Brasileirão Série A

Atlético-MG conclui transição para SAF e recebe aporte de meio bilhão

O Atlético-MG agora é mais um clube a se tornar oficialmente uma SAF no futebol brasileiro, e o dinheiro já caiu na conta

Pouco antes da bola rolar para o jogo contra o Fortaleza, o Atlético-MG teve uma notícia importante para a sua história. A transformação da instituição para clube-empresa foi concluída e o Galo agora tem donos, que aportaram R$ 500 milhões nas contas do clube.

Em nota, o Atlético informou que a operação para que a chamada Galo Holding controle 75% das ações do clube foi concluída com êxito após aprovação dos órgãos competentes, seguindo todas as exigências e regulamentações estabelecidas pelos órgãos reguladores e autoridades esportivas.

– Essa transição representa um marco para a instituição, e demonstra nosso compromisso em buscar novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento sustentável – cita o clube na nota, que está completa no fim da matéria.

Entram na conta da SAF do Atlético o departamento inteiro de futebol, a Cidade do Galo, que já foi eleito um dos melhores centro de treinamentos do mundo, e a Arena MRV, nova casa atleticana e autointitulada como “a mais moderna e tecnológica da América Latina”.

Quem são os donos do Atlético?

  • Rubens Menin: mais ativo dos investidores, Rubens Menin é chamado de “vovô” por alguns atleticanos. Ele é um empresário bilionário, fundador de grandes empresas como a MRV Engenharia, o Banco Inter e a CNN Brasil. Ele ainda adquiriu há alguns anos a Rádio Itatiaia, principal veículo de comunicação de Minas Gerais.
  • Rafael Menin: filho de Rubens, Rafael é o atual presidente e CEO da MRV Engenharia
  • Ricardo Guimarães: outro empresário muito ativo na vida do Atlético, tendo passado até pela presidência do clube entre 2001 e 2006, vivendo o primeiro rebaixamento da história do Galo. Ele é dono e presidente do Banco BMG.
  • Daniel Vocardo*: CEO do Banco Master

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O aporte de R$ 600 milhões ao Atlético

O Atlético receberá um aporte de R$ 600 milhões, mas, no momento, “só” caíram R$ 500 milhões na conta, sendo R$ 400 milhões da dupla Rafael e Rubens Menin, que tem a maior porcentagem da Galo Holding e do clube, e de Ricardo Guimarães, três dos “Rs” que já geriam o clube. Outros R$ 100 milhões são do fundo “Galo Forte”, do empresário Daniel Vocardo. Restam ainda R$ 100 milhões de um outro fundo, que arrecada o dinheiro dos torcedores que quiserem fazer parte com um aporte mínimo de R$ 1 milhão. Nesse grupo estará o último dos “Rs” ainda não citado, Renato Salvador.

A dívida do Atlético atualmente ultrapassa a casa dos R$ 2 bilhões, e o dinheiro será usado quase que exclusivamente para quitar essa dívida, negociando-as com os credores. As dívidas a curto-prazo e as que geram altos juros para o clube, serão as primeiras a serem quitadas.

O modelo da SAF do Atlético

O Atlético tinha como ideia inicial negociar 51% das ações de sua SAF para um investidor estrangeiro. O nome que sempre esteve em pauta foi do empresário norte-americano Peter Grieve, que teve participações no futebol de Zimbábue e Gibraltar. Após alguns meses sem uma definição, ele foi descartado para integrar o novo modelo.

O modelo de SAF que os gestores do Atlético optaram traz uma holding gerindo o clube. Serão vários empresários mineiros e atleticanos a investirem na SAF do Galo, dentre eles, claro, os chamados 4Rs, que já estão à frente do clube atualmente. São eles: Rubens Menin, Ricardo Guimarães, Rafael Menin e Renato Salvador.

Essa holding comprará 75% da SAF do Atlético com um aporte inicial de R$ 913 milhões – sendo R$ 313 milhões abatendo a dívida que o clube tem com os 4Rs. A Arena MRV e a Cidade do Galo estão inclusas. As dívidas do clube, que giram em torno de R$ 1,8 bilhão, serão todas de responsabilidade da SAF. A associação Atlético manterá 25% do clube, estádio e CT, além de 100% da sede e dos clubes sociais.

O resumo da SAF do Atlético

  • R$ 913 milhões de aporte, sendo R$ 713 milhões dos 4Rs + R$ 200 milhões de dois fundos de investimentos;
    Dentro dos R$ 713 milhões dos Rs, R$ 313 milhões serão abatidos nas dívidas do clube com eles, ou seja, vão aportar R$ 400 milhões;
  • A SAF fica com 75% e a associação com 25%;
  • Arena MRV e Cidade do Galo estão inclusas em sua totalidade na SAF;
  • A dívida, de mais de R$ 2 bilhões, fica inteiramente na conta da SAF.

Nota do Atlético sobre a transformação em SAF

O Galo tem o prazer de anunciar a bem-sucedida conclusão da operação de transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), e a aquisição da participação de 75% das ações da SAF pela Galo Holding.

Essa transição representa um marco para a instituição, e demonstra nosso compromisso em buscar novas oportunidades de crescimento e desenvolvimento sustentável.

O Galo agradece os parceiros que o ajudaram nesta negociação (EY, Banco BTG e Azevedo Sette), e reafirma seu compromisso com a Massa, parceiros comerciais e demais stakeholders, de que essa operação visa estabelecer uma gestão com foco na competitividade, governança corporativa e sustentabilidade financeira.

A transição para SAF e a aquisição das ações da Galo Holding foram aprovadas pelos órgãos competentes, e seguiram todas as exigências e regulamentações estabelecidas pelos órgãos reguladores e autoridades esportivas.

O patrimônio do Clube foi avaliado em 2,1 bilhões de reais. Estão incluídas na SAF o departamento de futebol, a Arena MRV e a Cidade do Galo.

Diferentemente das outras realizadas no futebol brasileiro, a SAF do Galo é formada por Atleticanos, pessoas que têm conexão com o Clube desde a infância. Outro diferencial é que a SAF do Galo assumirá a responsabilidade pelo pagamento de 100% das dívidas da Associação, que permanecerá com a Sede Lourdes e os clubes Labareda e Vila Olímpica.

Sobre o Clube Atlético Mineiro – Paixão cada vez mais nacional, o Galo é um dos maiores vencedores do futebol brasileiro na atualidade. Atual Tetracampeão Mineiro, conquistou, recentemente, a Supercopa do Brasil (2022); Campeonato Brasileiro (2021); e Copa do Brasil (2021). Neste ano, teve reconhecida a conquista do Campeonato Brasileiro de 1937, tornando-se tricampeão da competição.

Sobre a Galo Holding – Detentora de 75% da SAF do Galo, a Galo Holding representa os investidores da SAF, excluída a Associação. A Galo Holding é composta pela Família Menin; Ricardo Guimarães; e dois fundos de investimento (FIGA e FIP).

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander HeinrickSetorista

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.

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