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Como é a rotina do homem que quer devolver títulos ao Corinthians?

Primeiro executivo de futebol da história do Corinthians, Fabinho Soldado elenca prioridades em "produtos" e "cliente"; entenda

Fabinho Soldado trocou o Flamengo pelo Corinthians, em janeiro deste ano, com a missão de reconstruir o departamento de futebol — um objetivo bem complexo diante do cenário de endividamento e crise. No entanto, há quase um mês na nova função, o ex-volante ganhou rapidamente a simpatia da Fiel e tem contribuído para acalmar os ânimos do torcedor. Além disso, o executivo não tem medo de assumir um compromisso sério em frente às câmeras: recolocar o Timão na briga por títulos.

— Houve uma sondagem, com muito respeito ao time que eu estava. Até que em certo momento virou, claro, uma proposta oficial, o que é natural. Já estava de certa forma entendendo o mercado, com todas essas experiências que vivi, atuando como atleta e retornando como gestor — contou Fabinho em entrevista à Corinthians TV.

— Quando a sondagem virou uma proposta, o que me motivou foi saber que estou preparado para ajudar o Corinthians. Eu já me via deste contexto. Aonde eu poderia ajudar, colaborar com esse trabalho. Eu não tive dúvida nenhuma. Saber que tenho muito ajudar o Corinthians e, claro, saber que o clube também vai colaborar muito para a minha carreira. Foi muito emblemática essa oportunidade.

Soldado foi contratado pelo Flamengo em 2017, pelo então presidente Bandeira de Mello, para atuar na área de scout, que funciona como um olheiro que trabalha com mais dados. No ano seguinte, ele foi promovido para gerente do setor, onde permaneceu até 2021. A última promoção que recebeu foi para ser de gerente de futebol.

— Tive a oportunidade de passar por equipes de menores investimentos e também passei por uma equipe (Flamengo) que está muito preparada. Então, já vinha me sentindo preparado para exercer essa nova função.

Servir bem para servir sempre

Fabinho é o primeiro profissional a ocupar o cargo de executivo de futebol. O ex-gerente do Flamengo divide atualmente as funções no Parque São Jorge com Rubão, diretor da área. As tarefas do dirigente vão desde contratações até a chefia das áreas correlacionadas do departamento.

— Importante esclarecer para o torcedor o tamanho que é a descrição do cargo de um executivo de futebol. Seria muito fácil, muito simples se fosse somente a contratação — afirmou Soldado.

— No dia a dia, tem sempre aquelas situações que a gente não controla. E é aí que está o nosso trabalho, de conseguir resolver alguns problemas que surgem de forma equilibrada. Eu sempre converso com os meus gestores. Temos que antecipar muito o mercado, estar sempre pensando naquilo que pode acontecer. É claro que existem situações que a gente não consegue controlar — acrescentou.

Entre a função de gestor e administrador, Fabinho entende que o principal foco do seu trabalho é entregar para António Oliveira, seu principal cliente, o melhor produto possível — informações sobre o desempenho dos atletas, materiais estatísticos, etc.

— O António, com sua comissão técnica, precisam receber os melhores produtos, vamos dizer assim, as melhores informações, para poderem, no campo, no treino ou no dia a dia, tomar as decisões certas e nos levar aos objetivos que são as vitórias. E para as vitórias acontecerem, tem todo esse trabalho importante do dia a dia — concluiu.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
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