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Heranças de Coudet, Edenilson e Patrick não vão deixar saudades no Atlético-MG

Jogadores de confiança pedidos por Coudet, Patrick e Edenilson não engrenaram e vão sair do Atlético sem brilharem em campo

O Atlético-MG se prepara para se despedir dos meias Patrick e Edenilson até o fim da semana. O primeiro já está acertado com o Santos, enquanto o segundo encaminha saída para o Grêmio. Os dois são heranças de Eduardo Coudet, que os pediu ao chegar em 2023, mas nunca renderam perto do esperado e vão sair do Galo sem deixar saudades.

Patrick e Edenilson chegaram ao Atlético para a temporada 2023 a pedidos de Eduardo Coudet, que trabalhou com eles no Internacional anos antes. No Colorado, a dupla teve grande destaque nacional e fez grandes atuações, e a expectativa era que isso se repetisse no Galo. No entanto, nenhum deles chegou perto do esperado.

Os meias não conseguiram desempenhar bem no Atlético. Ambos começaram o último ano como titulares, como o esperado. Patrick perdeu a titularidade ainda no Campeonato Mineiro, após não ir bem. Já Edenilson teve uma trajetória de idas e vindas no time titular, mas sempre sem conseguir engatar uma boa sequência.

A esperança deles voltarem a ser a dupla dinâmica do Internacional nas mãos de Coudet se encerrou antes do esperado, com o treinador deixando o clube em junho. Mesmo assim, com Felipão, eles atuaram bastante. Patrick sempre saindo do banco, enquanto Edenilson com um grande respaldo do treinador, apesar das críticas da torcida. Após muitas chances, o camisa 8 terminou a temporada como titular e jogando muito bem em três jogos seguidos, mas não passou disso.

2024: Insistência em Edenilson, mas não em Patrick

Em 2024, Felipão iniciou o ano com Edenilson como titular, e foi assim nos cinco primeiros jogos com o jogador disponível. Mas, novamente, as atuações ruins, incluindo uma no clássico onde o Atlético perdeu para o Cruzeiro, fizeram ele perder espaço no time titular na reta final do Mineiro. Scolari foi demitido e o camisa 8 só jogou pouco mais de 30 minutos com Milito, no primeiro jogo sob comando do argentino, mas depois teve lesão séria no cotovelo e está indisponível desde então.

Já Patrick foi pouco utilizado desde o início da temporada. O meia soma foi reserva em todos os jogos, saindo do banco três vezes e somando apenas 120 minutos. Não atua desde 2 de março, quando foi reserva mesmo com o Galo atuando com um time alternativo na última rodada da primeira fase do Mineiro, o que já explica como foi a temporada dele até aqui.

Relação nada boa com a torcida

As atuações ruins em campo e a quebra da expectativa de que retornariam ao bom futebol que apresentaram juntos no Internacional, fizeram com que Edenilson e Patrick não nutrissem boa relação com a torcida do Atlético. Os jogadores sempre foram bastante criticados pelo torcedor, que ainda os apontavam como vilões em alguns jogos, principalmente Edenilson — até por ele ter mais chances.

Patrick, por exemplo, ainda sofria por disputar posição com Rubens, cria da base do Atlético que vem evoluindo cada vez e pedindo passagem. A cada vez que Felipão preferia o experiente jogador ao jovem atleticano, a torcida se irritava mais não só com o treinador, mas também com o camisa 49.

No fim, tanto Patrick quanto Edenilson não vão deixar nenhuma saudade nos torcedores do Atlético, que aprovam, em maioria, a saída de ambos.

Saídas de Patrick e Edenilson

A ida de Patrick para o Santos é algo que parece não ter mais volta. Faltam apenas detalhes para o anúncio ser feito pelos dois clubes. Já a saída de Edenilson para o Grêmio continua em negociação, mas evoluindo. O jogador foi um pedido de Renato Gaúcho e o Galo, apesar de não o ver como “descartável”, não se opôs a negociação. Os atletas, juntos, custaram cerca de R$ 14 milhões ao Alvinegro, além de terem salários considerados altos.

Coudet não deixou só heranças ‘ruins’

Eduardo Coudet montou em 2023 um Atlético com a cara dele, com muitos jogadores que ele fez questão de contar. Alguns que foram prometidos, não puderam ser contratados (o que deu início ao fim da passagem dele no clube), mas ele buscou outras alternativas e deixou bons nomes no Galo.

Saravia, Mauricio Lemos e Battaglia, indicações dele, são todos considerados titulares hoje. O lateral é inconsistente, mas vem evoluindo muito nas mãos de Milito. O zagueiro tem altos e baixos, mas é considerado titular. Já o volante é uma das peças centrais do time, e chegou até a ser capitão quando Hulk abriu mão da faixa. Além deles, Bruno Fuchs e Igor Gomes, outros titulares importantes, também chegaram com o respaldo do treinador.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
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