Brasil

Janela ousada do Flamengo vira manchete na Europa: ‘Inimigo da Turquia’

Jornal chama atenção para "chegadas relâmpago" de Saúl Ñíguez e Emerson Royal no Rubro-Negro

Em um espaço de três dias, o Flamengo frustrou dois clubes turcos e acertou com dois reforços de peso. Saúl Ñíguez e Trabzonspor haviam praticamente fechado acordo, assim como Emerson Royal junto ao Besiktas. Ambos, no entanto, desistiram de seus respectivos negócios e se juntaram ao Rubro-Negro carioca.

O movimento da dupla não repercutiu somente no Brasil. Sites importantes da Europa destacaram a força do clube da Gávea no mercado de transferências e o trabalho de convencimento da diretoria rubro-negra, que conseguiu contratar dois jogadores com larga experiência no futebol do velho continente.

Manchete do “Jornal AS”, da Espanha:

“Flamengo, inimigo da Turquia”

“O clube carioca contratou Saúl e Emerson, que haviam assinado com o Trabzonspor e o Besiktas, respectivamente. O clube está atraindo grandes nomes.”

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Reprodução: as.com

Royal: “Vestir a camisa do Flamengo é algo que sempre sonhei”

Apresentado oficialmente na tarde desta terça-feira (29), Emerson Royal falou sobre as negociações que teve com o Besiktas, antes de acertar com o Flamengo. O lateral-direito admitiu que tudo estava encaminhado para viajar e se apresentar ao clube turco, mas a proposta do time carioca o balançou.

— Todo mundo sabe que eu estava em negociação com o Besiktas e tinha tudo encaminhado, passagem comprada. Mas como falei, meu empresário estava lá em casa, é meu grande amigo, e falou da proposta do Flamengo. Me passaram o projeto e foi tudo muito rápido. Da noite para o dia tudo aconteceu — disse Royal.

— Quando recebi a proposta, não foi pelo dinheiro, nem nada, mas pelo projeto que tenho aqui. Sem dúvidas resolvi aceitar porque tenho uma oportunidade muito grande de vestir a camisa do Flamengo, que é algo que sempre sonhei na minha vida.

Emerson Royal durante apresentação no Flamengo
Emerson Royal durante apresentação no Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

Contratado por nove milhões de euros (cerca de R$ 58 milhões na cotação atual), Royal ainda tinha mercado na Europa. Apesar da passagem ruim pelo Milan, o jogador de 26 anos recebeu outras propostas para permanecer no velho continente, porém, preferiu o projeto apresentado pelo Flamengo.

— Eu tinha outras propostas para continuar na Europa. Saí daqui do Brasil com 20 anos, muito cedo. Muita gente disse que eu ia regredir na minha carreira, mas pelo contrário. O Flamengo é um time enorme, um dos maiores do mundo. A gente sabe a repercussão que o Flamengo tem mundialmente. Por onde passei, todo mundo conhece o Flamengo.

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Saúl: “A decisão foi relativamente fácil”

Assim como Emerson Royal, Saúl também ficou por detalhes de se transferir para o futebol turco. Em 21 de julho, o meio-campista escreveu a seguinte mensagem em seu perfil no X: “Não deu certo por questões pessoais. Espero que nossos caminhos se cruzem novamente um dia, Trabzonspor”.

Quando a contratação do espanhol pelos turcos parecia certa, as negociações fracassaram. Dois dias depois, Saúl anunciava sua saída do Atlético de Madrid, e escrevia no X: “Olá, Flamengo”. Relatos vindos da imprensa internacional afirmam que naquele mesmo dia 21, tudo já estava acertado com o clube carioca.

Anunciado antes mesmo de Royal, o novo camisa 8 do Flamengo explicou por que resolveu aceitar o projeto apresentado pelo Rubro-Negro. Além do Trabzonspor, Saúl recebeu ofertas de outros clubes europeus — algumas até mais vantajosas financeiramente do que a do time brasileiro.

Saúl durante apresentação no Flamengo
Saúl durante apresentação no Flamengo (Foto: Adriano Fontes/Flamengo)

— Estou aqui porque quero estar aqui. Não por outra coisa. Me sinto muito identificado com o clube, o Filipe, os companheiros, o que vi esses dias e de fora. Apesar de ter outras ofertas da Europa, inclusive economicamente melhores, decidi vir com a minha família e tentar dar um passo melhor. Não atrás, mas para frente — afirmou Saúl.

— A decisão foi relativamente fácil. É verdade que quando estávamos no Atlético de Madrid, o Filipe sempre me falava do Flamengo quando estava a ponto de vir. Comentava comigo a grandeza do clube. Quando me chamaram, não tive que pensar muito. São coisas muito positivas para mim. Conheço o treinador, é uma cidade muito boa, o clima, a comida, idioma parecido com o espanhol. Era a melhor decisão para seguir crescendo.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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