Mesmo após golear São Paulo, Abel se defende e não esquece a eliminação contra o Boca
O técnico do Palmeiras voltou a citar o confronto que eliminou o Alviverde da Libertadores após a vitória por 5 a 0 contra o São Paulo
A derrota para o Boca Juniors nos pênaltis, que custou a eliminação do Palmeiras na Libertadores, ainda ecoa na mente de Abel Ferreira. Mesmo após a goleada sobre o São Paulo, na qual massacrou o rival com um 5 a 0, o treinador voltou a falar da semifinal perdida para o clube argentino, sem ser questionado sobre o assunto
— (O jogo contra o São Paulo) foi um jogo para o qual nos preparamos bem. Esta equipe tem essa capacidade e resiliência muito fortes. Depois do Boca, tivemos uma quebra muito grande. Produzimos mais do que hoje e só fizemos um gol, fizemos mais arremates que hoje. Foi uma eliminatória difícil — disse o treinador do Palmeiras, na entrevista coletiva após o Choque-Rei.
A subsequente derrota para o Santos, na esteira do jogo com os argentinos, por 2 a 1, também parece atormentar Abel.
— Dois dias depois, com pouca recuperação, contra o Santos, tivemos um resultado que não foi justo pela primeira parte que fizemos. E nosso adversário, com quatro remates, fez dois gols. Isso deixou-nos animicamente difíceis. Fomos uma equipe que começou o ano ganhando, e foi um ano longo e desgastante. Mas é isso, essa equipe é resiliente, fez um belíssimo jogo no último jogo (contra o Coritiba), uma equipe consistente, com muitas oportunidades de chegada à área. Hoje, fizemos seis gols, um gol foi anulado, e jogamos com consistência defensiva — disse o português.
— Desde que sou treinador, minhas equipes podem jogar mal, o treinador pode escalar mal, mas esforços e dedicação e entrega, nunca faltou a essa equipe. Em nenhum jogo, nem contra Santos ou Boca, nem em nenhum, mesmo nas derrotas, lutamos até o fim. Mas, como disse anteriormente, a cultura de um país não se muda de repente, se muda com décadas, com o tempo, eu não quero mudar nada. Quero continuar a aprender, ser melhor treinador, ajudar meus jogadores. É nesses momentos de dificuldade e resiliência que se vê os grandes jogadores e treinadores — completou.
Defesa de Breno Lopes, “o injustiçado”
Grande destaque do jogo, autor de dois gols, o atacante Breno Lopes também foi pauta de Abel Ferreira. Há 40 dias, Breno protagonizou um embate com a torcida, mas teve apoio da comissão técnica a ponto de chegar para o Choque-Rei com moral e a vaga de titular.
— O Breno talvez seja o jogador com quem fui mais injusto. Dizem que não gosto desse ou daquele jogador. Mas há um jogador no Palmeiras, que eu já disse na frente de todo o grupo e na imprensa, com quem não fui justo, que é o Breno. Quando olho para a minha consciência, escalei outros, passei o Kevin na frente dele. Ele pode reclamar — relatou Abel.
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Luan e Rony também mereceram a defesa de Abel
— Ninguém ama minha família, minhas filhas, mais do que eu. Mas quando elas não estão tão bem ou confiantes, às vezes, a forma de proteger e resguardar. Minha admiração e carinho pelo Rony é o mesmo, nada altera — afirmou.
— O Luan, que é um cara muitas vezes massacrado, também. Quando as coisas vão mal, precisam achar um culpado. Mas é um jogador muito importante, a quem quero dar os parabéns — completou o técnico.



