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Em clássico no Piauí, jogador do River agride adversário durante apagão no estádio

Um dos principais clássicos piauienses aconteceu na última quarta-feira, em Teresina. River e Piauí se enfrentaram no Estádio Lindolfo Monteiro, pelo Campeonato Piauiense. No entanto, a partida acabou sendo palco de um enorme ato de covardia. Durante o primeiro tempo, os refletores se apagaram. E, em meio a um jogo pegado, uma discussão entre os jogadores descambou para a violência gratuita. O lateral Wesley, do River, acertou um soco na nuca do atacante Testinha, do Piauí, com quem já vinha se estranhando desde antes. A Polícia Militar precisou entrar em campo para conter a confusão, enquanto o agressor recebeu cartão vermelho. Agora, deve (e precisa) pegar um gancho exemplar.

Depois de cerca de uma hora de espera sem energia, a bola voltou a rolar no Lindolfo Monteiro. Testinha acabou substituído. Mesmo com um a menos, o River venceu o clássico por 2 a 0 e assumiu a liderança do Piauiense, deixando o Enxuga Rato na lanterna. Já o soco foi devidamente relatado na súmula pelo árbitro. Por conta da agressão, Wesley pode receber até 12 jogos de suspensão – e, caso o Piauí apresente algum atestado de lesão corporal, até 24.

Nas redes sociais, Testinha se manifestou o golpe que sofreu: “Os torcedores piauienses não merecem presenciar mais esse tipo de cena de selvageria e covardia. O River, precisa fazer uma autocrítica sobre esse tipo de jogador que não é digno de ser chamado de atleta, que não passa de um covarde. O que ele fez comigo mostra que ele não é homem, é um covarde”. Técnico do River na partida, Waldemar Lemos afirmou que conversou com Wesley sobre o ocorrido, tentando conscientizar o atleta. Horas depois, por um desentendimento com funcionários do clube, o ‘senhor Waldemar’ acabou demitido.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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