Após testes, Palmeiras tem indefinições no meio e ataque e pode ter 12º time diferente do ano no Choque-Rei
Treinador do Palmeiras tem dado minutos a muitos jogadores, e caminha para o fim da primeira fase sem um 'time titular'

Em 11 jogos na temporada, Abel Ferreira testou onze formações diferentes no Palmeiras. E é bem possível que uma décima segunda apareça no placar eletrônico do Morumbis, no domingo (3), pelo Campeonato Paulista.
Com as ausências de Mayke e Gómez, a defesa é o setor em que os nomes parecem estar mais bem definidos. Marcos Rocha, Luan, Murilo e Piquerez hoje têm lugares praticamente garantidos para enfrentar o São Paulo — bem como para o resto dos jogos, enquanto o lateral que vinha sendo titular e o capitão da equipe não retornam.
No gol, embora viva uma fase de muita oscilação e mau momento técnico, Weverton ainda não corre riscos na disputa com Marcelo Lomba pela titularidade.
Rinha de gringos
As dúvidas começam pelo meio-campo, mais precisamente na “volância”. Testado em algumas partidas, o esquema com três volantes funcionou contra o Ituano e o Corinthians. Já contra o Mirassol, travou completamente o jogo do Verdão.
Assim, é provável que Abel opte pelo seu tradicional meio com dois volantes, como foi contra a Portuguesa, na quarta-feira (28).
Aníbal Moreno e Richard Ríos vivem temporadas excelentes neste ano. O problema para eles é que Zé Rafael faz temporadas impecáveis desde 2020, aproximadamente. Um dos gringos deve sobrar.
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Um homem pela esquerda
No ataque, caso opte pelo tradicional 4-3-3, Abel ainda precisa definir quem vai jogar pela esquerda. Endrick, pela direita, e Flaco, mais centralizado, encaixaram seus estilos de jogo.
Caio Paulista iniciou contra a Lusa e fez um jogo apenas razoável. Mais apagado, por exemplo, que o de Lázaro, que entrou na metade do segundo tempo e conseguiu uma finalização perigosa e um cruzamento muito bom para Rony, que acabou desperdiçando.
O recém-chegado do Almeria é o homem de frente apto a jogar com menos minutos entre as opções do elenco. Mas, ao mesmo tempo, é quem tem as características de que o time hoje mais sente falta, já que atua pela esquerda, de dentro para fora do campo. Desse modo, pode tanto auxiliar a criação quanto bater a gol.
O próprio Rony, aliás, também está nessa competição. Entre os atacantes, o camisa 10 vive situação quase exatamente oposta à de Lázaro. Enquanto o novato só rou em dois jogos, Rony só não participou de uma partida do Palmeiras — contra o Red Bull Bragantino, às vésperas da Supercopa, no fim de janeiro.
Só jogam 11
De bom humor após a vitória sobre a Portuguesa, Abel Ferreira usou um de seus bordões mais recorrentes quando indagado sobre o pouco aproveitamento de Lázaro até o momento.
— Nós temos 32 jogadores (no elenco). A FIFA, e não é o Abel, só podem jogar 11 e são cinco que podem entrar no banco. E a pergunta que eu faço ao torcedor é: para colocar o Lázaro, eu tiro quem? Para jogar o López, eu tiro quem? Para jogar o Ríos, eu tiro quem? Para jogar o Aníbal, eu tiro quem? — disse o português.
— Se eu pudesse, e da forma com que eles treinam diariamente, jogavam todos. Mas a FIFA diz que só entram 11 de início e eu posso colocar mais cinco reservas. É por isso. Eu não faço milagres — finalizou.



