Questão que atormenta o Palmeiras não deverá ser problema contra o São Paulo
A tendência é o Palmeiras atuar em transição no MorumBIS, na próxima segunda-feira
O Palmeiras está prestes a encerrar a primeira concentração de jogos complicados da temporada em um curto intervalo de tempo, com o término do mês de abril.
Ao fim do clássico com o São Paulo, na segunda-feira (29), pelo Campeonato Brasileiro, no MorumBIS, o time terá completado a insana maratona de oito jogos por três competições diferentes, em três países, em menos de 30 dias.
O time, que já esteve na Argentina no último dia 7, chega com um respiro para reencontrar o seu tradicional rival, após a virada por 3 a 2 sobre o Independiente del Valle, no Equador, pela Copa Libertadores, na última quarta-feira (24).
A despeito do bom resultado na altitude de Quito, o Palmeiras não vive um grande momento. Arrancou a virada do Del Valle na base da força da camisa e na qualidade individual e frescor de Flaco López, Lázaro, Estêvão e Luis Guilherme, que vieram do banco. Mas falhou naquele que vem sendo seu maior problema.
Diante dos equatorianos, o time de Abel Ferreira mais uma vez mostrou dificuldade de criar jogadas e chegar à área adversária por meio de construções. Os três gols do time no Estádio Banco de Guayaquil vieram em transições rápidas.
Muito dessa dificuldade se deve à fase complicada de Raphael Veiga. O camisa 23 chegou ao seu sexto jogo consecutivo como titular, marca que apenas ele e o Weverton ostentavam no último jogo. Cansado e sobrecarregado, Veiga não vem conseguindo imprimir a cadência necessária quando o time precisa ter a bola.
Jogo a caráter
A sorte do Palmeiras é que o jogo no MorumBIS promete ser um desafio a caráter para o momento da equipe. Em casa e com um técnico novo em Luis Francisco Zubeldía, o São Paulo deve tomar a iniciativa das ações, dando ao Verdão tudo que o time aprecia na hora de encarar um adversário com o peso do Tricolor.
O contra-ataque, arma preferida do repertório do time de Abel Ferreira, deve ser a tônica da atuação do Verdão no jogo. O que pode favorecer Lázaro e Estêvão na briga pela titularidade no Choque-Rei.
Rony, que fez um bom primeiro tempo em Quito, também aparece como possibilidade. De todos os atacantes do elenco, ele é quem melhor sabe jogar em velocidade, atacando as costas da última linha defensiva dos adversários.
Já na armação, apesar do cansaço, Raphael Veiga deve ser mantido na criação. Luis Guilherme, autor do gol da virada no Equador, mostrou bons argumentos para ser considerado opção para jogar como meia centralizado, na função de Veiga.
Mas, conhecendo Abel, não será em um clássico que o garoto terá a chance de se mostrar pelo setor que mais aprecia — ao menos não entre os 11 que começarão o jogo.
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Números comprovam
Em três dos últimos quatro jogos que fez, somando Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores, o Verdão trocou menos passes e teve menos a bola que o seu adversário:
- Vitória 0 x 1 Palmeiras
406 passes e 56% de posse do Vitória
307 passes e 44% de posse do Palmeiras - Palmeiras 0 x 0 Flamengo
337 passes e 48% de posse do Palmeiras
360 passes e 52% de posse do Flamengo - Independiente del Valle 2 x 3 Palmeiras
541 passes e 70% de posse de do Del Valle
235 passes e 30% de posse do Palmeiras
O abril de fogo do Palmeiras
03/04 – San Lorenzo 1 x 1 Palmeiras – Libertadores
07/04 – Palmeiras 2 x 0 Santos- Paulista (Final)
11/04 – Palmeiras 3 x Liverpool – Libertadores
14/04 – Vitória 0 x 1 Palmeiras – Brasileiro
17/04 – Palmeiras 0 x 1 Internacional – Brasileiro
21/04 – Palmeiras 0 x 0 Flamengo – Brasileiro
24/04 – Independiente del Valle 2 x 3 Palmeiras – Libertadores
29/04 – São Paulo x Palmeiras – Brasileiro



