Mano explica mudanças que levaram Corinthians a voltar a vencer contra o Cuiabá
Mano reforça que oscilação é consequência do pouco tempo de trabalho, mas que está feliz com as mudanças dentro do Corinthians
Desdes que chegou ao Corinthians, para sua terceira passagem como treinador alvinegro, Mano Menezes ainda não tinha conquistado nenhuma vitória. Em cinco jogos, foram duas derrotas e três empates. E foi longe de Itaquera que o treinador conseguiu sua primeira vitória no comando do Timão, o 1 a 0 diante do Cuiabá, na Arena Pantanal. Foi um alívio para o treinador que tentava achar caminhos para a reação que o time tanto precisava.
Com a vitória, o Timão começa a se distanciar da zona de rebaixamento. Sai da 15ª colocação e sobe duas posições, ficando a seis pontos do primeiro no Z4, o Vasco. Na coletiva pós-jogo, Mano falou sobre o processo para voltar ao caminho das vitórias, e principalmente sobre a importância de uma vitória para voltar a dar aos jogadores confiança para o restante da temporada:
— É primeira vitória. Acho que a equipe já vinha de dois empates, já estava na hora, eu tenho uma tese que defendo sempre, a gente passa um tempo com alguma dificuldade, a gente logo se preocupa em querer ganhar. Eu acho que primeiro tem que estancar as derrotas, e estancamos, paramos, solidificamos um pouquinho e vamos ganhando confiança. A vitória é importante para nós confiarmos na capacidade que temos de voltar a crescer, isso é maravilhoso, não é algo de empolgação, é confiança nessa hora para a equipe voltar a entregar um futebol constante, competitivo e sólido, como sempre foi a característica do Corinthians — explicou Mano.
A estratégia de Mano para vencer o Cuiabá fora de casa foi usar jogadores acostumados com momentos de pressão
O jogo na Arena Pantanal era uma um das partidas consideradas difíceis para o Corinthians nessa reta decisiva do Campeonato Brasileiro. Pensando nisso e na pressão que vinha caindo sobre o time depois dos péssimos resultados, pressão essa que Mano Menezes vinha tetando blindar o elenco, o treinador optou por entrar com um time diferente da última partida, mas que soubesse controlar o nervosismo diante da necessidade de um bom resultado:
— Era um jogo tenso, um jogo que vale muito, né? Nessa hora você começa a pensar nas consequências e a equipe tinha que ser madura para o jogo. Eu escolhi os jogadores, na sua maioria, os jogadores bem rodados, acostumados a passar por situações como essas em momentos de pressão, e a gente conseguiu entregar um jogo muito competitivo que era o que a gente queria fazer e lutar pela vitória até o fim. E numa dessas bolas como às vezes você.
Outro ponto que o treinador esclareceu sobre a estratégia inicial, onde Fagner e o Ruan Oliveira iniciaram no banco. Segundo Mano, a escolha foi após analisar a última partida do Cuiabá no Campeonato:
— A gente esperava um jogo difícil, como foi o jogo. Acho que o Cuiabá iniciou um pouco melhor do que a gente, com pressão, com bola cruzada na área, é uma característica do Cuiabá, né? Quarta equipe que mais cruza a bola na área, porque tem bons cabeceadores. A gente assistiu alguns jogos, os últimos jogos do Cuiabá. Vimos que o Antônio colocou o Pita pela esquerda, que é um jogador mais de força física, então a gente entendia que Bruno Mendez era uma boa possibilidade para dar segurança, e também por isso que o Giuliano, foi fazer o movimento pela direita, como o meia, porque se tivesse que fazer profundidade na frente do Bruno ele também teria essa.
Mano Menezes reforça que pouco tempo de trabalho pode fazer a equipe oscilar
Mano é o quarto técnico a assumir o Corinthians na temporada de 2023. Antes dele passaram Lázaro, Cuca e Vanderlei Luxemburgo, sem contar Danilo, que comanda o sub-20 do time, e ficou no banco de reservas na partida com o Palmeiras, no Allianz Parque. Com menos de um mês de trabalho e tentando arrumar os pontos de fraqueza do time, o treinador reafirmou que as oscilações são normais nesses casos, mas o importante é o pensamento coletivo:
— Com um mês de trabalho, com talvez 15 sessões de treinamento, é natural que a gente oscile, que de vez em quando as coisas ainda não funcionem tão bem, mas também temos que saber que no momento da oscilação temos que estar duro como equipe. Os outros adversários vão ter seus momentos, né? Mas a gente tem que suportar como suportou hoje, isso me deixa contente.
Mano acredita que Santos não irá para Itaquera para se defender
O próximo jogo do Corinthians é no domingo (29) contra o Santos, na Neo Química Arena. Um clássico importantíssimo para as duas equipes, mas principalmente para o alvinegro praiano que se encontra na 18ª posição da tabela, já dentro da zona de rebaixamento, mas apesar do momento do adversário o treinador não acredita em jogo defensivo pelo visitante, principalmente por ser um clássico:
— É um jogo diferente clássico, né? A grandeza das equipes, o histórico, a tradição não permite ao Santos jogar para se defender e nunca foi essa a característica do Santos. O DNA do Santos é exatamente o contrário. Sempre foi uma equipe ofensiva, e pode ser ofensivo com uma linha de três, como ele fez em alguns dos últimos jogos, você pode ser tão perigoso quanto com outra formação. Eu não acredito que o Santos vai no nosso estádio para se defender. Eu acho que o Santos vai jogar porque sempre jogou e acredito num grande jogo entre as duas equipes mais uma vez.



