Brasileirão Série A

Rafael volta ao São Paulo como um goleiro de Seleção que nunca seria pelo Atlético-MG

Números mostram como São Paulo sentiu falta de seu titular nos últimos oito jogos

Rafael deixou o Atlético-MG ao início de 2023 como um reserva com pouquíssimos minutos em campo para brigar por posição no São Paulo de Rogério Ceni. A julgar por suas primeiras palavras pelo novo clube, o goleiro sabia que chegava ao Tricolor para mudar os rumos de sua carreira.

— Chego para a maior aventura de minha carreira, tomei uma grande decisão. Minha expectativa é grande de passar anos maravilhosos aqui. Ter a oportunidade de construir algo no futebol é o meu sonho. Quero ter minha foto aqui na parede do clube — Rafael, em sua chegada ao São Paulo.

Um ano e meio mais tarde, Rafael não só eternizou sua foto de campeão inédito da Copa do Brasil na parede do clube, como se transformou em um goleiro de seleção brasileira.

Titular absoluto desde que chegou ao São Paulo, o camisa 23 volta ao time nesta quinta-feira (11), após a campanha frustrante da Seleção na Copa América. Quis o destino que o retorno fosse justamente em um reencontro com o Atlético-MG, na Arena MRV, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.

De reserva no Galo a candidato a ídolo no São Paulo, Rafael tem números que mostram como a “maior aventura da carreira” mudou sua vida.

Em um ano e meio no Tricolor, o goleiro atuou quase três vezes mais do que em três anos de Atlético-MG. São 91 partidas desde que chegou ao São Paulo, contra 31 pelo Galo.

> A revolução na carreira de Rafael:

  • Rafael pelo São Paulo: 91 jogos em 1 ano e 7 meses
  • Rafael pelo Atlético-MG: 31 jogos em 3 anos

Por que o retorno de Rafael é tão importante para o São Paulo?

Chegar à Seleção já é argumento suficiente para dizer que Rafael faz (muita) falta ao São Paulo. E os números desde sua saída só corroboram esta tese.

Antes da Copa América, o São Paulo de Luis Zubeldía havia sofrido apenas quatro gols em dez jogos — dois deles, com Jandrei. A média de 0,4 gol sofrido por partida triplicou desde que o titular foi para a seleção brasileira.

Nos últimos oito jogos, o Tricolor não teve Rafael e sofreu dez gols. Média de 1,25 por partida.

> Os números da defesa com Zubeldía:

  • São Paulo com Jandrei desde a Copa América
    10 gols sofridos em 8 jogos — média: 1,25 gol/jogo
  • São Paulo de Zubeldía antes da Copa América
    4 gols em 10 jogos — 0,4 gol/jogo
  • São Paulo de Zubeldía com Jandrei
    11 gols em 10 jogos — 1,1 gol/jogo
  • São Paulo de Zubeldía com Rafael
    3 gols em 8 jogos — 0,37 gol/jogo
  • São Paulo de Zubeldía
    14 gols em 18 jogos — 0,77 gol/jogo

Curiosamente, Jandrei atuou mais vezes com Zubeldía do que Rafael. Com o reserva, são 11 gols sofridos em dez jogos, ou 1,1 gol por partida. Com Rafael, o número de gols sofridos despenca: apenas três em oito jogos, e média de 0,37 por partida.

> Os próximos jogos do São Paulo

  • Atlético-MG x São Paulo — Brasileirão — quinta-feira (11), às 21h30 (horário de Brasília);
  • São Paulo x Grêmio — Brasileirão — quarta-feira (17), às 20h (horário de Brasília);
  • Juventude x São Paulo — Brasileirão — sábado (20), às 16h (horário de Brasília)
Foto de Eduardo Deconto

Eduardo Deconto

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.
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