‘Máquina de dinheiro’: Como João Félix movimentou mais de R$ 1 bilhão mesmo em baixa
Empresária alerta para problemas na gestão de carreira do atacante português
João Félix está a caminho do Al-Nassr depois de passagem apagada por Chelsea e Milan na temporada 2024/25. O acordo foi selado por 30 milhões de euros (R$ 195 milhões) e pode chegar a 50 milhões de euros (R$ 325 milhões), segundo o jornal “The Athletic”.
O clube árabe é o sexto time que o atacante de 25 anos vai defender na carreira profissional. Os valores das transferências somados são de cerca de 222,5 milhões de euros (R$ 1,4 bilhão). Movimentar tanto dinheiro mesmo em baixa na carreira levou a questionamentos da empresária Fifa Jen Mendelewitsch.
‘João Félix não joga futebol há muito tempo. É uma máquina de imprimir dinheiro’
A mudança de João Félix à Liga Saudita não agradou a agente, que defendia o retorno dele ao Benfica. Para a profissional, a situação serve de exemplo “do que não se deve fazer” em gestão de carreira.
— João Félix não joga futebol há muito tempo. É uma impressora. É uma máquina de imprimir dinheiro e com o próprio aval, já que ele não se rebela. Há muito tempo que deveria mandar na sua carreira e não permitir que as pessoas decidam por ele e o mandem para projetos que não lhe agradam — afirmou ela à “RMC Sport”, da França.
“Quando vê o potencial que ele tem, é triste. Mas é um exemplo do que não se deve fazer quando se é um jovem jogador com potencial. Vai para o Atlético de Madrid por 126 milhões de euros, um clube onde não encaixava no modelo de jogo. Depois, o Chelsea gasta 50 milhões”, complementou.

O atacante despontou como uma das principais promessas do futebol mundial em 2018 no Benfica, e foi contratado pelos Colchoneros em julho de 2019 para repor a saída de Antoine Griezmann, que havia ido ao Barcelona.
Ele não se adaptou no time da capital espanhola e teve rusgas com o técnico Diego Simeone. Deixar a equipe, porém, não era fácil dado o investimento feito. Félix acabou emprestado a Chelsea (taxa de 11 milhões de euros — R$ 71,5 milhões) e Barcelona entre 2023 e 2024, até ser adquirido em definitivo nos Blues em agosto passado.
Sem espaço no clube londrino, foi emprestado novamente em fevereiro deste ano e defendeu o Milan até junho por 5,5 milhões de euros (R$ 35,7 milhões).
“A culpa é de todos, na verdade. O jogador decidiu se deixar levar em projetos que não lhe agradam. Estou tentando defendê-lo um pouco, mas Atlético de Madrid, Chelsea, Milan, tentou se ressurgir no Barcelona… Teve um bom período com Xavi. O que quero dizer é que são clubes atraentes para ele recuperar”, analisou Jen.
— Há quem falem em mercenários do futebol, outros falam em vítimas do negócio. Em qualquer dos casos, é o exemplo perfeito das armadilhas nas quais muitos jovens com qualidade podem cair. Havia rumores de que iria voltar ao Benfica. Teria feito um pouco mais de sentido, mas acho que ele não queria fazer esse sacrifício financeiro. Então, João Félix é responsável pelo caminho que está a tomar.
Os seis clubes na curta carreira de João Félix:
2018–2019 – Benfica
2019–2024 – Atlético de Madrid
2023 – Chelsea (emprestado)
2023–2024 – Barcelona (emprestado)
2024–2025 – Chelsea
2025 – Milan
2025 – Al-Nassr



