Brasil

Com volta de meia e maturações tardias, Palmeiras pode recuperar investimento de 2024

Jogadores antes encostados começam a dar volta por cima e ganhar confiança de Abel

Com quase R$ 400 milhões investidos nos sete reforços do time para a temporada, o Palmeiras começa a entender como os nomes contratados para o grupo poderão contribuir com o projeto de Abel Ferreira.

Fuchs e Micael têm sido constantes nas partidas e fundamentais para a sustentação da nova formação tática da equipe. No meio, Emiliano Martínez passou à frente de Moreno pela vaga de “5”. E Lucas Evangelista parece estar no clube há bem mais que um mês.

No ataque, Facundo Torres é o jogador que mais entrou em campo no ano. Vitor Roque é outro que parece ter chegado antes ao Palmeiras. E Paulinho, nos únicos 13 minutos em que vestiu verde, diante do Corinthians, empolgou demais a torcida.

Turma de 2024 pede espaço no Palmeiras

Mas nem só dos reforços trazidos para esta temporada vive o Palmeiras. Antes considerada um fracasso quase completo, com as exceções de Maurício e Moreno, a leva de novatos remanescentes de 2024, dando sinais de uma maturação tardia, começa a mostrar, literalmente, a que veio.

Felipe Ânderson é o grande expoente do tema. Mal a ponto de ir para o banco nos jogos finais do Brasileiro do ano passado, o agora camisa 7 enfim está jogando pelo lado direito do ataque e mostrando futebol.

Sem Raphael Veiga, Felipe assumiu, ao lado de Estêvão, a condição de meia que dita o ritmo ofensivo. Experiente, o ex-Lazio confessou que só agora está se adaptando ao futebol do Brasil.

Felipe Anderson disputa bola com o jogador do Cerro Porteño
Felipe Anderson disputa bola com o jogador do Cerro Porteño (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

— Tem jogadores que chegam e encaixam muito rápido no estilo do jogo, eu demorei um pouquinho mais, mas como sempre fiz na minha carreira, em todos os lugares que cheguei, eu abaixei a cabeça, treinei, trabalhei e me coloquei à disposição para jogar em qualquer posição que o clube precisar — disse ele, após Palmeiras x Cerro Porteño.

No Alviverde, fontes ouvidas pela Trivela afirmam que havia a noção de que Felipe iria mesmo demorar para se encaixar. Por isso, não se criou pânico quanto a ele não conseguir render. Sempre foi avaliado de que se tratava de uma questão de tempo.

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Giay, por outro lado, suscitou dúvidas

Já com Agustín Giay, houve, e ainda há, um pouco mais de preocupação.

O argentino de apenas 21 anos foi uma aposta altíssima de Abel abraçada pelo Palmeiras, que pagou US$ 7,5 milhões por 75% de seus direitos econômicos. Mas, em nenhum momento, o lateral realmente colocou em risco os status de Marcos Rocha e Mayke.

Parte da Academia de Futebol acreditava que o Palmeiras deveria ter dado promoção a Gilberto, do Sub-20, em vez de apostar no hermano. Mas, enfim, se aproveitando da ausência dos veteranos, o lateral vai mostrando sua utilidade.

Foto: (Fabio Menotti/Palmeiras) - Agustín Giay, jogador do Palmeiras
Foto: (Fabio Menotti/Palmeiras) – Agustín Giay, jogador do Palmeiras

— Vamos ver. Mas os caras realmente acreditam que ele vai “virar jogador” — disse uma fonte do clube ouvida pela Trivela, sobre Giay.

Bem contra Corinthians e Sport, pelo Brasileiro, e Sporting Cristal, pela Libertadores, depois de um bom tempo de geladeira, Giay vai mostrando que pode ser boa opção também na construção em trio sempre utilizada por Abel — se um dos zagueiros, como foi o caso de Fuchs, contra o Corinthians, precisar deixar o jogo.

Se Giay e Felipe se firmam como as opções que vêm demonstrando ser. Maurício volta ao nível em que estava quando se lesionou. E Aníbal recupera o bom futebol que já mostrou, apesar dos fiascos de Lázaro, Caio Paulista, Rômulo e Bruno Rodrigues, vai ser possível cravar que o mercado do Palmeiras de 2024 foi bem-sucedido.

Uma colheita um tanto tardia. Mas que ainda pode ser frutífera.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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