Brasil

Diante da forte marcação do Juventude, Internacional enfrentou dificuldades inéditas na temporada

Depois de dez vitórias consecutivas, Internacional foi amarrado pela forte marcação do Juventude no truncado jogo de ida da semifinal do Campeonato Gaúcho

Em um jogo truncado, o Internacional não saiu do 0 a 0 com o Juventude, na tarde de domingo (17), no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Gaúcho. Ainda que o resultado não seja dos piores, já que a definição da vaga para a final será no Beira-Rio, na próxima segunda-feira (25), o empate interrompeu a sequência de dez vitórias seguidas do Colorado. Mais do que isso, as dificuldades enfrentadas pelo time de Eduardo Coudet, inéditas na temporada, servem de alerta para o que vem pela frente.

Diferentemente das outras equipes do Gauchão, incluindo o Grêmio, o Juventude marcou alto o Internacional. Com isso, o Colorado não conseguiu circular a bola como habitualmente acontece, e o jogo se tornou muito disputado no meio de campo. Meias responsáveis pela articulação das jogadas, Maurício e Alan Patrick foram bem marcados.

No primeiro tempo, a partir de segundas bolas e erros na saída do Juventude, o Inter até teve duas oportunidades com Enner Valencia, e uma com Maurício. Porém, na segunda etapa, o Colorado praticamente não criou. Por outro lado, escapou de sofrer gol graças, principalmente, a Anthoni e Gabriel Mercado.

Desgaste do Internacional e mérito do Juventude: a avaliação de Coudet

Na entrevista coletiva após o jogo, Coudet reconheceu que sua equipe não fez um grande jogo. Além do mérito do adversário, comandado por Roger Machado, o treinador colorado atribuiu a dificuldade ao desgaste oriundo da sequência de jogos. Na quarta-feira passada (13), o Inter entrou em campo pela Copa do Brasil, no Mané Garrincha, em Brasília/DF, e se classificou ao vencer o Nova Iguaçu, finalista do Campeonato Carioca, por 2 a 0.

— Acho que sentimos um pouco o desgaste. Sei que estivemos abaixo quanto ao volume de jogo, mas também acho que a parte física, acho que se notou. Jogo de visitante, em Brasília, com tudo que significa um jogo decisivo. E viemos aqui como sempre, respeitando todos os rivais. Um rival forte, um rival que vem em crescimento, com um bom treinador, que tenta tirar os espaços. Não conseguimos encontrar não só o volume, como a velocidade de circulação que normalmente o time tem. Depois, trabalhamos em bloco. Buscando as coisas positivas, nunca deixamos de correr, de lutar, e isso ajudou a manter o zero contra o nosso gol, que é importante — avaliou Coudet.

Postura do Juventude não surpreendeu Coudet, que também citou o gramado do Jaconi como dificultador

O treinador do Inter disse que a marcação agressiva do Juventude não surpreendeu. Mas acrescentou outro empecilho, esse sim inesperado, e polêmico: o gramado do Alfredo Jaconi, que normalmente é muito elogiado.

— O que falei para os jogadores é que achava que eles tentariam igualar a saída de três, o que aconteceu. Poderíamos ter tido outro ritmo na circulação, outra velocidade. E eu sempre falo, e às vezes é repetitivo, o campo de jogo não era o melhor. A bola travava, e na parte central o tempo inteiro a bola quicava. Mas não é uma desculpa. Temos que nos adaptar ao campo, e à partida — comentou Coudet.

Após dois dias de folga, o elenco colorado se reapresenta na quarta-feira (20). Depois, serão cinco dias de treinamento para o treinador argentino realizar os ajustes na equipe visando ao jogo da volta, em que quem vencer estará na final — novo empate leva a disputa para os pênaltis.

Internacional no Campeonato Gaúcho 2024

  • 13 jogos, 10 vitórias, 2 empates e 1 derrota
  • 24 gols feitos, 7 gols sofridos
  • 82% de aproveitamento
Foto de Nícolas Wagner

Nícolas Wagner

Gaúcho e formado em Jornalismo pela PUC-RS, já passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. É, também, coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.
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