Ásia/Oceania

Jeonbuk não poderá participar da próxima Champions Asiática por suspeita de manipulação de resultados

Esquemas de corrupção e manipulação de resultados infelizmente acontecem com frequência no futebol, ainda que não sejam muitas as situações desse caráter que se tornam públicas. Uma das últimas histórias envolve o Jeonbuk Hyundai Motors, sul-coreanos que faturaram a Champions League da Ásia na última temporada. E não é só uma simples suspeita. É algo que sendo provado ou não, está dando e ainda dará muito pano para manga, já que há indícios de que o clube teve um envolvimento indireto em atividades destinada a influenciar resultados de jogos durante as temporadas de 2013 e 2014 da K-League, e, por isso, não poderá participar de competições da Confederação Asiática de Futebol (AFC) em 2017.

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O Jeonbuk se classificou para a Champions Asiática em ambos os anos em que foi acusado de estar envolvido em manipulação de resultados. Em 2013, o time fez uma boa campanha e terminou em terceiro lugar. No ano seguinte, foi campeão nacional após três anos, e conseguiu o passaporte para a Champions League da Ásia de 2016. A suspeita se torna agrava ainda mais pelo fato dos sul-coreanos terem vencido o torneio continental do ano passado, e é por isso que a AFC barrou sua participação na próxima edição, ainda que automaticamente tivesse garantido classificação para estar nela ao ser campeão e por ter sido vice-campeão da última temporada da K-League.

“O tal envolvimento indireto foi encontrado em contravenção ao Artigo 11.8 do Manual de Entrada para as Competições de Clubes da AFC 2017-2020. Portanto, foi considerado que o Jeonbuk Hyundai Motors não cumpriu os critérios desportivos para participar da Champions League 2017. O corpo ordenou que, como consequência, o Jeju United fosse o terceiro colocado do campeonato de 2016 e Ulsan Hyundai o quarto, representando, assim, a Associação de Futebol de Coreia na Champions League da AFC de 2017. A Associação de Futebol da Coreia e todos os clubes diretamente afetados, bem como todas as associações associadas participantes e seus clubes afiliados, foram notificados da decisão”, esclareceu a AFC em nota publicada em seu site nesta quarta.

Isso é péssimo para o Jeonbuk não só pelo banimento das competições da AFC nesta temporada, mas é algo que acaba sendo um borrão em sua história e manchando a imagem do clube, que vai tirar a campanha para se dedicar agora apenas ao campeonato sul-coreano. O time continuará contando com dois brasileiros em 2016: os atacante Ricardo Lopes e Edu. O meia Leonardo, que disputou o Mundial de Clubes de 2016 com o Jeonbuk e ficou conhecido antes disso por entrar na seleção do FIFA 15, não faz mais parte do elenco, já que foi negociado com o Al Jazira.

É válido lembrar também que o Jeonbuk é mantido pela Hyundai, como o próprio nome do clube deixa evidente. A empresa, que é umas das principais patrocinadoras da Copa do Mundo, é chefiada por Chung Mong-koo, pai de Chung Eui-sun, presidente da agremiação sul-coreana. O irmão de Mong-koo, Mong-Joo, foi vice-presidente honorário da Fifa até 2015, quando foi banido da entidade. Todo essa árvore genealógica para apontar que além de um clube, o Jeonbuk é um negócio liderado por pessoas que estão bastante envolvidas em um jogo de poder maior do que se imagina.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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