Federação dos Emirados Árabes resolveu punir jogadores por terem “cabelo antiético”
Emirados Árabes Unidos, um país cheio de restrições individuais, resolveu fazer mais uma. A liga do Golfo resolveu punir mais de 40 jogadores por terem cortes de cabelo antiéticos. Sim, a palavra usada foi essa, antiético. E sabe o que é pior? Não foi a primeira vez. E um dos punidos desta vez foi Asamoah Gyan, jogador da seleção de Gana.
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A punição foi anunciada pela Federação de Futebol dos Emirados Árabes. Alguns ensinamentos, de certas linhas islâmicas, não aceitam o tipo de corte que raspa só uma parte do cabelo. O mais maluco é que também não aceitam vastas cabeleiras, como a de Omar Abdulrahman, mostrado abaixo. Ou melhor: aceitam, se for de Abdulrahman, que é o craque do país. Ele não foi notificado. Jogadores com cabelos similares, como Suhail Al-Mansoori, do Al Wahda, foram obrigados a cortar o cabelo.
Parece piada, mas sabe quem julga os cabelos dos adversários? Os árbitros. Eles decidem se os cabelos estão adequados, assim como chuteiras, equipamentos de jogo e tudo mais. E há exemplos de vizinhos do Oriente Médio que já tomaram medidas parecidas. Em 2012, o goleiro saudita Waleed Abdullah foi avisado pelo árbitro que o seu cabelo estava “anti-islâmico” antes de um jogo do seu time, Al Shabab.
A Federação de Futebol dos Emirados Árabes manda uma carta com um aviso como primeira medida. Depois, caso o problema, por assim dizer, persista, o jogador é multado. E, por fim, se nenhuma das duas medidas adiantar, o jogador é suspenso. Pelo cabelo. Sim, é isso mesmo. Já imaginou a loucura que é isso?

On the left: Omar Abdulrahman exempt from haircut law.
On the right: Suhail Al-Mansoori of @AlWahdaFCC before he had to cut his hair. pic.twitter.com/20oE0g2Frg
— Ahdaaf (@ahdaafme) 14 de fevereiro de 2017



