Brasileirão Série A

Atlético-MG encara o Goiás tentando equilibrar soberba e humildade extrema

Contra times da parte de baixo da tabela, Atlético não encontrou o ponto de equilíbrio entre a soberba dos jogadores e a humildade extrema de Felipão

Brigando pelo G4, o Atlético-MG entra em campo neste domingo (12) para encarar o Goiás, 18° colocado do Campeonato Brasileiro. A missão do time de Felipão é equilibrar a soberba que o time demonstrou nos últimos jogos contra rivais inferiores, e as falas do treinador, que sempre rasga elogios aos adversários, independente da posição ou qualidade deles.

Atletico Mineiro
12/11/23 - 18:30

Finalizado

2

-

1

Goias

Atletico Mineiro - Goias

Brazil Serie A - Governador Magalhaes Pinto

No último mês, o Atlético ganhou o apelido de Robin Hood do futebol brasileiro, por vencer os times da parte de frente da tabela e entregar pontos para os times da parte de trás. Nesse período, o Galo perdeu para Coritiba e Cruzeiro, e empatou com América-MG e Corinthians, todos adversários que estão lutando contra o Z4. O que pode explicar isso é a falta de equilíbrio entre os discursos e a forma como o time entra em campo.

Nas duas derrotas citadas acima, os jogadores do Atlético deixaram o campo dizendo que o time atuou achando que iria vencer a qualquer momento por serem times, teoricamente, inferiores, já que estão na parte de baixo da tabela. Ou seja, foram soberbos. No entanto, Felipão tem um discurso nas coletivas completamente diferente, sempre destacando como os rivais são bons, têm qualidade e fazem jogos difíceis.

Então, fica uma ideia, pelos jogadores, que o Galo se acha tão superior que vai ganhar de qualquer jeito e a qualquer momento. Já pelo treinador, a ideia é de que o Atlético é do mesmo nível dessas equipes. E nenhuma dessas coisas está certa.

As falas de Felipão sobre os rivais da parte de baixo da tabela

  • Coritiba (1×2): “A gente aceita que o outro time tem defensores e jogadores de meio que saibam defender” – disse Felipão sobre o então lanterna e pior defesa do campeonato
  • Cruzeiro (0x1): “O Cruzeiro não briga contra o rebaixamento, tem time para jogar” – disse o treinador sobre a equipe que chegou para o jogo há um ponto do Z4
  • América-MG (1×1): “Em primeiro lugar, era um clássico. Em segundo, o time do América não é ruim” – disse o treinador sobre o time que seria rebaixado na rodada seguinte
  • Corinthians (1×1): “A intensidade do Corinthians foi maior no início do jogo” – disse sobre um time que tem críticas justamente por falta de intensidade

Jogadores com discurso diferente e o ideal a se fazer

Enquanto Felipão elogia os rivais – mais do que eles merecem e demonstram -, os jogadores vão pela outra ponta e entram em campo com uma postura diferente por entender que os adversários são mais fracos, como disse Otávio, contra o Coritiba, e Hulk, contra o Cruzeiro.

Para encarar o Goiás, então, o que resta ao Galo é equilibrar esses dois pontos. Não dá para ser soberbo e nem achar o adversário um grande time, de mesmo nível do Alvinegro. O ideal é entender que o Atlético é melhor time, mas que precisa demonstrar isso em campo. O problema é que isso não parece acontecer.

O Goiás será a penúltima chance do time do Atlético mostrar que aprendeu a jogar contra esses times da parte de baixo, de demonstrar esse equilíbrio citado. Depois de encarar o Esmeraldino, o Galo só enfrenta um time que luta contra o Z4 na última rodada, quando pega o Bahia, em Salvador.

Mais do que postura, o Atlético não sabe atacar

Os resultados ruins contra os times da parte de baixo da tabela não são só por conta dessa falta de equilíbrio dos pontos citados acima, é também porque o Atlético não sabe ser protagonista dos jogos, algo admitido pelo próprio Felipão. Os times da parte inferior da tabela, geralmente, são times que esperam para jogar, buscando um contra-ataque ou um erro do adversário para tentar marcar um gol. São times que se fecham na defesa e encurtam espaços. Contra esse tipo de jogo, o Galo não sabe como se portar, pois tem se mostrado um time reativo.

Por muitas vezes, o Atlético não sabe o que fazer com a bola. Foi assim, por exemplo, no último jogo, contra o Corinthians, quando o Galo teve mais de 60% de posse de bola no primeiro tempo e não deu nem um susto no adversário. Felipão diz que isso é por falta de jogadores de criação no time. No entanto, quando esse mesmo elenco era treinado por Coudet, ele era criticado por perder muitas chances de gol. Então, como um mesmo time sai de perder muitos gols para não conseguir criar? Se os jogadores são o mesmo, a culpa, nesse, é do estilo do treinador.

- - Continua após o recado - -

Assine a newsletter da Trivela e junte-se à nossa comunidade. Receba conteúdo exclusivo toda semana e concorra a prêmios incríveis!

Já somos mais de 4.800 apaixonados por futebol!

Ao se inscrever, você concorda com a nossa Termos de Uso.

O Atlético contra times que brigam contra o Z4

  • Santos: 4/6 pontos
  • Corinthians: 1/6 pontos
  • Bahia: 3/3 pontos
  • Vasco: 0/6 pontos
  • Cruzeiro: 3/6 pontos
  • Goiás: 1/3 pontos
  • Coritiba: 3/6 pontos
  • América-MG: 2/6 pontos
  • Total: 17/42 pontos – 40% de aproveitamento
Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander HeinrickSetorista

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo