Brasil

Fluminense enfrenta o Madureira com reservas que podem ser alternativas para a Recopa

Sem Fernando Diniz e titulares, poupados para a Recopa, Fluminense pega o Madureira em busca de soluções para problemas de 2024

Depois de descansar na folia de Momo, o Fluminense já dá o segundo passo em sua maratona de jogos. Pelo Campeonato Carioca, o Tricolor enfrenta o Madureira, neste sábado (17), às 16h, com reservas — que podem virar alternativas para a Recopa Sul-Americana.

A equipe não terá nem o seu comandante no banco de reservas. Suspenso por expulsão no clássico contra o Vasco, Fernando Diniz dá lugar ao auxiliar Eduardo Barros, que admitiu após o empate sem gols com o rival que o Flu está bem distante do ideal.

— A atuação do Fluminense ainda está longe da nossa melhor versão. É bem verdade que nossa temporada ainda está começando. Hoje tivemos por circunstâncias do jogo fazer trocas que não estavam previstas. No nosso melhor momento do jogo, a arbitragem conseguiu atrapalhar o andamento da partida — opinou.

Também por isso, o jogo pelo Estadual servirá de laboratório. O Fluminense deve levar a campo um time reserva cheio de testes que podem virar mudanças estruturais para a Recopa e para o restante da temporada.

Fluminense busca respostas para problemas em 2024

Com pouco tempo após retornarem das férias mais tarde por conta da disputa do Mundial de Clubes, o Fluminense já tem uma decisão pela frente.

Na próxima quinta (22), o Tricolor faz o primeiro jogo da Recopa Sul-Americana contra a LDU, o grande objetivo para o início da temporada. Mas o time não vem com bom desempenho apesar dos resultados.

Na ausência de Fernando Diniz, suspenso, Eduardo Barros comanda o Fluminense contra o Madureira pelo Carioca - Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.
Na ausência de Fernando Diniz, suspenso, Eduardo Barros comanda o Fluminense contra o Madureira pelo Carioca – Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

Também por isso, o jogo contra o Madureira servirá para Fernando Diniz observar jogadores que podem ajudá-lo já na decisão. De volta após o Pré-Olímpico, Alexsander e John Kennedy chegaram acompanhados do reforço Marquinhos, serão titulares e opções importantes para o Flu durante a temporada. O centroavante, entretanto, está suspenso do jogo de ida por conta da expulsão na final da Libertadores.

Reforços como Douglas Costa, Gabriel Pires e Terans receberão minutos, bem como Antônio Carlos, que pode ser solução para os problemas defensivos do Fluminense, que ainda não se adaptou à vida sem Nino.

Diniz testa Fluminense ainda mais ousado

O treino de sexta-feira (17) no CT Carlos Castilho foi de testes ousados até para Fernando Diniz. O técnico ensaiou esquema com três atacantes, Terans como um meia e apenas três defensores, sendo apenas um zagueiro de ofício.

Gabriel Pires voltou aos treinos com o grupo após lesão e será titular do Fluminense contra o Madureira - Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.
Gabriel Pires voltou aos treinos com o grupo após lesão e será titular do Fluminense contra o Madureira – Foto: MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.

A ideia de Diniz é variar momentos ofensivo e defensivo com uma saída de três, o que já costuma praticar, mas manter a linha em determinados momentos do jogo. Em outras, o sistema normal com quatro jogadores na defesa voltaria.

Gabriel Pires funcionaria como um líbero entre Antônio Carlos e Felipe Andrade para a construção das jogadas e algumas situações de balanço defensivo. A informação foi primeiro veiculada pelo canal Sentimento Tricolor, no YouTube, e confirmada pela Trivela.

Do meio para a frente, Diogo Barbosa seria um coringa, por vezes ala e por outras zagueiro pela esquerda, com Douglas Costa ganhando espaço para jogar aberto por ali — e também variando na ponta oposta com Terans ou Lucumi. John Kennedy jogaria centralizado, por vezes com Lelê ao seu lado.

O Flu treinou com Felipe Alves, Felipe Andrade, Antonio Carlos, Gabriel Pires e Diogo Barbosa; Alexsander, Lima e Terans; Douglas Costa, Lelê (Lucumi) e John Kennedy.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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