Brasileirão Série A

Como o São Paulo tenta respaldar Zubeldía, acabar com turbulência e evitar crise

São Paulo vai de 12 jogos de invencibilidade a quatro jogos sem vencer e liga alerta para sequência da temporada

O São Paulo estava invicto há 12 jogos com Luis Zubeldía. Era o melhor início de um técnico pelo clube no século 21E agora já são quatro partidas sem vitórias.

No intervalo de uma semana — com duas derrotas seguidas — a equipe foi de uma arrancada histórica com seu treinador a um princípio de crise. A turbulência foi instaurada de vez após uma atuação de dar vergonha na goleada por 4 a 1 sofrida para o Vasco em São Januário, no último sábado (22).

— Faltam algumas coisas, que nós, jogadores, temos que corrigir internamente, para podermos reagir no próximo jogo, respeitar algumas coisas, alguns princípios. Hoje foi uma grande lição, uma lição para nós abrirmos os olhos na questão de humildade, botar os pezinhos no chão — disse Luiz Gustavo

São Paulo se mobiliza para evitar crise:

  • Diretoria dá respaldo total a Luis Zubeldía;
  • Jogadores estão incomodados com desempenho recente;
  • Postura no jogo contra o Vasco é considerada inadmissível;
  • Segunda-feira foi de reuniões e cobranças para contornar turbulência.

Como o São Paulo tenta contornar a turbulência?

O discurso de Luiz Gustavo ainda nos corredores de São Januário serviu de diagnóstico imediato para os problemas recentes da equipe. O São Paulo, é bem verdade, vinha numa sequência de quatro jogos no intervalo de dez dias — que acabou com apenas dois pontos somados de 12 possíveis.

Até certo ponto, era de se esperar uma oscilação. Mas a avaliação interna é de que a postura da equipe na goleada para o Vasco é inadmissível e não pode ser repetida daqui para frente. Especialmente, porque o São Paulo saiu na frente, com gol de André Silva, e cedeu uma virada que virou atropelo de um rival que estava em crise.

São Paulo sucumbiu ao Vasco e agora se mobiliza para evitar crise (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)

O retorno à capital paulista foi de reuniões entre a diretoria e a comissão técnica — prática que é rotina após as partidas. As conversas foram em tom de cobrança natural pelos dois últimos resultados com atuações ruins.

Convidado pela CBF para ser chefe de delegação da Seleção na Copa América, o presidente Julio Casares participou das reuniões por videoconferência. Internamente, os jogadores também estão indignados com o desempenho em São Januário e fizeram cobranças entre si para retomar as boas atuações.

São Paulo de Zubeldía

  • Primeiros 10 jogos — 8 vitórias e 2 empates — 86,6% de aproveitamento
  • Últimos 4 jogos — 2 empates e 2 derrotas — 16,6% de aproveitamento

Respaldo a Luis Zubeldía

Nos bastidores, a diretoria dá respaldo total ao técnico Luis Zubeldía. O início com recorde de invencibilidade aliado ao bom desempenho da equipe é um argumento para os dirigentes confiarem no trabalho do treinador. Os últimos quatro jogos são vistos como uma turbulência que pode ser contornada.

A responsabilidade é 100% nossa como corpo técnico e vamos tratar de corrigir rápido É possível que a diferença seja um pouco anímica ou tática, e tudo é solucionável.

— Saímos à frente no placar rapidamente, e o mesmo aconteceu contra o Corinthians. Tenho sempre a sensação de que depois poderíamos administrar melhor os tempos. Não estamos fazendo isso, e essa é uma tarefa minha para com a equipe — Zubeldía

Para encerrar a turbulência, o São Paulo tem pela frente uma sequência de jogos em casa contra Criciúma e Bahia. Somar seis pontos nestes jogos é imperativo para evitar a crise e recolocar a equipe na briga pelas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro.

Os próximos três jogos do São Paulo:

  • São Paulo x Criciúma — Brasileirão — quinta-feira, 27 de junho, às 20h (horário de Brasília);
  • São Paulo x Bahia — Brasileirão — domingo (30), às 16h (horário de Brasília);
  • Athletico-PR x São Paulo — Brasileirão — quarta-feira, 3 de julho, às 21h30 (horário de Brasília).
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.
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