murilo e Raphael Veiga não possam retomar suas vagas. Ou que Aníbal ainda não possa desbancar Martínez.
Mas, hoje, faltando pouco mais de um mês para o Mundial de Clubes, é o sexteto acima quem tem mais chance de estar em campo quando a bola rolar contra o Porto, em Nova Jersey.
Vitória no Choque-Rei: E se o Palmeiras jogasse mais vezes em Barueri? https://t.co/hpQTWez004 via @trivela
— Diego Iwata Lima (@DiegoMarada) May 11, 2025
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Seca mexeu com a cabeça de Vitor Roque
Escalado para a entrevista coletiva devido à expulsão de Abel Ferreira, o auxiliar João Martins comentou o bom momento de Vitor Roque.
— O Victor, mesmo sem marcar, sempre foi exemplar no comportamento e profissionalismo. Dissemos: “Victor, não te preocupes, a bola vai entrar”. Claro que mexe com a parte mental e a confiança, é inevitável. Mas o ambiente e os colegas o sustentaram. As vitórias vinham: se não era ele, era o Estevão, ou o Gómez, ou o Ríos. Isso ajuda muito. O futebol é coletivo, ninguém ganha sozinho. — disse o português.
Indagado sobre por que ele não conseguiu sucesso no Barcelona, Martins teorizou:
— No Barcelona, ele ainda era muito jovem, saiu cedo. Nestes clubes grandes, o apoio é menor, é “quem joga melhor entra”. Faltou suporte, talvez. Mas ele amadureceu, ficou mais cascudo. Essa fase passou. Agora é seguir em frente e continuar trabalhando para marcar mais gols — concluiu.



