Como trabalha Eduardo Domínguez, encaminhado com o Atlético-MG
Treinador foi buscado pelo Atlético-MG para substituir Jorge Sampaoli e por isso poderia deixar o Estudiante de La Plata
O Atlético-MG está perto de um novo treinador após a demissão de Jorge Sampaoli e tem Eduardo Domínguez, do Estudiantes,um nome encaminhado.
Domínguez é treinador do Pincha desde 2023 e tem contrato com o clube de La Plata até o final de 2027. O treinador renovou seu vínculo em dezembro, após conquistar o título do Clausura Argentino em 2025.
O clube, comandado por Domínguez, conquistou o título argentino na última temporada, ganhando do Racing nos pênaltis na grande decisão. Inclusive, desde que chegou ao comando do Pincha, o treinador colecionou um título por ano. Ao todo, o comandante saiu campeão da Copa Argentina (2023), Copa da Liga Profesional (2024), Troféu de Campeones (2024 e 2025) e Campeonato Argentino Clausura (2025).
Mas afinal, quem é Eduardo Domínguez?
Zagueiro de formação, Eduardo Domínguez atuou como jogador profissional de 1996 até 2013, com passagens por Vélez, Independiente, Racing, Los Angeles Galaxy, Huracán e Independiente Medellin.
Dois anos após pendurar as chuteiras, Domínguez assumiu seu primeiro clube como treinador. O Huracán, equipe de Parques Patrícios, foi onde o técnico começou sua carreira fora dos gramados. Depois, passou por Colón, Nacional, do Uruguai, e Independiente, antes de chegar ao time de La Plata.
Inclusive, foi Eduardo Domínguez o responsável por conquistar o primeiro título profissional do Colón na primeira divisão. O treinador comandou a equipe na conquista da Copa da Liga Profesional em 2021.
— Os times do Eduardo Domínguez costumam sempre ter um enganche, um meia de ligação, como pode ser, por exemplo, o Benjamín Rollheiser (treinado pelo técnico no Estudiantes), que hoje joga no Brasil, ou o Cristian Medina, que está para chegar ao Botafogo, que seja a arma mais letal da equipe, obviamente na questão de criação de jogo — explicou o jornalista argentino Matías Coffe.
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— Esse é o ponto mais importante dos times do Eduardo Domínguez: sempre há um jogador que se destaca acima dos outros, é quem organiza todo o jogo e faz com que o time acabe jogando bem ou mal. Vários jogadores se destacaram nesse estilo de jogo, como Leo Godoy, Román Gómez, entre outros, e Mancuso, que agora voltou ao Estudiantes — completou o jornalista.
Embora tenha o meio-campo como uma das principais armas, Domínguez sempre vai alterando seu esquema tático, se adaptando sempre ao adversário.
— Geralmente, as equipes do Eduardo Domínguez variaram ao longo dos anos. Ele já jogou com linha de cinco, linha de quatro, linha de três. Já atuou com mais meio-campistas, já fez 4-4-2, com dois atacantes, com um só, até sem centroavante, usando falso nove. Os times dele mudaram bastante com o tempo, mas o esquema que ele mais utilizou foi o 4-3-3 ou o 4-2-3-1. É o que mais usou no Estudiantes, com os laterais apoiando constantemente no ataque — afirmou Coffe.
— O meio-campo geralmente tem jogadores de muita movimentação: sempre um volante mais posicional e outro com mais chegada. Antes teve o Ascaíbar (agora no Boca Juniors) que era o de maior intensidade, enquanto o mais posicional foi Jorge Rodríguez, o Alex “El Corcho”, Ezequiel Piovi. Em outros momentos também contou com Enzo Pérez, que passou pelo River Plate — completou.
O Atlético-MG, por sua vez, busca um treinador desde a última quinta-feira (12), quando demitiu Jorge Sampaoli após um início ruim de temporada. Embora esteja classificado para as semifinais do Campeonato Mineiro, o clube de Belo Horizonte ainda não venceu no Brasileirão, somando dois empates e uma derrota.
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Como o estilo de Domínguez se encaixaria no Atlético?
Não é novidade que o Atlético-MG tem apostado muito em técnicos argentinos nos últimos anos. Inclusive, desde 2020, o clube teve quatro treinadores nascidos no país hermano: Jorge Sampaoli, duas vezes, Antonio Mohamed, Eduardo Coudet e Gabriel Milito. Agora, se aproxima de Eduardo Domínguez.
Apesar disso, o estilo de jogo de Domínguez não é muito semelhante aos outros que passaram pelo time mineiro. Até por isso, o torcedor precisará de paciência até que o time se adapte ao novo treinador.
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— É mais um técnico argentino, uma aposta do Galo, e eu acho que é uma aposta válida, uma boa aposta do Atlético. Eu acho que é um treinador que a torcida vai ter que ter um pouco de paciência. Com o elenco que o Atlético tem, pode ser que ele se adapte a algumas características. No geral, Domínguez é um técnico de olhar mais defensivo, de marcação muito forte, de agressividade na marcação, força física — explicou o setorista do Atlético-MG no “Lance”, Arthur Henrique Medeiros.
— É um estilo de jogo muito organizado. Por isso, acredito que a torcida vai ter que ter um pouco de paciência, porque não é aquele time igual ao do Milito, por exemplo, que é um time que ataca, que pressiona alto. O Domínguez preza muito pela marcação, é um time que sofre pouco defensivamente, justamente por essa organização.
Sabendo que Eduardo Domínguez preza bastante pelo setor de meio-campo, começa-se a especular como o treinador poderia armar a equipe. Victor Hugo, recém-chegado, vindo do Santos, poderia ser uma das boas opções do treinador. Além dele, Maycon e Alexsander, na volância, poderiam ajudar na movimentação e saída de jogo, segundo o jornalista Alecsander Heinrick.
— Se ele for jogar no 4-2-3-1, com laterais ofensivos, acho que os recém-chegados Preciado e Renan Lodi vão se dar bem. Na frente, Scarpa deve voltar a aparecer mais na posição dele, da direita para dentro. Curioso para ver como vai ser a gestão dos atacantes dele. Tem Dudu e Cuello que jogam pela esquerda, Jr. Santos e Alan Minda pela direita, e no meio Hulk e Cassierra, todos entregam características diferentes e aí vai depender do que ele vai querer para o time — concluiu Alecsander.