Atuações em jogos decisivos torna inexplicável renovação de Fagner com o Corinthians
Experiência que tanto encantou Ramón Díaz no início não tem entrado em campo com o lateral em partidas importantes
Substituído no intervalo da derrota do Corinthians para o Flamengo no primeiro jogo válido pela semifinal da Copa do Brasil, o lateral-direito Fagner não vive um bom momento pelo clube alvinegro.
Durante os 45 minutos em que esteve em campo, o camisa 23 perdeu quase todas as disputas contra Bruno Henrique.
Para piorar, o único gol da partida foi marcado justamente no seu lado defensivo. Sem dar o bote, o lateral corintiano cercou o atacante flamenguista, que serviu Alex Sandro. Nenhum atleta do Timão acompanhou o jogador do rubro-negro. Ele chegou fuzilando no canto direito baixo do goleiro Hugo Souza.
Antes, no último fim de semana, Fagner já havia comprometido o Corinthians ao cometer o pênalti que resultou no primeiro gol do São Paulo, na vitória tricolor por 3 a 1 válida pelo Campeonato Brasileiro, em disputado no estádio Mané Garrincha, em Brasília.
Da quebra, o lateral corintiano foi expulso no lance e deixou o Timão com um atleta a menos durante o segundo tempo – o que viria piorar com o cartão vermelho recebido pelo zagueiro André Ramalho já na etapa final.
Ainda assim, Fagner teve o seu contrato com a equipe alvinegra há cerca de três meses. O vínculo que iria até o fim desta temporada, passou a ter validade em dezembro de 2026.
Temporada atual não justifica renovação com Fagner
Assim como aconteceu no começo do ano, quando a diretoria corintiana optou por não renovar com atletas experientes como o zagueiro Gil e os meias Giuliano e Renato Augusto, a ideia internamente era não permanecer com Fagner após o fim desta temporada, quando terminaria o contrato dele com o Timão.
Tudo mudou por dois motivos:
- Importância do papel de liderança com as saídas de Cássio e Paulinho;
- Início ruim de Matheuzinho com a camisa corintiana.
Existia uma grande expectativa da cúpula que geria o futebol alvinegro no começo do ano em relação ao futebol do ex-lateral do Flamengo. Tanto que o clube adquiriu 60% dos direitos econômicos do atleta pelo valor de 4 milhões de euros (cerca de R$ 31,3 milhões à época) a ser pago de forma parcelada. O dinheiro para o pagamento do atleta entrou no caixa corintiano mediante um empréstimo do empresário Igor Carvalho Zveibrucker.
A realidade, no entanto, foi diferente. Em dado momento, Matheuzinho chegou até mesmo a ser terceira opção entre os laterais-direitos do Corinthians, com o garoto Léo Maná assumindo a frente.
Desta forma, a alternativa foi pela manutenção de Fagner, mesmo com ele em meio a recuperação de uma lesão muscular na parte posterior da coxa direita que o tirou de combate por aproximadamente um mês e meio entre junho e julho.

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Ramón não vê Fagner como titular absoluto, mas ainda conta com liderança do lateral
O técnico Ramón Díaz já entendeu que Fagner não possui condições físicas para a sequência de jogos do Corinthians, que disputa três competições: Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Sul-Americana.
O treinador argentino, então, conta com a bagagem e o espírito de liderança do atleta e tem escolhido utilizá-lo em partidas de um grau maior de importância, como os mata-matas e confrontos frente a adversários mais cascudos pelo Brasileirão.
O problema é que Fagner tem falhado e comprometido a equipe justamente nessas ocasiões.
Outro fator é a dificuldade cada vez maior do camisa 23 em recompor defensivamente e fechar os espaços na lateral.

Ele tem geralmente jogado melhor quando o sistema escolhido com Ramón é de três zagueiros, dando maior liberdade ofensiva aos laterais.
Mas quando a formação é com linha de quatro atletas defensivos, Fagner tem falhado com constância, assim como foi no duelo contra o Flamengo pela Copa do Brasil.
De toda forma, o técnico corintiano possui grande respeito pelo profissional e o trata como o capitão da equipe. O respeito e o conhecimento que Fagner tem sobre o Corinthians é algo que agrada muito o treinador.
No entanto, atualmente o lateral divide o papel de líder com outros atletas como: Hugo Souza, André Ramalho e Ángel Romero. Rodrigo Garro também é considerado por Ramón Díaz uma liderança no elenco corintiano, mas mais no aspecto técnico. O meia argentino tem um perfil mais calado, mas “troca figurinhas” constantemente com o comandante, o que aumenta o respeito do atleta perante as demais peças do elenco.



