Procurado pelo Cruzeiro, Odair Hellmann rejeita contrato até o fim de 2023
Cruzeiro procurou o treinador para assumir vaga deixada por Pepa, mas desejo de Odair Hellmann era projeto mais longo
Odair Hellmann, de 46 anos, não será o treinador do Cruzeiro para o restante da temporada. O clube mineiro chegou a procurar o técnico, que já comandou Internacional, Fluminense, Al Wasl, dos Emirados Árabes Unidos, e Santos, mas a vontade da Raposa era fechar até o fim de 2023, o que foi recusado pelo staff de Odair.
Uma fonte próxima ao técnico afirmou que o contato da diretoria do Cruzeiro aconteceu na semana passada. Num primeiro momento, o treinador se animou com a possibilidade e passou a “esperar” o clube celeste, estando disposto, inclusive, a mudar alguns de seus planos profissionais já traçados.
Mas, apesar da vontade de Odair em comandar o Cruzeiro, o desejo da gestão da SAF cruzeirense em assinar com o treinador somente até 2023 frustrou as expectativas do comandante, que decidiu não aceitar a proposta.
Odair Hellmann e sua comissão técnica ficaram muito empolgados com a possibilidade de comandar o Cruzeiro, desde que pudessem terminar o Campeonato Brasileiro de 2023 e iniciar o ano de 2024, num projeto a longo prazo.
Cruzeiro encontra dificuldades na busca por novo treinador
Com a recusa de Odair, o Cruzeiro passa a somar pelo menos três “não” desde que o português Pepa foi demitido. A efetivação de Paulo Autuori, de 67 anos, diretor técnico da Raposa, era o desejo principal da diretoria celeste, mas ele recusou a oferta.
Depois, foi a vez do argentino Gabriel Milito ser procurado pelo clube mineiro, após deixar o comando do Argentinos Juniors, mas o ex-zagueiro rechaçou a possibilidade de assumir um projeto em andamento, deixando as portas abertas para um trabalho a partir de 2024.
Atualmente, a ideia do Cruzeiro é fechar com um nome com experiência no Campeonato Brasileiro que comande a equipe até o fim da competição, dando tempo para a diretoria buscar um treinador que comande o time a partir de 2024.
A diretoria celeste entende que uma apostar num treinador inexperiente ou estrangeiro no momento atual da temporada é perigoso. O Cruzeiro é o 12º colocado, com 22 pontos em 26 jogos, cinco acima do Santos, time que abre a zona de rebaixamento do Brasileirão e próximo confronto no campeonato. A Raposa amarga oito partidas sem vencer e está prestes a completar dois meses sem um triunfo sequer.
Atualmente o Cruzeiro tem sido comandado pelo treinador interino Fernando Seabra, comandante do sub-20 da Raposa. Ele esteve na beira do gramado no empate em 0 a 0, contra o RB Bragantino, nesse domingo (3), no Mineirão.
?️RESUMO DA COLETIVA DE FERNANDO SEABRA, TREINADOR INTERINO DO @Cruzeiro pic.twitter.com/uWcvgMf5Vl
— Maic Costa (@omaiccosta) September 3, 2023
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Carreira de Odair Hellmann
Ex-jogador, Odair Hellmann atuou por clubes como Internacional, Fluminense, América-RJ e Brasil de Pelotas. Sua carreira fora das quatro linhas começou também no Inter, onde trabalhou como auxiliar técnico até o ano de 2017, ano em que assumiu o time principal colorado na Série B. Seu bom desempenho no comando da equipe rendeu uma efetivação para o ano seguinte.
Em 2018, Odair comandou o Internacional na surpreendente campanha de retorno da equipe a Série A do Brasileirão, terminando o ano na terceira colocação. Hellmann ficou no clube até ser demitido em outubro de 2019, após sequência ruim de resultados.
Ainda naquele ano, foi contratado pelo Fluminense, para ser o comandante da equipe carioca em 2020. No Flu, teve bom desempenho, mas deixou o clube antes do fim do Campeonato Brasileiro. Marcão assumiu a equipe, deixando os cariocas na quinta colocação, conquistando vaga para a Copa Libertadores do ano seguinte.
Odair deixou o Fluminense ao ser procurado pelo Al-Wasl, dos Emirados Árabes Unidos, rescindindo com o Tricolor Carioca para abraçar o desafio no Oriente Médio, onde ficou até 2022.
Ainda em 2022, Odair voltou ao Brasil, dessa vez para fechar com o Santos. Ele esteve a frente do Peixe até junho deste ano, quando não resistiu aos maus resultados e a falta de evolução da equipe. No Alvinegro Praiano, foram 34 partidas, com 11 vitórias, 12 empates e 11 derrotas, o que representa um aproveitamento de menos de 44% dos pontos disputados.
Ele deixou o Santos na 13ª colocação do Brasileirão, mas sua saída não resultou numa melhora da equipe que hoje se encontra na zona de rebaixamento da competição.



