Copa do Brasil

Defesa do São Paulo sobrevive a baixas e vira arma para eliminar Palmeiras

Tricolor chega à decisão desta quinta-feira em meio a uma série de quatro jogos sem ser vazado

O São Paulo precisa “apenas” suportar 90 minutos sem sofrer gol do Palmeiras no Allianz Parque nesta quinta-feira (13), às 20h (horário de Brasília), para garantir a vaga na semifinal da Copa do Brasil. O Tricolor joga por um empate no duelo de volta das quartas de final após vencer a ida por 1 a 0 no Morumbi.

Isso é uma boa notícia não apenas pela vantagem, em si, mas pelo desempenho recente da defesa. O sistema defensivo sobrevive a uma série de desfalques e vive seu melhor momento não apenas em 2023, mas em anos.

O São Paulo chega à decisão desta quinta-feira em meio a uma série de quatro jogos sem ser vazado. A última vez que a equipe sofreu gol foi na derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro no Independência pelo Brasileirão.

Na ocasião, Rafinha marcou contra o único gol do jogo aos três minutos da primeira etapa. Ao todo, são 447 minutos sem sofrer gols.

 

Maior sequência sem gols em dois anos

Essa é a maior sequência de jogos sem sofrer gols não apenas sob o comando de Dorival ou na temporada. Mas em mais de dois anos do clube.

A última vez em que o São Paulo ficou tanto tempo sem ser vazado foi em maio de 2021. A sequência, inclusive, envolveu o Palmeiras.

A equipe engatou quatro partidas sem gols sofridos em confrontos pela Libertadores e na final do Paulistão. O Tricolor foi campeão paulista sobre o alviverde com empate em 0 a 0 no jogo de ida e vitória por 2 a 0 na volta.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e fique por dentro do melhor conteúdo de futebol!

Um conteúdo especial escolhido a dedo para você!

Aoa se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

Defesa sobrevive a desfalques

O bom momento da defesa do São Paulo se mantém mesmo em meio a desfalques. Desde a retomada do calendário após a data Fifa, a equipe sofreu apenas dois gols em seis jogos.

O Tricolor foi vazado na vitória por 2 a 1 sobre o Athletico-PR, na primeira partida após a pausa, e depois na derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, no jogo seguinte. Parou por aí.

A equipe venceu três partidas seguidas no Morumbi: o Tigre, da Argentina, por 2 a 0, pela Sul-Americana, o Fluminense por 1 a 0, pelo Brasileirão, e o Palmeiras por 1 a 0, pela Copa do Brasil. No último domingo, veio o empate em 0 a 0 com o Bragantino no Nabi Abi Chedid.

Neste período, Dorival Júnior perdeu jogadores fundamentais no sistema defensivo. A começar por Lucas Beraldo. Titular absoluto, o zagueiro sofreu uma lesão no tornozelo esquerdo durante um treinamento e foi desfalque nas duas últimas partidas.

O substituto imediato, Alan Franco, por sua vez, sentiu um problema no tornozelo direito no jogo de ida contra o Palmeiras. Ele faz tratamento e é dúvida para o duelo da volta, no Allianz Parque.

A equipe seguiu sem sofrer gol mesmo quando Dorival optou por preservar todos os titulares. Com Jandrei no gol e o garoto Matheus Belém na zaga, o São Paulo segurou o 0 a 0 com o Bragantino.

Dorival quer time fiel a características

Mesmo com a vantagem de jogar por um empate, Dorival Júnior quer que seu time não fuja das características no Allianz Parque. O treinador preservou todos os titulares no último fim de semana para ter força máxima na quinta-feira.

– O Palmeiras dentro do seu campo é muito forte, competitivo. Temos de ter respeito e fazer um jogo muito seguro nas nossas condições e capacidade e o que estamos preparados para realizar. Espero que voltemos a ter uma boa atuação, e não fujamos das nossas características – disse o técnico.

Após vencer o jogo de ida no Morumbi por 1 a 0 na última quarta-feira (5), o São Paulo joga por um empate contra o Palmeiras para avançar à semifinal da Copa do Brasil. As duas equipes se enfrentam às 20h (de Brasília) desta quinta-feira (13), no Allianz Parque, pelo duelo da volta das quartas de final.

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo