Copa do Brasil

Classificação até veio, mas Palmeiras jogou um futebol preocupante de tão ruim

Palmeiras de Abel Ferreira mostrou um futebol de dar sono no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, mas avançou na Copa do Brasil

Fora do campo, de Abel Ferreira notificado pela Fifa à quase venda de Estêvão, passando pelo interesse da Crefisa na SAF do Vasco, não faltou movimentação no Palmeiras nos últimos dias.

No campo, porém, o time fez uma partida monótona, no empate sem gols com o Botafogo-SP, pela Copa do Brasil, fora de casa. De dar sono. Ou de tirar o sono pensando na sequência do time na temporada.

Mas, como a vaga não depende de volume de jogo ou beleza, mas sim do resultado, o Palmeiras está classificado pelas oitavas de final da competição, graças à vitória por 2 a 1 no jogo de ida, há 21 dias.

Sem jogar desde a quarta-feira passada (15), quando bateu o Independiente del Valle, pela Copa Libertadores, o Alviverde foi preocupantemente mal, em um dos jogos menos produtivos do time na temporada.

Estranhamente aparentando cansaço, o Alviverde não criou quase nada, tendo batido apenas oito vezes a gol — uma a mais que o Botafogo, Que, verdade seja dita, também não mereceu sorte muito melhor e está eliminado.

Classificou? Sim, se classificou. Mas o futebol apresentado foi preocupantemente ruim.

Primeiro tempo ruim

Em um primeiro tempo ruim, o Botafogo conseguiu ser o melhor time dentro de sua proposta. Mesmo precisando da vitória, o time de Ribeirão tinha atenção redobrada em evitar que o Palmeiras jogasse. E conseguiu.

O meio-campo verde não existiu. A bola cansou de viajar da defesa para os homens de ataque em bolas esticadas, que normalmente batiam na zaga botafoguense e voltavam. Desse modo, tanto em bolas paradas quanto rolando, o que mais se viu foram cruzamentos.

Já o Botafogo tentava jogar pelo chão quando tinha a bola, normalmente em transição. Uma delas causou um amarelo para Richard Ríos, em falta pesada sobre Patrick Brey. Ao reclamar, Abel também levou o dele.

A melhor finalização da primeira etapa foi do Botafogo, que bateu cinco vezes a gol contra apenas uma do Verdão.

Aos 33, o zagueiro Matheus Costa saiu de seu campo tabelando e entrou na área de Marcelo Lomba batendo forte e exigindo boa defesa. Aos 38, Ríos poderia até ter sido expulso, após falta dura em Negueba. Daronco ameaçou, mas refugou.

Segundo tempo ainda pior

Antes dos 20 minutos, Abel já havia feito quatro substituições. Do vestiário, já veio com Rony na de Lázaro. Logo vieram Mayke e Luis Guilherme nas vagas de Endrick e Estêvão. E Aníbal, no lugar do amarelado Ríos.

Mas nada no Palmeiras mudava. O time de Abel continuava sofrível. Tirando um chute de Rony aos 10, o Palmeiras seguia se incomodar. E Estêvão e Endrick saíram quando começavam a desenhar algo no ataque. Aos 12, o camisa 41 arrancou do meio-campo e driblou três, antes de bater a gol

Foi só por volta de 25 que o Palmeiras começou a mostrar alguma organização ofensiva. Colocando a bola no chão, o time começou a reter a bola e se fixou no campo defensivo botafoguense. Mas, balançar a rede, nada.

Aos 39, Luis Guilherme decidiu resolver sozinho e ia fazendo um golaço, após se livrar de quatro adversários na corrida. Na hora de finalizar, porém, a tentativa de cavadinha saiu baixa.

No último lance do jogo, Rony arriscou uma bonita bicicleta, que o goleiro João Carlos defendeu. Um jogo feio como esse não merecia mesmo terminar em um lance tão bonito.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
Botão Voltar ao topo