Copa do Brasil

Corinthians reagiu e forçou pênaltis, mas o Flamengo prevaleceu e ficou com o tetra da Copa do Brasil

O Corinthians buscou o empate com um grande segundo tempo, mas o Flamengo foi mais competente nos pênaltis e ficou com a taça

Pela quarta vez na história, o Flamengo é campeão da Copa do Brasil. Nesta quinta-feira, o Maracanã lotou para o segundo jogo da final contra o Corinthians, que saiu atrás nos primeiros minutos, não fez um bom primeiro tempo, mas mostrou muito coração para buscar o empate por 1 a 1 e forçar a disputa nos pênaltis. Nela, no entanto, os cariocas foram mais competentes. Apesar de ter saído atrás, o Flamengo contou com erros de Fagner e Matheus Vital para ganhar por 6 a 5 e levantar a taça.

Uma taça que essa geração tão vencedora do Flamengo, que conquistou o Brasil e a América do Sul, ainda não havia conquistado. Era um duelo entre dois tricampeões que buscavam o quarto título para ficar no mesmo patamar do Palmeiras, atrás de Grêmio, com cinco, e Cruzeiro, com seis. Essa honra acabou ficando com o Flamengo, que virou contra o Atlético Mineiro nas oitavas de final, passou apertado pelo Athletic Paranaense na fase seguinte e goleou o São Paulo para disputar a decisão.

Antes do jogo, Vítor Pereira falou sobre a importância de ter um plano estratégico para uma final e de tentar usar o fator surpresa, por mais que não seja fácil surpreender a esta altura do campeonato. A sua tentativa foi a entrada de Lucas Piton no lugar de Adson, entrando com dois laterais esquerdos porque Fabio Santos foi mantido como um terceiro zagueiro. Dorival Júnior também fez uma mudança entre os titulares, com Arturo Vidal na vaga de João Gomes, suspenso.

E todo plano que contava com resistir à pressão inicial do Flamengo foi por água abaixo, aos sete minutos, quando Arrascaeta começou a jogada pela esquerda e acionou Éverton Ribeiro. Com um toque de primeira, o craque rubro-negro deixou Pedro em cima de Cássio e, ao contrário do jogo de ida, dessa vez o centroavante conseguiu chegar antes e tocar na saída do goleiro para abrir o placar ao Flamengo.

O Corinthians tinha problemas para atacar. Fausto Vera arriscou de média distância, um dos poucos recursos disponíveis, e o lançamento rasteiro de Du Queiroz quase chegou para Roger Guedes. O Flamengo continuava perigoso. Arrascaeta foi desarmado por Fagner na hora certa, e um cruzamento perfeito de Filipe Luis gerou uma cabeçada perigosa de Pedro, na primeira trave. Fausto Vera tentou novamente de longe, com desvio para escanteio.

Era claro que o Flamengo estava mais à vontade, e o segundo gol não saiu por centímetros. Aos 33 minutos, Pedro dominou na entrada da área e tocou para Gabigol bater cruzado. A bola pegou no pé da trave e sobrou para Arrascaeta completar. No entanto, Gabriel estava um passo impedido. Gol anulado. O Corinthians teve um pouco mais de presença no campo ofensivo nos minutos finais, e conseguiu outro chute desviado, com Roger Guedes. Pouco mais que isso.

Vítor Pereira desfez a alteração no intervalo. Adson entrou no lugar de Lucas Piton. Se não se arrependeu de ter começado o jogo daquela maneira, deve ter ficado satisfeito com o impacto da mudança porque o Corinthians voltou bem melhor. Conseguiu exercer pressão logo de cara, com uma sequência de escanteios. No rebote de um deles, Yuri Alberto soltou a perna de pé direito, por cima do travessão.

Mas claro que ocupar mais o campo de ataque pode deixar espaços na defesa, e o Flamengo sabe aproveitar essa situação. Da direita, Gabigol deu um lindo passe para deixar Arrascaeta na cara de Cássio, que conseguiu fazer mais uma grande defesa nesta final da Copa do Brasil.

E aí, aconteceu o lance do Roger Guedes. Adson saiu da direita para o meio e soltou o cruzamento para a boca do gol. Guedes apareceu completamente livre, na pequena área, e se jogou para completar. De algum jeito, mesmo a metros da linha, mandou por cima. Isolou. Chance claríssima – e no replay, parecia em posição legal.

Quase foi um golpe fatal ao Corinthians porque o Flamengo chegou a colocar a bola na rede, dois minutos depois, após outra excelente jogada de Éverton Ribeiro, que exigiu defesa de Cássio. Gabigol se enrolou no rebote e acertou a trave. Ribeiro botou para dentro. Mas Gabriel estava impedido.

Os técnicos começaram a se mexer. Dorival Júnior introduziu Matheuzinho na vaga de Arturo Vidal e trocou Thiago Maia por Fabrício Bruno. Pereira colocou Giuliano na vaga de Du Queiroz, tentando ter um pouco mais de criatividade para aproveitar a pressão. Provavelmente prevendo que teria mais contra-ataque, Dorival colocou Everton Cebolinha no lugar de Pedro que, apesar do gol, não teve muitas outras oportunidades.

A pressão corintiana finalmente deu frutos, aos 36 minutos. Um cruzamento de Mateus Vital desviado pelo calcanhar de Fábio Santos. Adson apareceu pela direita e não acertou a bola em cheio. Sobrou para Giuliano bater alto para empatar a partida. Sinalizadores na torcida do Corinthians acabaram esfriando o jogo, em detrimento dos paulistas, e o Flamengo teve dois contra-ataques nos minutos finais. Cebolinha preferiu a jogada individual ao passe a Gabigol no primeiro, Gil bloqueou o cruzamento de Vitor Hugo no segundo.

Excelente batedor, Fabio Santos abriu os trabalhos com um chute cruzado de perna esquerda e fez 1 a 0 para o Corinthians. Também experiente, Filipe Luis, porém, errou. Deu uma paradinha antes de chutar de canhota no outro canto, e Cássio fez a defesa. Giuliano teve calma para fazer 2 a 0, e David Luiz descontou com uma cobrança alta. Apostando em seus medalhões, o Corinthians fez 3 a 1 com um chute firme de Renato Augusto, e Léo Pereira converteu para o Flamengo.

Fagner teve a chance de manter a vantagem corintiana e soltou uma bomba de perna direita no meio. A batida de segurança, porém, foi alta demais e morreu no travessão. Éverton Ribeiro empatou com uma chapada. Yuri Alberto fez 4 a 3 para o Corinthians, e Gabigol levou para as alternadas, comemorando bastante. Maycon e Everton Cebolinha acertaram. Mas Matheus Vital também pegou embaixo demais na bola, até mais embaixo e isolou.

O pênalti do título caiu nos pés de Rodinei, chegando ao fim do seu contrato e com uma história de altos e baixos com a torcida rubro-negro. Ele respirou fundo e bateu cruzado com firmeza para tornar o Flamengo mais uma vez campeão da Copa do Brasil.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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