Como Cássio segue renovando seu status de ídolo no Corinthians
Goleiro com mais pênaltis defendidos pelo Corinthians, Cássio tem chance de aumentar sua história no clube com a Copa Sul-Americana

O que não falta para o Corinthians é ídolo. Cada geração tem o seu, cada título conquistado também tem o seu. Basílio, Sócrates, Casagrande, Rivelino, Vladimir, Neto, Ronaldo, Marcelinho, Dida, Tévez e tantos outros.
É uma discussão para horas, já que a maioria tem seus pontos, com vários basendo seus argumentos naquela frase “Pode ser ídolo pra você, mas para mim ainda falta conquistar…”, gerando preferências das mais diferentes entre os que vestiram a camisa do Alvinegro.
Mas, se você chegar a qualquer bom corinthiano, jovem, adulto e idoso, e perguntar pra ele um ídolo dos últimos tempos, a resposta poderá ser a mesma: Cássio.
De volta ao Brasil e a chegada no Corinthians
Antes de chegar ao Corinthians, Cássio passou pelo Grêmio em 2005, ficou cinco anos na Holanda, sem alcançar a titularidade.
Quando foi anunciado que o Timão estava fechando contrato com ele, muitos se perguntaram: Quem é esse? Goleiro reserva do PSV? A diretoria deve estar maluca.
Hoje pode até parecer que quem perguntava isso era maluco, mas não era um pensamento inadequado para o tempo, já que no cenário nacional, Cássio realmente não era conhecido, algo que mudaria drasticamente depois da sua chegada em 2011, inicialmente com um contrato de quatro anos.
A titularidade e as duas maiores conquistas alvinegras
Após estrear em 28 de março, em jogo do Paulistão contra o XV de Piracicaba, a titularidade no lugar de Júlio César veio no dia 27 de abril e logo pela Copa Libertadores, para muitos uma escolha arriscada, já que o goleiro tinha tido poucas chance debaixo das traves alvinegras.
Porém, o ídolo corinthiano não só deu conta do recado, como também foi fundamental para a conquista do Corinthians da competição com excelentes defesas em todas as partidas do mata-mata, incluindo a inesquecível defesa com as pontas dos dedos no chute cara a cara de Diego Souza, o momento mais simbólico do primeiro título do Corinthians na Libertadores.
No Mundial de Clubes, Cássio teve mais uma vez uma atuação irretocável contra o Chelsea, com um defesa a queima roupa em cima da linha do gol e outra defesa em chute cruzado no lado esquerdo, sendo escolhido como o melhor jogador da final e da competição.
Decisivo nos momentos mais cruciais
Se o Corinthians chega em uma decisão precisando de um resultado, um dos pensamentos mais comuns entre os torcedores é de que se a decisão for para os pênaltis as chances de classificação aumentam, já que Cássio tem números impressionantes.
Cássio é o goleiro com o maior número de pênaltis defendidos na história do Corinthians: 32 cobranças defendidas, sendo 14 delas em disputas de pênaltis. Em 2023, ele soma sete defesas, com cinco sendo importantes para os avanços contra Remo e Atlético-MG na Copa do Brasil e contra o Estudiantes na Copa Sul-Americana.
A cada disputa de pênaltis, Cássio cresce mais e mais na história do clube. E não é só nas penalidades, mas também quando tudo parece dar errado ou time não está bem, ele está ali pronto para desempenhar um milagre ou repetidas defesas que seguram o Corinthians em jogos. Prova disso foram os jogos mais recentes contra o Estudiantes e contra o Palmeiras.
Títulos conquistados e os dois que ainda faltam
Ao longo de todos esses anos, Cássio levantou nove taças com a camisa do Corinthians:
- Copa Libertadores: 2012
- Mundial de Clubes: 2012
- Recopa Sul-Americana: 2013
- Brasileirão: 2015 e 2017
- Campeonato Paulista: 2013, 2017, 2018 e 2019.
Das competições disputadas com o Corinthians faltam apenas duas em que Cássio ainda não levantou o caneco: Copa do Brasil e Sul-Americana.
Em 2022, bateu na trave a conquista da Copa do Brasil, já que o time chegou à final, mas acabou derrotado pelo Flamengo no Maracanã. Este ano pela mesma competição chegou somente até a semifinal.
Mas esta temporada ainda pode ser fechada em nota positiva para o goleiro, já que o time tem a chance de chegar à final da Sul-Americana e conquistar um dos últimos títulos que faltam para o camisa 12.
Não será uma tarefa fácil, isso porque o adversário na semifinal é o Fortaleza, um time bem estruturado por Juan Pablo Vojvoda que está no comando do Leão do Pici desde 2021.
Mas se as coisas apertarem na disputa pela vaga na final, é claro que a torcida corinthiana tem uma garantia embaixo das traves alvinegras: Cássio.



