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Flamengo: Gentileza de Gerson com Alcaraz é apenas a ponta do iceberg na adaptação dos reforços

Jogadores que chegaram no fim da última janela de transferências já estão mais enturmados no dia a dia do clube

A adaptação em um novo clube de futebol pode ser muito complicada, especialmente se a mudança for muito drástica. Para Charly Alcaraz, Alex Sandro e Gonzalo Plata, que vieram da Europa e do Oriente Médio, respectivamente, tem sido algo gradual. A ajuda dos companheiros, contudo, é notória. 

O episódio no jogo contra o Bahia, em que Gerson concedeu o pênalti para o jovem argentino marcar seu primeiro gol com a camisa do Flamengo, é só o início de raízes fundas entre o elenco rubro-negro. Por isso, a adaptação fica mais fácil.

Não foi só o Gerson

Se ficou evidente que o capitão quis dar a chance de Alcaraz balançar as redes, o próprio argentino frisou que a ajuda também veio de Léo Pereira. Segundo Charly, o zagueiro era o cobrador oficial naquele momento, mas passou a responsabilidade para o recém-chegado, que deu conta do recado.

— Sempre somos quatro ou cinco jogadores que ficamos treinando (pênaltis). O designado era Léo, eu só fui pegar a bola para dar ao Gerson, e ele disse que eu poderia bater. Quando ele disse que eu poderia bater, estava nervoso porque era minha primeira responsabilidade grande no Flamengo. Com o apoio de Gerson e todo o time, pude converter e fazer meu primeiro gol. Muito feliz por isso — disse, em entrevista à FlaTV.

O meia argentino realizou sua quinta partida pelo Flamengo no último sábado (05) e já havia concedido uma assistência antes de marcar seu primeiro gol.

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Gringos com gringos

A quantidade alta de estrangeiros faz com que eles se unam bastante nos bastidores do Flamengo. O próprio Charly aproveitou a folga ao lado do goleiro Rossi, em passeio de lancha, conforme uma publicação no Instagram explicou. O idioma, sem dúvida, é parte importante do processo.

— Estou muito junto com o goleiro Rossi, o Agustín. Não fui companheiro dele, mas o enfrentei na Argentina. Sempre que preciso de algo ele me ajuda. Estou muito com Erick Pulgar, com Plata, com Varela. Falamos o mesmo idioma, então estamos juntos por muito tempo. Estou muito agradecido a eles por como me ajudam aqui em clube. Todos os companheiros que falam ou entendem espanhol tratam de me ajudar para eu me sentir melhor no clube. Estou muito feliz com todo o plantel que temos e com todo o estafe, que está sempre me ajudando — finalizou.

Ao todo, o Flamengo conta com oito gringos no elenco: Arrascaeta, Matias Viña, Varela e De La Cruz (uruguaios); Erick Pulgar (chileno); Gonzalo Plata (equatoriano); Rossi e Alcaraz (argentinos).

O número de estrangeiros permitidos no elenco foi aumentado para nove no início de 2024, ou seja, o clube carioca aproveitou para contratar mais. Metade chegou nesta temporada. 

Brasileiros mais à vontade

No caso de Michael e Alex Sandro, outros reforços que chegaram nesta janela de transferências, a situação é bem mais tranquila. O lateral-esquerdo já teve a companhia de alguns na Seleção Brasileira e carrega dez temporadas da Europa nas costas. Já balançou as redes e começa a tomar conta da posição.

Michael foi do Flamengo entre 2020 e 2022, ou seja, conhece bem as instalações do Ninho do Urubu. Figuras como Arrascaeta, Gabigol e Bruno Henrique estavam no clube quando o Robôzinho chegou. A adaptação não foi problema em nenhum momento. 

Passagem de bastão

Mesmo que os estrangeiros colem mais com os estrangeiros, as atitudes de Gerson e Léo Pereira são um sinal importante no Flamengo. Uma mensagem de união de um elenco que passou por muita turbulência em 2024, viu seu comandante cair e um ex-companheiro assumir. Ainda há muito a ser conquistado.

Gerson tem sido o capitão do Flamengo (Foto: Sipa USA) – Photo by Icon Sport

Gerson agora é capitão e líder, mas existem outras vozes importantes no vestiário do Flamengo, como o próprio Léo Pereira. O xará Ortiz, que ganhou a titularidade desde a chegada de Filipe Luís, aumentou a influência positiva. Até Gabigol voltou a falar após a saída de Tite.

Para um Flamengo que ainda tenta aprender a se libertar de 2019, ver novas lideranças crescendo é fundamental. Diego Alves, Rafinha, Diego Ribas e o próprio Filipe Luís foram importantes no vestiário, mas é a hora de faces mais atuais comandarem a resenha e a seriedade. É só o começo.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme XavierSetorista

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.

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