Flamengo x Palmeiras até em premiação: Bap e Leila trocam farpas antes de cerimônia da CBF
Proposta do Rubro-Negro para padronização dos gramados incomodou Verdão e reacendeu tensão entre presidentes
Após disputarem até o fim os títulos do Brasileirão e da Libertadores, Flamengo e Palmeiras seguem batalhando nos bastidores. Nesta segunda-feira (8), Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e Leila Pereira trocaram farpas durante cerimônia de premiação da CBF.
Antes de chegar ao evento de que definiu os melhores do Brasileirão 2025, o Rubro-Negro envio um ofício à entidade máxima do futebol brasileiro defendendo a padronização dos gramados do país, além de se posicionar contra os pisos sintéticos — como o utilizado no Allianz Parque, casa do Verdão.
À Trivela, Bap declarou que o Flamengo é “contra o gramado de plástico”. Na opinião do dirigente, estádios de futebol precisam ter como prioridade os jogos, e não sediar shows. Sem citar o Palmeiras, ele recomendou que os clubes adeptos do sintético deveriam migrar para o show business.
— Em um campo desses você não joga futebol. É uma vergonha que a gente aceite isso no Brasil. Vamos trabalhar abertamente contra isso — não só pela padronização dos gramados, mas pelo campo em que jogamos. Campo de plástico, não. Essa é a posição do Flamengo — começou o presidente rubro-negro.
— Quem pensa em ganhar dinheiro fazendo shows deveria trocar de negócio. Saia do futebol e vá viver de show business, não tem problema. Mas achar que o futebol precisa de um campo de plástico porque vai fazer show? Nós não concordamos — concluiu Luiz Eduardo Baptista.
Nesta temporada, o debate sobre o sintético ganhou força na imprensa, principalmente após diversos jogadores desaprovarem o gramado artificial.
Presidente do Palmeiras responde indireta do Flamengo
A presidente do Palmeiras acusou o Flamengo de espalhar “fake news” sobre um suposto aumento de lesões em pisos sintéticos. Leila reforçou que “não existe qualquer evidência científica” que corrobore com essa teoria.

A dirigente alviverde ainda criticou a qualidade do gramado do Maracanã, além de cutucar o rival pela falta de um estádio próprio. Leila Pereira também lembrou que em sua gestão da Arena Crefisa Barueri, adotou o gramado sintético, mas sempre respeitando “as regras da Fifa e a integridade dos atletas”.
— Se a atual gestão do Flamengo, comandada pelo presidente Bap, estivesse realmente preocupada com a qualidade dos gramados do Brasil, o campo do Maracanã não seria tão ruim quanto é — iniciou a dirigente alviverde.
— Aliás, o Flamengo, no dia em que tiver um estádio próprio, pode instalar nele o tipo de gramado que quiser — continuou Leila Pereira.



