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Bizarro: Bola atirada pela torcida quase mudou o resultado dos pênaltis de Bragantino x Batatais

Bragantino e Batatais ganharam atenção nacional em duelo decisivo da Série A2 do Campeonato Paulista. Em jogo transmitido na TV fechava, as duas equipes disputavam uma vaga nas semifinais da competição – quando se disputa o acesso. E, pela emoção ou pela bizarrice, a partida não deixou a desejar. Após o 0 a 0 em Batatais, o Braga buscou o empate por 1 a 1 aos 48 do segundo tempo, com Alemão, forçando a decisão nas penalidades. Aí, meu amigo, aconteceu uma cena que dificilmente você verá de novo na sua vida. A torcida do Massa Bruta atrapalhou os adversários. Na marra, quase conseguiu fazer sua equipe avançar. Mas ao menos o destino fez justiça e o Batatais acabou com a classificação.

O lance bizarro aconteceu justamente na décima cobrança, a que deveria definir o confronto. Na batida anterior, Douglas Silva isolou a bola por cima do gol (preste bem atenção nisso), no segundo erro do Bragantino, e deixou a classificação nas mãos do Batatais com os 3 a 3 no placar. Capitão dos visitantes, Eliandro só precisava converter diante do goleiro Felipe – AQUELE, ex-Corinthians e Flamengo. O camisa 9 foi lá e estufou as redes. Missão cumprida? Negativo. O árbitro mandou voltar a cobrança, porque a torcida arremessou de volta à área a bola isolada por Douglas Silva, justamente no momento em que o adversário corria para a batida. Deslealdade que invalidou o tento decisivo. Na segunda tentativa, Eliandro quis mudar o estilo do arremate e mandou por cima do travessão. Deu sobrevida ao Bragantino.

Nas alternadas, os batedores vinham sendo perfeitos, até mesmo os goleiros. Aumentaram a tensão até a quinta série. Foi quando Edson Sitta mandou para fora e, com a responsabilidade, Felipe garantiu a vitória do Batatais por 8 a 7. Pegará na próxima etapa Mirassol ou União Barbarense. O jeitinho do Bragantino não deu certo e não surpreenderia se rendesse alguma punição aos mandantes.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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