Manter promessa por orçamento é tarefa difícil, mas não impossível para o Flamengo
Departamento de futebol se apoia em parcelas e vendas para investir pesado no elenco, além de manter o Flamengo no azul
O Flamengo já está se movimentando para fazer uma janela importantíssima, que pode recolocar o elenco em outro patamar para 2024. A equipe já fechou a contratação de Nicolás De La Cruz, negocia com Léo Ortiz e Matías Viña, além de ter outros nomes no radar. O problema é com relação ao orçamento, que, segundo o vice-presidente de futebol, Marcos Braz, será mantido à risca. Uma tarefa difícil, mas não impossível.
Braz citou, em papo recente, que vê as críticas aos gastos como uma irreponsabilidade, já que as pessoas não estão cientes daquilo que acontece nos bastidores. A Trivela tentou analisar o planejamento do Flamengo e até quando pode ir o orçamento, estipulado para todo o 2024.
— Tem muita conversa fiada e muita irresponsabilidade no que se fala em relação ao orçamento, mas ele será cumprido e tratado com a mesma responsabilidade, sendo último ano dessa gestão ou não. Tem ilações irresponsáveis, criminosas em termos de orçamento e talvez eleitoreiras — disse, em entrevista ao ge.
Sobre o orçamento estipulado
O Conselho de Administração do Flamengo estipulou, no dia 12 de dezembro, um teto para contratações ao longo de toda a temporada 2024. Ficou definido, via documento, que o departamento de futebol só poderia gastar 50 milhões de euros, cerca de R$ 160 milhões. Os valores foram considerados baixos para o Rubro-Negro, especialmente em ano de eleição e depois do fracasso de 2023.

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Compra de De La Cruz faz crescer os olhos de alguns
Os olhos dos envolvidos cresceram ainda mais quando o Flamengo desembolsou quase R$ 80 milhões, metade do orçamento total, somente na compra de Nicolás De La Cruz. O entendimento do departamento de futebol é diferente, já que o Rubro-Negro só teve que pagar o valor da multa, à vista, porque essas eram as condições do River Plate. Uma exceção dentro do planejamento, por um atleta que deve fazer a diferença em 2024.
É curioso, sem dúvida, gastar metade do valor total para um ano em apenas um jogador, por mais diferenciado que ele seja, mas o Flamengo tem outros planos. Ainda que as negociações por Léo Ortiz e Viña custem caro, não vão trazer impacto de imediato.
- Nicolás De La Cruz – R$ 78 milhões
- Léo Ortiz – R$ 35 milhões*
- Matías Viña – R$ 40 milhões*
- Total – R$ 156 milhões
*Valores não oficiais, baseados nas pedidas de Bragantino e Roma, respectivamente
Método de pagamento ajuda o Flamengo
Se contratar Léo Ortiz e Viña pelos valores que estão sendo anunciados — R$ 35 milhões pelo zagueiro e R$ 40 milhões pelo lateral —, o Rubro-Negro ficará muito próximo de extrapolar a meta, sendo que ainda tem um ponta-direita, um volante e um lateral-direito a contratar. A questão é que, assim como em todas as compras feitas desde a chegada de Rodolfo Landim, o pagamento será diluído.
Dessa forma, o Flamengo entende que existe um precedente para reforçar o elenco sem comprometer o orçamento. Tudo será parcelado e está dentro do planejamento do Flamengo. A leitura é a mesma com as vendas, ainda que o clube projete um valor menor de arrecadação: 10 milhões de euros (R$ 53,7 milhões). As parcelas que ajudam nas compras, diminuem nas vendas, mesmo que elas devam ser abundantes em 2024.
Se negocia compras, o Flamengo também espera propostas. Léo Pereira, por exemplo, pode ser vendido ao Olympiacos, da Grécia. Thiago Maia já recebeu sondagens, assim como Wesley e Varela. Victor Hugo, outro jovem atleta, também é nome para ficar de olho nesta janela. Todos os valores arrecadados ajudariam o Rubro-Negro a ter tranquilidade para fechar no azul.
- Nicolás De La Cruz – R$ 78 milhões
- Léo Ortiz – R$ 35 milhões
- Matías Viña – R$ 40 milhões
- Total – R$ 156 milhões



