Cruzeiro é última cartada de Gerson para ir à Copa do Mundo, mas há um obstáculo
Entenda os planos de Ancelotti para meia que comprova sua gestão desastrosa de carreira ao voltar ao Brasil menos de seis meses após se transferir à Rússia
Menos de seis meses após deixar o Flamengo cercado de polêmicas, Gerson está prestes a retornar ao Brasil para defender o Cruzeiro — e para tentar recuperar um tempo que parece “irrecuperável” em seu sonho de jogar a Copa do Mundo de 2026.
De acordo com informações da “ESPN”, o Cruzeiro pagará 26 milhões de euros fixos (aproximadamente R$ 170 milhões) ao Zenit pelo meio-campista. O contrato já alinhado com o clube mineiro será de quatro temporadas — até o final de 2029.
Além disso, o acordo prevê um bônus de 4 milhões de euros a depender de metas a ser alcançadas por Gerson. No momento, os detalhes do pagamento deste valor são o que travam a negociação de ser concluída. Ao todo, portanto, a contratação pode bater na casa dos 30 milhões de euros (R$ 189 milhões).
Plano de carreira desastroso deve tirar Gerson da Copa
Mesmo após a ida para a Rússia e o agora retorno ao Brasil, o meio-campista segue no radar da seleção brasileira. Não é um nome descartado por Carlo Ancelotti e sua comissão técnica para a Copa.
A dura realidade, porém, é que as chances de Gerson ir ao Mundial são mínimas — para não dizer zero. Uma prova de que seu plano de carreira foi um sonoro desastre.
Em julho de 2025, Gerson deixou o Flamengo com sua imagem de ídolo e capitão arranhada, por conta de uma arrastada negociação de renovação. A prorrogação contratual reduziu sua multa rescisória de 200 milhões de euros para 25 milhões de euros. Justamente o valor pago pelo Zenit em sua contratação.
Naquele momento, o meio-campista deixou claro que as cifras astronômicas oferecidas pelo clube russo falaram mais alto do que o sonho de ir à Copa do Mundo. Que se diga: uma decisão legítima, que se provou equivocada na própria decisão do meia de voltar ao país seis meses mais tarde.
Mais do que isso: Gerson deixou o melhor clube da América para retornar meses mais tarde a um rival que, em tese, tem uma equipe inferior, apesar do projeto ambicioso do Cruzeiro para 2026.

- - ↓ Continua após o recado ↓ - -
A perda de espaço de Gerson na Seleção
Um mês antes de o Flamengo oficializar a negociação com o Zenit, Carlo Ancelotti deu uma declaração que se provou profética sobre o meio-campista.
— É uma decisão pessoal, que não afeta as decisões que vamos tomar quando começar o Mundial. Obviamente tem campeonatos que são mais exigentes que outros — disse o treinador, em junho de 2025.
Gerson havia sido titular de Ancelotti na estreia com empate em 0 a 0 diante do Equador e depois entrou no segundo tempo da vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai.
Foi sua única convocação com o italiano, ainda usando a “herança” dos trabalhos anteriores na Seleção. Titular na estreia, o meia virou carta fora do baralho nas listas seguintes e não voltou a ser chamado pelo treinador.
O retorno ao Brasil mira a Copa do Mundo. O problema é que Ancelotti tem o setor do meio-campo praticamente definido. E sem Gerson.
Casemiro e Bruno Guimarães são os titulares absolutos. Andrey Santos e Lucas Paquetá também têm vagas garantidas. O italiano ainda busca um volante com características semelhantes às de Casemiro — bem diferentes das de Gerson. E ainda sobram André, João Gomes e Andreas Pereira como concorrentes.
Ida à Rússia não é único fator que tirou Gerson dos planos
E cabe dizer que não foi apenas a ida à Rússia que praticamente tirou Gerson dos planos. Seu desempenho por lá também influenciou (e muito) para a sua ausência nas últimas listas de Ancelotti.
O meia retorna ao Brasil após apenas 12 jogos, com um gol marcado. Neste período em que não foi convocado, o meio-campista viu dois colegas de clube serem chamados pelo treinador: Douglas Santos e Luiz Henrique.
Gerson corre contra o tempo para tentar ir à Copa. O problema é que talvez já não haja tempo para isso. Ancelotti pretende montar uma lista muito próxima da definitiva para a Copa do Mundo na Data Fifa de março. Ou seja: são apenas dois meses de jogos para o meia convencê-lo de que merece voltar.




