O massacre da Chape foi incontestável, ao contrário da confusão da arbitragem em SC
/https%3A%2F%2Fmedia.trivela.com.br%2Fmain%2F2015%2F10%2Fchapecoense.png)
Foi uma goleada incontestável da Chapecoense. Na mesma semana em que conquistou a histórica classificação às quartas de final da Copa Sul-Americana, o Verdão continuou brilhando. Desta vez, humilhou o Palmeiras na Arena Condá, com o atropelamento por 5 a 1. Em partida sem qualquer solidez tática, os paulistas acabaram engolidos pelos catarinenses, sobretudo nas bolas paradas e nos ataques em velocidade. Tomaram um baile no segundo tempo, quando saíram três gols da Chape. Massacre que, no fim das contas, deixou em segundo plano a atuação da arbitragem na partida. Porque, mesmo acertando, o quarteto comandado por Jailson Macêdo de Freitas causou confusão.
VEJA TAMBÉM: A Chape segue viva em seu sonho de América e escreverá um épico contra o River Plate
A Chapecoense abriu o placar aos cinco minutos, com Neto. Já a polêmica aconteceu logo na sequência. William Barbio partia em velocidade quando se encontrou com Egídio e caiu. O árbitro não teve dúvidas em mostrar o cartão vermelho ao lateral. Contudo, depois de mais de quatro minutos de demora, o juiz mandou o palmeirense voltar a campo, quando ele já estava nos vestiários. A explicação, segundo um dos assistentes, estava no fato de que a comunicação eletrônica não estava funcionando – algo que poderia ser resolvido caminhando poucos metros. De fato, o bandeira não indicou a falta. Mas há imagens de Jailson Macedo de Freitas perguntando sobre o lance ao quarto árbitro. Gerou a suspeita sobre a consulta ao vídeo. Até porque, em teoria, o quarto árbitro não teria uma visão a olho nu melhor do que Jailson.
A volta de Egídio não atrapalhou a Chape, que seguiu dominando a partida e ampliou aos 23 minutos, com Camilo. Mas, no segundo tempo, outra vez a arbitragem se enroscou. Aos 10 minutos, Túlio de Melo cabeceou firme para as redes, marcando o terceiro. A princípio, o gol foi anulado, com o bandeira assinalando o impedimento. Mas, depois de alguns minutos, Jailson Macedo de Freitas voltou atrás e validou o tento. Melhor para os catarinenses, que seguiam jogando muito mais e transformaram a superioridade em goleada. Dudu descontou para os palmeirenses, enquanto Apodi e Ananias fecharam a conta na partidaça da Chape. Impetuosa e muito veloz, a equipe de Guto Ferreira explorava principalmente o lado direito do ataque – justamente onde estava Egídio. Foi a quarta vitória por cinco gols do Verdão em menos de um ano – incluindo os 5×0 sobre o Inter no Brasileirão de 2014, que completa um ano na próxima sexta.
Ao fim, a arbitragem acertou em ambos os lances. Não há problema nenhum em voltar atrás na decisão antes do recomeço da partida. O entrave é: as imagens foram ou não revisadas em vídeo? Há um movimento fortíssimo para adotar os recursos eletrônicos no futebol brasileiro, em experiência que seria interessante. Mas, enquanto nada é aprovado, usar o artifício em alguns jogos e em outros não abre um enorme precedente. E aí é que reside a principal contestação – como, por exemplo, já aconteceu no clássico entre Santos e Corinthians. Desta vez, ao menos, a Chapecoense massacrou. Neste ponto, não há dúvida alguma.