Brasileirão Série A

Por que Zubeldía banca quarteto ofensivo com Lucas e Luciano juntos no São Paulo

Técnico faz ajustes na mecânica de jogo para ter Lucas mais livre ao lado do camisa 10 no meio-campo

Ainda invicto após 12 jogos sob o comando de Luis Zubeldía, o São Paulo recebe o Cuiabá nesta quarta-feira (19), às 20h (horário de Brasília), no MorumBIS, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. E uma vez mais, a equipe deve ter Luciano e Lucas lado a lado em um quarteto ofensivo com Rodrigo Nestor e Calleri.

Foi assim nas duas últimas partidas. O treinador usou esta formação pela primeira vez no empate em 0 a 0 com o Internacional, na quinta-feira (13), quando o sistema ofensivo teve a pior atuação sob o seu comando.

Depois, ele repetiu o quarteto no empate em 2 a 2 com o Corinthians, no último domingo (16), na Neo Química Arena. O São Paulo teve atuação melhor e perdeu a chance de bater o rival fora de casa. Mas Zubeldía viu se concretizar em campo os motivos que o fizeram bancar esta formação.

Zubeldía encontra encaixe para Luciano e Lucas

Antes do clássico, o treinador fez ajustes no posicionamento e nas movimentações de Lucas para extrair o máximo de seu melhor jogador. O camisa 7 atuou novamente como extrema pela direita. Mas dessa vez, com mais liberdade para explorar o corredor central e trocar de posição com Luciano.

A ideia do técnico era propiciar cenários em que o meia-atacante aparecesse como fator surpresa por dentro. Em vez de ter Lucas como meia central, atrás de Calleri e mais preso à defesa rival, Zubeldía dá mais espaço para o camisa 7 arriscar das suas arrancadas.

— Viu onde jogou Lucas? Da direita para dentro. Provocou movimentos por dentro e por fora. O importante é que o Lucas está jogando bem. E se Lucas está jogando bem, é porque tem uma função que faz com que ele possa ter seus momentos. A equipe é o jogador mais importante. E ele tem a humildade de um grande, de entender que a equipe está acima.

— Esse fator surpresa que utilizamos em algum momento que são os corredores de dentro, quando aparece de forma surpreendente causa dano. Se ele joga atrás do centroavante, ele fica presa. Mas se fazemos como hoje, a coisa funciona bem — Zubeldía.

A movimentação do ataque do São Paulo no clássico contra o Corinthians (Foto: sharemytatics.com)

A estratégia deu certo, e logo nos primeiros instantes do clássico. Lucas arrancou pelo meio, tabelou com Calleri e abriu o placar no primeiro lance de ataque do Majestoso. Após o empate, o camisa 7 deu detalhes das orientações recebidas de Zubeldía

— Ele me dá total liberdade, mesmo quando jogo pela ponta, de vir pelo meio. Como fiz hoje. Ele pediu para eu ter essa liberdade de conversar com o Luciano, de trocar, de vir buscar o jogo pelo meio. Que é onde eu falei quando voltei ao São Paulo que me sinto à vontade — afirma Lucas.

Wellington Rato briga por posição

Para a partida contra o Cuiabá, Zubeldía conta também com Wellington Rato como opção para o time titular. O meia-atacante está recuperado de lesão e voltou a atuar no clássico com o Corinthians.

O retorno indica também uma alternativa para Zubeldía: repetir o que Dorival Júnior fez para transformar o São Paulo em campeão da Copa do Brasil em 2023. O técnico deixou Luciano no banco de reservas e usou Lucas como meia central. Rato era o titular pela direita.

Quais são os próximos jogos do São Paulo?

O São Paulo tem uma longa sequência de jogos pelo Brasileirão até as oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil.

  • São Paulo x Cuiabá — Brasileirão — quarta-feira, 19 de junho, às 20h (horário de Brasília) — Transmissão: Premiere (TV por assinatura);
  • Vasco x São Paulo — Brasileirão — sábado, 22 de junho, às 21h30 (horário de Brasília) — Transmissão: SporTV (TV fechada) e Premiere (TV por assinatura);
  • São Paulo x Criciúma — Brasileirão — quinta-feira, 27 de junho, às 20h (horário de Brasília) — Transmissão: Premiere (TV por assinatura)
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.
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