Como Matheus Cunha superou trauma para virar jogador ‘ideal’ de Ancelotti para a Seleção na Copa
Atacante do Manchester United é nome praticamente confirmado na Seleção para o Mundial de 2026
Em novembro de 2022, a imagem de um Matheus Cunha desolado por ter ficado fora da lista final de convocados de Tite para a Copa do Mundo do Catar ganhou o mundo e viralizou nas redes sociais.
Desde então, o atacante trilhou um caminho praticamente perfeito para evitar que isso se repita na Copa de 2026. Tanto na Seleção, quanto nas decisões da carreira. Ele acaba de “subir de patamar” ao se transferir para o Manchester United e abraçar a pressão de vestir a camisa de um gigante do futebol mundial.
A seis meses da convocação para a Copa o nome de Matheus Cunha é uma “quase certeza” de Carlo Ancelotti. O atacante do Manchester United só deve ficar fora em caso de lesão. Ele esteve presente em todas as quatro convocações do italiano pela seleção brasileira. E fez por merecer em cada uma delas.
— Todo momento da vida é experiência que tem que mostrar que você está crescendo. Foi uma experiência negativa [ficar fora da Copa 2022], de muita dor, mas que você tem que aprender no dia a dia. Hoje, eu lido com as frustrações de outra forma, com realizações de outra forma, e chego muito mais maduro comparado ao Matheus de três anos atrás — disse o atacante, em entrevista coletiva pela Seleção nesta terça-feira (11), em Londres.
Por que Matheus Cunha deve estar na Copa do Mundo 2026?
Matheus Cunha disputa vaga de centroavante, justamente aquela que é a grande incógnita do Brasil para a Copa. Motivo de eternos debates sobre a ausência de um camisa 9 artilheiro para ser o dono do número na Seleção.
Ancelotti já dividiu os candidatos da posição em duas categorias: os jogadores de mais mobilidade e os centroavantes mais definidores. Matheus se enquadra na primeira linha de atletas de referência no ataque.
E curiosamente, o que o credencia a ser uma “quase” certeza na posição de centroavante não são os gols. Mas sim, a sua capacidade de desempenhar mais de uma função e de participar do jogo coletivo.
Por mais que seja um centroavante de origem, Cunha aprendeu ao longo de sua carreira a jogar mais recuado. Faz a função de meia com frequência no Manchester United, por exemplo.

Na Seleção, a sua compreensão do jogo resultou em duas assistências nas duas partidas em que foi titular com Ancelotti, contra o Paraguai e contra a Coreia do Sul.
— Saber que o Mister pode me usar em muitas posições é importante para que todas sejam bem trabalhadas e para demonstrar na função que valer à pena. Como a Seleção vive momentos de campeonatos com tiros curtos, onde podem acontecer lesões e vários aspectos, isso ajuda muito. Você pode ajudar em muitas funções e isso ajuda para voltar, para estar aqui, e para mostrar que, independentemente da forma que jogar, vale a pena me usar em várias posições — afirma Cunha.
O raciocínio esboçado pelo atacante durante a entrevista coletiva vai ao encontro do que o próprio Carlo Ancelotti já expressou sobre o que pensa para a Copa do Mundo de 2026. E não apenas no ataque.
Em entrevista recente, o treinador afirmou, por exemplo, que Danilo tem espaço em suas convocações por ser o único defensor brasileiro capaz de desempenhar as quatro funções do sistema defensivo.
Nesta Data Fifa, Matheus Cunha briga por posição com João Pedro, Richarlison e Vitor Roque para ganhar minutos no sistema ofensivo do Brasil nos dois amistosos contra Senegal e Tunísia.
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Os próximos jogos da Seleção
- Brasil x Senegal — sábado, 15 de novembro, às 13h (horário de Brasília);
- Brasil x Tunísia — terça-feira, 18 de novembro, às 16h30 (horário de Brasília).



