Brasileirão Série A

Vitória no Choque-Rei: E se o Palmeiras jogasse mais vezes em Barueri?

Alviverde empatava em 0 a 0 até os 49 do 2º tempo, mas buscou resultado

Sempre tão criticada, a Arena Barueri tem uma vitória inesquecível para chamar de sua. No dia em que teve seu recorde de público quebrado, com 29.707 torcedores presentes, graças a ingressos substancialmente mais baratos — no máximo R$ 70 — a arena entrou para a história.

O Choque-Rei se encaminhava para mais um empate em 0 a 0. Todos os jornalistas já estavam com os textos prontos para criticar a falta de eficiência do ataque, que batera 16 vezes, mas só acertara o gol em duas, até os 49 do 2º tempo.

Mas Vitor Roque apareceu para pegar o rebote do chute de Felipe Ânderson. E, por milímetros, confirmados pelo VAR, o Tigrinho fez 1 a 0 sobre o São Paulo e cravou seu terceiro gol em três jogos seguidos.

— Eu falei que ia fazer o gol para ela. Ercília. Minha mãe se chama Ercília — disse o artilheiro da noite, após a partida.

Palmeiras segue líder do Campeonato Brasileiro

Partida entre palmeiras e sao paulo pelo brasileirao de futebol.
Palmeiras e São Paulo empatavam por 0 a 0 até os acréscimos do segundo tempo na Arena Barueri (Foto: Gazeta Press)

A vitória, que mantém o time na ponta do campeonato, teve a marca da torcida. Como não tem acontecido no Allianz Parque, arquibancada e time vibraram juntos do começo ao fim.

O apito final mostrou uma comemoração digna de título. E, sim, a última rodada está longe. Mas, assim como contra Corinthians, Internacional, Fortaleza e Bolívar, a vitória em mais um clássico dá a entender que o Palmeiras de 2025 está fadado a conquistas.

Que a torcida presente no jogo merecia poder ver de perto. E, se não dá para jogar sempre no Allianz Parque, se for em Barueri, terá também um palco digno e ainda mais vibrante.

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Dava Palmeiras por pontos

Se o futebol tivesse, como nas lutas, vitória por pontos, o Palmeiras venceria o São Paulo sem qualquer dificuldade antes de fazer o 1 a 0.

Com 60% de posse de bola, o Verdão teve domínio absoluto desde sempre. A sensação no 1º tempo foi de que o Palmeiras enfrentava uma equipe de categoria de base. Marcando alto, o Alviverde sufocava o São Paulo. Já na etapa inicial, o Tricolor saía para o jogo com chutões.

Allan, titular pelo segundo jogo seguido, revezava-se bem com Estêvão pelo lado direito, opra por dentro, ora na ponta.

O problema era transformar volume e posse de bola em gol. Não raro, o time chegava bem até as proximidades da área, e acabava perdendo a jogada no penúltimo passe.

Por isso, mesmo com tanto domínio, o time “só” conseguiu oito finalizações — uma no gol. Flaco, Estevão, Paulinho e Ríos tiveram bons arranques e carregaram a bola mais do que o necessário.

Banco de reservas fez a diferença

O Palmeiras veio ainda melhor para segunda etapa. O jogo ainda não tinha 20 minutos, e o Verdão já havia chegado a 14 arremates.

Estêvão jogava solto e chegou a ter os pés agarrados com a mão por Alan Franco, que levou vantagem. A não expulsão do são-paulino gerou revolta e um cartão vermelho para Abel Ferreira.

Maurício, Felipe Ânderson, Vitor Roque, Raphael Veiga e Lucas Evangelista saíram do banco. O São Paulo respondeu com Pablo Maia, Luciano e Oscar.

E foi em uma jogada de que participaram Veiga, Felipe e Vitor que o Palmeiras saiu com a vitória.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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