Brasileirão Série A

‘Temos que resolver urgentemente’: fragilidade defensiva do Atlético-MG preocupa Milito

Atlético sofreu gol em todos os últimos oito jogos, incluindo três goleadas, e Milito se preocupa com o sistema defensivo

O Atlético-MG viu sua meta ser vazada em quatro oportunidades pela terceira vez em menos de um mês. Os problemas defensivos do time tem sido um tema recorrente, e o técnico Gabriel Milito admitiu esse problema e quer foco total para resolver isso o mais rápido possível.

O 4 a 2 para o Flamengo nesta quarta-feira (3) na Arena MRV foi só mais um dos jogos em que o Atlético se mostrou muito frágil defensivamente. Desde a goleada por 4 a 0 contra o Caracas, em 28 de maio, o Galo fez oito jogos e sofreu gol em todos eles. Ao todo, fora 17 gols sofridos nesse período.

Além de não conseguir passar ileso, o Atlético também sofreu quatro gols em três jogos diferentes (Palmeiras, Vitória e Flamengo), o que deixa o alerta sobre o sistema defensivo ainda mais ligado.

No aspecto defensivo não estamos sólidos. É algo que me preocupa muito essa facilidade que sofremos gols. É uma coisa que temos que resolver urgentemente para sermos mais competitivos — Gabriel Milito

— Temos que corrigir e melhorar. Não deu certo com o Palmeiras, com o Vitória, e vem acontecendo isso de tomarmos gols. Com o 0 a 0 sofremos o 1 a 0, com o 1 a 0, sofremos o 1 a 1. É um aspecto importante que temos que revisar e corrigir. Isso te faz ser menos ou mais competitivo. Temos que ser mais agressivos, tanto na nossa área quanto na rival — destacou o treinador.

Atualmente, o Atlético (20) só tem menos gols sofridos no Campeonato Brasileiro do que Fluminense (21) e Vasco (25). O saldo do time é zero, já que marcou 20 gols.

Contra o Flamengo, Galo errou muito

Os gols sofridos pelo Atlético contra o Flamengo ajudam a entender a fragilidade defensiva do time, pois saíram de diferentes erros. O Galo, por exemplo, sofreu dois gols nos primeiros chutes que foram em direção à meta.

No primeiro gol, erro de marcação em cruzamento. No segundo, foram incontáveis os erros de diferentes jogadores e em diferentes áreas do campo. Já no terceiro, a defesa foi “varrida”. E o quarto, um lançamento nas costas. Quatro gols de diferentes maneiras que exemplificam como o time não consegue ser forte em nenhum aspecto defensivo.

Podíamos ter feito mais no primeiro e no segundo gol, no terceiro, nem se fala. Falaremos sobre e tentaremos melhorar — Milito

Muitas mudanças na defesa do Atlético

Um dos fatores que pode ajudar a explicar a queda defensiva drástica do Atlético são as ausências que fazem com que o time mude vários jogadores do sistema a cada jogo. O Galo não conta atualmente com Guilherme Arana e Saravia, ambos titulares, no setor, mas passou dois meses sem Otávio, por exemplo, que é o primeiro volante, famoso “cão de guarda”.

O volante Battaglia, que estava muito bem como zagueiro, teve que voltar a posição de origem. Inclusive, o jogador foi tema na coletiva de Milito, questionado sobre essa improvisação. O treinador foi certeiro ao afirmar que, quando o time ganhava e o argentino estava na defesa, não havia questionamentos sobre.

Mesmo nas goleadas sofridas, o sistema defensivo do Atlético variou, incluindo até o goleiro, o que ajuda a mostrar como o problema é do setor e não só de um ou outro jogador.

  • vs Palmeiras: Matheus Mendes; Saravia, Bruno Fuchs, Igor Rabello e Rômulo
  • vs Vitória: Everson; Saravia, Bruno Fuchs, Rômulo e Battaglia
  • vs Flamengo: Rômulo, Battaglia, Fuchs e Scarpa

O Atlético terá pela frente agora Botafogo e São Paulo, segundo e terceiro melhores ataques, respectivamente, do Brasileirão, que vão exigir muito do sistema defensivo do clube.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.
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