Copa do Brasil

O sinal de alerta está ligado para Tite, que sabe o que precisa fazer no Flamengo

Tite está sob observação constante em um Flamengo que apresenta péssimo futebol desde o início de abril

Tite tinha muito a explicar, mas acabou demonstrando pouco na coletiva após a vitória contra o Amazonas. Além de ter que comentar sobre assuntos óbvios, como os problemas físicos e o retorno de Gabigol aos gramados, o comandante também analisou o momento muito ruim do Rubro-Negro. Até mesmo as vaias, e os xingamentos, que tomaram as arquibancadas, foram pauta. O sinal de alerta acendeu, agora em definitivo.

O que Tite disse durante a coletiva?

  • Admitiu que o Flamengo foi muito mal contra o Amazonas
  • Voltou a citar problemas físicos como a sina da equipe
  • Exaltou o retorno de Gabigol aos gramados
  • Falou sobre o péssimo momento do clube em 2024

Principal aspa de Tite

— Todo esse contexto que você colocou, não fez uma boa partida e tem que assumir, principalmente no processo criativo e ofensivo. Esteve abaixo. Ele esteve na capacidade de finalização, na capacidade criativa e na largura do campo. Tem que assumir e temos consciência de que esteve abaixo. Trabalho, não tem outra forma. quando você vem de duas derrotas e com toda expectativa que vem, o grupo sente. Uma retomada de atletas vai te dar opções. Quando você tem Arrasca e Erick fora, e a gente ter cuidado com Nico e Varela. Cebola fora. Perde esse poderio todo, e a relação de confiança se perde um pouco

O comandante do Flamengo também falou sobre a volta de Gabigol. O treinador até fez um agradecimento especial ao atacante, que esteve em campo por mais tempo do que deveria. Segundo Tite, o elenco só tem a ganhar com o retorno do camisa 10.

— Primeiro fiz o reconhecimento em termos físicos. Eu errei de tê-lo colocado num tempo tão grande no jogo. Porque estava um longo tempo fora, e eu o expus. Mas a necessidade do jogo faz. Era um tempo menor que ele tinha para o jogo, e eu quis usar um tempo maior por essa mobilização. Você pode jogar com dois, pode jogar ele com o 9. Ele pode jogar nessas duas variações. Um não ganha, grupo ganha. Ele (Gabigol) está para dar força em relação à equipe toda — disse.

Tite foi muito criticado pela torcida do Flamengo no Maracanã (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF (Photo by Thiago Ribeiro/AGIF/Sipa USA) – Photo by Icon Sport

Gabigol comenta retorno aos gramados

O único ponto positivo, além da vitória, do jogo contra o Amazonas foi o retorno de Gabriel Barbosa. Depois de mais de dois meses, Gabigol esteve em campo com a camisa do Flamengo. A atuação não foi das melhores, mas, segundo ele, faltou ritmo após tanto tempo parado.

— Me senti muito bem, claro que faltou um pouquinho de ritmo, né? Porque os treinos em casa foram muito bons, mas o ritmo de jogo é um pouco diferente, a situação de jogo. Mas me senti muito bem, agora é trabalhar e me dedicar ao máximo, como sempre, para poder ficar mais de 100%, ficar 150%. Foi um período difícil, mas com a ajuda da minha família, dos meus amigos, do Flamengo também, da torcida, que foi incrível comigo… Eu acho que as provas estão aí, os fatos estão aí, eu acho que tudo vai ser resolvido, como vem sendo resolvido. Claro que perder esse período foi muito ruim, mas creio eu que agora olhar para frente, olhar para o próximo jogo, para continuar vencendo. — analisou, à TV Globo.

Perguntado sobre a atuação coletiva do Flamengo, Gabigol tentou defender o indefensável, mas entendeu que o time realmente precisa melhorar. O camisa 10 prometeu respeito e comprometimento para a sequência de uma temporada que parece em apuros.

— Eu acho que fizemos um bom jogo, criamos algumas oportunidades, poderíamos ter criado mais, precisamos melhorar, precisamos um pouquinho mais de aproximação para poder criar mais jogadas de gols. A gente conseguiu controlar bem o jogo, não sofremos muitos perigos, mas creio que precisamos melhorar e vamos melhorar. Como eu falei, trabalhar com a equipe, melhorar com a equipe, sou mais um, como sempre fui, tenho que sempre ajudar, colocar o meu coração, colocar a minha vontade de vencer para ajudar os companheiros. Temos uma grande equipe, uma grande torcida, e agora é continuar nessa pegada e sempre melhorar porque no final sempre é para melhor — finalizou.

Gabigol voltou a vestir a camisa do Flamengo depois de dois meses suspenso (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)

O próximo desafio do Flamengo será pelo Campeonato Brasileiro, neste sábado (04), quando Tite e companhia visitarão o Red Bull Bragantino, pela quinta rodada. A bola rola para o duelo entre cariocas e paulistas a partir das 18h30 (de Brasília), no Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.

Veja outros pontos abordados na coletiva/zona mista

Variações táticas do Flamengo

— O sistema 4-4-2 buscamos hoje e faço o agradecimento que fiz ao Gabi no vestiário. Faço publicamente. Não vinha treinando normal, mas a necessidade do jogo pedia um jogador do peso dele para trabalhar com dois atacantes. Afora toda essa mobilização do torcedor e o astral legal. A necessidade o fez. Trabalhamos com 4-4-2 na medida em que Nico se queixava da panturrilha no intervalo, deixamos mais um tempo no período em que não havia o risco de estourar.

— Passo atrás é trabalhar fundamentos. Fiz uma analogia ao Jordan e é do livro dele. Quando a confiança não vem, a criatividade de reprogramação de movimentos vem. É ser simples e objetivo. Ainda queríamos, não atingimos isso. O desafio passa a ser o Bragantino.

Péssimo momento em 2024

— Uma situação é específica do jogo. Senão a gente fica generalizando situações. Viemos de duas derrotas, e isso gera uma expectativa no atleta de dar e produzir. Uma retomada do processo de confiança se dá com boa performance. É admitir que foi mal no processo criativo. É a mesma equipe que perdeu um clássico agora e que fez três clássicos com o Fluminense, um clássico com o Vasco e outro com o Botafogo. E aqui disse que encheu os olhos contra o Nova Iguaçu. Fez o melhor jogo no 2 a 0 sobre o Fluminense. O momento agora não é bom. Tem que crescer, tem poderio para isso e mesmo com atletas ausentes.

Relação estremecida com a torcida

— Como eu trabalho a situação emocional, cara? Ela é de respeito ao torcedor. Sempre foi e vai continuar sendo. Porque quando o time não está produzindo, fico quieto. É o mesmo que quando aplaude e fica feliz quando foi campeão e vence clássico. Isso é maturidade, é consciência da maturidade. No mesmo momento em que eu vencer, eu receba uma pergunta oposta a essa.

Problemas físicos atrapalham demais?

— São desafios constantes e é para todo mundo assim. Para jogar no Flamengo e para ser técnico do Flamengo tem que compreensão para fazer essas cobranças. É desafiadora para nós e para as outras equipes também.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

É repórter na cobertura do Flamengo há três anos, com passagens por Lance! e Coluna do Fla. Fã de Charlie Brown Jr e enxadrista. Viver pra ser melhor também é um jeito de levar a vida!
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