Brasil

Dono do Atlético-MG acredita que clube pode se tornar potência mundial em cinco anos

Rubens Menin, sócio majoritário do Atlético, sonha que o clube se tornará em breve uma potência mundial – assim como outras equipes brasileiras

Real Madrid, Barcelona, Manchester City, Bayern de Munique e … Atlético-MG? Em cinco anos, o dono do Galo, Rubens Menin, acredita que o clube pode estar na lista das principais potências do futebol mundial. Essa foi a promessa dele mesmo antes de assumir a SAF atleticana, e ele segue acreditando fielmente nessas oportunidades.

Há pouco mais de um ano, no discurso de inauguração da Arena MRV, Rubens Menin falou do “sonho maluco” de transformar o Atlético em uma potência mundial, e que a nova casa própria do clube seria fundamental nessa caminhada. Depois disso, ele saiu de investidor do Galo para um dos donos da SAF atleticana (com o maior percentual dela), e segue com o mesmo desejo, acreditando fielmente na chance de fazer o seu clube do coração uma potência no mundo da bola.

Continuo (sonhando) e esse é o nosso projeto. Disse e sigo dizendo que a gente quer o Atlético como potência mundial — Rubens Menin

– Acho que o Atlético hoje é reconhecido, está sempre nos favoritos para os campeonatos. Ele é respeitado. O nosso plano é o futebol brasileiro crescer muito e o Atlético se tornar uma potencial mundial em cinco anos. Temos que trabalhar para isso e temos todas as condições para fazer isso acontecer — afirmou o empresário em live do canal do Breno Galante.

Rubens Menin, que patrocina o Atlético com suas empresas há anos e também sempre ajudou a investir no time, assumiu (com outros empresários) o controle do clube através da SAF, aprovada em julho e oficializada em novembro. Desde então, ele tem mais poder no Galo, mas também mais responsabilidade e pressão: “Costumo falar que temos 10 milhões de chefes, que é a torcida atleticana, muito exigente, com razão. É um projeto que a gente tem que fazer com muito carinho, atenção e empenho. Tem duas opções: dar certo ou dar certo”, destacou.

Menin aposta na responsabilidade financeiro para o Atlético

A SAF do Atlético assumiu o clube e herdou a dívida de mais de R$ 2 bilhões que ele tinha. Dívida essa formada por outras gestões (inclusive as que ele e demais empresários ajudaram a construir), e que ele também já fez a promessa de sanar em três a quatro. Ao ser questionado sobre em que pé está essa dívida, disse para o torcedor não se preocupar mais, pois os únicos que precisam ter essa preocupação são os donos da SAF. Ele ainda afirmou que ela já diminuiu bem, principalmente os juros, o que facilita os trabalhos.

Rubens Menin e os empresários que assumiram a gestão do Atlético pregam a responsabilidade financeira acima de tudo. Ele explicou que antes os presidentes assumiam o clube e faziam dívidas para conseguir títulos, deixando o pagamento para quem viesse depois. Foi assim, por muito tempo, inclusive, mas agora não tem um “próximo”, e eles focam em serem sustentáveis, sem deixar para depois.

– Se um dirigente que estava no último mandato e queria montar um time bacana para entrar na história, ele contratava tudo, deixava (o pagamento) pro da frente e ia embora sem responsabilidade nenhuma. Com a SAF tem responsabilidade, tem os CPFs envolvidos. Não tem como passar pro outro. Antes o dirigente fazia bobagem, ficava bonito na fita, ganhava campeonato, mas deixava um legado péssimo, que a torcida não via — afirmou o empresário.

Menin destacou que, em qualquer empresa do mundo – e o Galo agora é uma com a SAF -, se não cumprir o orçamento, vai quebrar. Por isso, para dar certo, é possível seguir dentro do planejado e, para ele, mesmo com limitações, o do Atlético mantém o time forte: “É um orçamento bom, que dá para montar um time competitivo. Não temos o maior orçamento, sempre falamos disso, queremos aumentar ele com uma série de ações planejadas e executadas, mas dentro da realidade de 2024 tem um orçamento para ser cumprido”.

A reformulação que fortalece o futebol brasileiro

Nos últimos anos, o futebol brasileiro tem tentado se estabelecer e se fortalecer mais. Hoje há times super estrelados, como o Flamengo, o Palmeiras e o próprio Atlético, com capacidade de fazer grandes e impactantes contratações, tirando inclusive jogadores do futebol europeu. Menin vê essa evolução dando ainda mais passos nos próximos anos e coloca como exemplo a Premier League, onde os clubes mantêm seus times fortes e não precisam vender para sobreviver.

– Um futebol forte traz mais dinheiro, um fraco traz menos. Não adianta querer fazer um time ruim, vender os caras que a gente tem de bom. É evidente que você tem que reciclar e vender, todos os times fazem, mas não essa imagem de produzir jogador para vender e ganhar dinheiro. Você ganha dinheiro tendo um bom time de futebol — afirmou.

O empresário ainda afirmou que fica feliz quando vê clubes brasileiros conseguindo manter por mais tempo seus jovens talentos, mas entende que isso ainda é exceção: “Ainda existe no Brasil a necessidade de vender jogadores para cumprir orçamento. Os orçamentos têm que crescer para a gente ter menos necessidade de vender, mas isso é um projeto de longo prazo”, destacou Menin ao afirmar que a formação de uma liga própria é fundamental nesse processo.

O Brasil precisa ter potências mundiais. Com essa reformulação do futebol brasileiro, acredito que vamos ter três ou quatro times como potencial mundial — R. Menin

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
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