‘Era jogador de Bola de Ouro’: Lewandowski se derrete por ex-companheiro brasileiro
Lendário centroavante aponta dupla com 'nível Bola de Ouro' e relembra sua própria lamentação com o prêmio
Duas vezes vencedor do prêmio de melhor jogador do mundo do Fifa The Best, Robert Lewandowski nunca venceu uma Bola de Ouro. Sua grande chance, na edição de 2020, teve o prêmio cancelado por conta da pandemia de Covid-19. Mas, para ele, um ex-companheiro poderia ter levado uma.
Em entrevista à “Romário TV”, o atual centroavante do Barcelona falou sobre seus companheiros brasileiros durante a carreira. E, para ele, Douglas Costa era um jogador de nível Bola de Ouro.
Lewandowski rasga elogios a Douglas Costa
Multicampeão com o Bayern de Munique, Lewandowski dividiu o campo com Douglas Costa 86 vezes ao todo — pouco, se comparado com Thomas Müller, com quem mais jogou (333 vezes). O aproveitamento é de impressionantes 80% e, segundo ele, era prazeroso jogar com o brasileiro.
“Eu me lembro do Douglas Costa, com a canhota dele, ele era tão rápido e me deu assistências tantas vezes. Para mim, era fácil jogar com ele, porque quando ele dominava a bola, sabia que ele tentaria me achar com o passe ou cruzamento. Eu apreciava muito isso”, disse.
Quando jogaram juntos, Douglas e Lewandowski participaram de 12 gols entre si: 11 vezes o brasileiro assistindo ao polonês e uma outra vez o contrário. Ao todo, nos 86 jogos que dividiram o campo, o centroavante marcou 80 vezes e deu 13 assistências, enquanto o ponta marcou 15 vezes e deu 27 passes para gol.

“Douglas Costa, nos seis primeiros meses (de Bayern de Munique) era um jogador nível Bola de Ouro”, enfatizou o camisa 9.
Douglas marcou 15 gols e deu 30 assistências em 97 jogos pelos bávaros, com passagens entre 2015 e 2017, exaltada pelo polonês, e depois em 2020 e 2021, essa com menos sucesso após um retorno vindo da Juventus.
A efeito de comparação, quem venceu a Bola de Ouro em 2015 foi Lionel Messi, seguido por Cristiano Ronaldo nos dois anos seguintes em que Douglas Costa esteve em Munique.
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Coutinho, Raphinha e Bola de Ouro ‘injusta’
Lewandowski ainda jogou com diversos outros brasileiros na carreira. O hispano-brasileiro Thiago Alcântara foi quem mais teve jogos juntos (193), seguido do ex-lateral Rafinha (151) e um de seus capitães no Barcelona, Raphinha (139). O estereótipo brasileiro também está na brincadeira do atacante:
“Eu sempre brinco com eles. Se eles têm um jogo ruim, falo: ‘Ah, você estava em Copacabana?”, ironiza.
Felipe Santana, Dante, Antônio da Silva e Phillippe Coutinho são outros menos lembrados pelo púbico. Mas o atacante faz questão de lembrar do ex-jogador do Vasco com carinho.
“O Coutinho também era tão técnico com a bola, era um jogador incrível e gentil, assim como sua personalidade também (…). Ele tentou encontrar sua forma de novo, mas tinha algo de especial“, disse o polonês a Romário. Mas o mais elogiado é o atual companheiro Raphinha.

“Raphinha é diferente. Você que vê que eles (brasileiros) vieram da rua e vê que são diferentes, são únicos, e é esse tipo de jogador que o futebol precisa. Rapha na última temporada no Barcelona foi tipo, ‘uau'”.
Durante a conversa, o Baixinho tocou em uma ferida de Lewandowski: perguntou se achou injusto Raphinha não ter vencido a Bola de Ouro. E o próprio centroavante tem mágoas de não ter a sua.
“Você sabe que eu sei como é esse sentimento, eu posso entendê-lo muito. Ele marcou em tantos jogos importantes, estava sempre lá com os gols, com desempenho, e ele nos ajudou muito a estar na semifinal da Champions League e a vencer LaLiga. Mas assim é o futebol, nem sempre é justo. Claro que ele merece estar no mínimo no top-3, talvez até a ganhar a Bola de Ouro, ele estava muito perto e você nunca sabe se isso acontecerá de novo”.



