Ásia/Oceania

Três razões para apostar em título chinês na LC da Ásia

No próximo sábado, dia 26, Seoul e Guangzhou Evergrande começam a definir o título da Liga dos Campeões da Ásia 2013. Os sul-coreanos são mais experientes no torneio internacional, tendo jogado 41 partidas, com um vice-campeonato, em 2001/02, quando foram derrotados pelos compatriotas do Suwon Bluewings, nos pênaltis – o torneio ainda se chamava Campeonato Asiático de Clubes.

Os chineses só estrearam na edição 2012, indo até as quartas de final, totalizando 21 jogos disputados, incluindo 2013. Mesmo com muito menos experiência internacional, o Guangzhou Evergrande é favorito para conquistar seu primeiro caneco no exterior, coroando o trabalho do técnico italiano Marcello Lippi. Veja por que a aposta deve ser nos chineses:

Jogadores

Os elencos de Seoul e Guangzhou Evergrande são muito próximos em termos de valor de mercado. Os 29 atletas do time sul-coreano valem € 18,2 milhões, enquanto o elenco do representante chinês, do mesmo tamanho, custa € 18,6 milhões. Mas é nas peças que o Guangzhou leva vantagem.

O atacante Muriqui não fez muito sucesso no Brasil, mas na China é rei. Desde 2010 na Ásia, o atleta é simplesmente o maior artilheiro da era profissional (desde 1994) do Guangzhou, com 70 gols marcados (em 86 jogos) em todas as competições, 21 a mais que o atacante local Gao Lin. Ele lidera a artilharia da LC da Ásia, com 13 gols. Não se pode esquecer o argentino Darío Conca, que desde 2011 já marcou 47 vezes com a camisa do maior clube chinês do momento, o quarto da lista – tem oito no torneio continental, atrás apenas de Muriqui.

Até mesmo Elkeson, que chegou do Botafogo em 24 de dezembro/2012 e está em sua primeira temporada no exterior, vem fazendo valer os € 5,7 milhões gastos. São 26 gols em 32 jogos, 22 apenas no Campeonato Chinês, o artilheiro da liga, sete à frente do segundo colocado – tem quatro na Liga dos Campeões. Somados, os três jogadores marcaram 25 dos 33 gols do Guangzhou na competição, ou 75,7%.

No FC Seoul, pode-se dar grande destaque ao atacante montenegrino Dejan Damjanovic, 32 anos, que coleciona mais de cem gols com a camisa do time, desde 2008, e tem cinco na competição asiática, dum total de 20 bolas nas redes adversárias. Mas ele não estará sozinho dentro de campo, pois conta com a ajuda do meia colombiano Mauricio Molina, 33, desde 2011 no Seoul, com quase 40 gols na conta, apenas um na edição 2013 da LC.

O momento

É verdade que os dez gols em 21 partidas de Damjanovic no Campeonato Sul-Coreano são mais importantes que os 22 – em 27 rodadas – que Elkeson anotou na liga chinesa. Mas o montenegrino pode estar chateado com a eliminação vexatória de sua seleção nas eliminatórias 2014, com uma derrota humilhante de 5 a 2 para a Moldávia, em casa, na última rodada. Pode parecer bobagem, mas não é fácil se desligar, sabendo da responsabilidade de fazer gols depositada em suas costas.

Analisando-se o time em si, o Guangzhou Evergrande leva vantagem por já ter consumado o tricampeonato nacional, após somar 73 pontos em 28 jogos (23v, 4e, 1d), com apenas uma derrota em toda a competição. E o revés diante do Tianjin Teda, por 1 a 0, fora de casa, na 23ª rodada (31 de agosto), foi o último até aqui. Ou seja, o Guangzhou está invicto há oito jogos, com sete vitórias.

Por sua vez, o FC Seoul ainda está disputando o Campeonato Sul-Coreano e precisa somar pontos para se garantir na Liga dos Campeões da Ásia 2014. Por enquanto a equipe é quarta colocada, com 51 pontos em 31 partidas (14v, 9e, 8d), um à frente do Suwon Bluewings – o segundo, Pohang Steelers, já está no torneio asiático por ter vencido a Copa da Coreia, o que abre uma vaga na liga. Ter de dividir a atenção em dois torneios é sempre mais complicado.

Para piorar, o time não vence há quatro jogos, desde o triunfo contra o Esteghlal/Irã, pelas semifinais da LC, em 25 de setembro. Nas duas últimas rodadas da K League, derrotas para Suwon Bluewings e Ulsan Hyundai. Na primeira, Damjanovic não participou, pois estava com Montenegro nas eliminatórias, enquanto Molina entrou no segundo tempo. No último jogo, em 20 de outubro, ambos estiveram em campo nos 90 minutos, mas não evitaram a derrota.

Força da torcida

Até o momento, os torcedores do Guangzhou Evergrande estão sendo mais presentes do que os do FC Seoul. Em cinco jogos dos chineses em casa, no estádio Tianhe (58.500 lugares), a equipe já levou 211.665 pessoas, média de 42.333 por partida, relativamente perto da capacidade máxima. É a segunda melhor média na Liga dos Campeões, atrás apenas do Esteghlal, que levou 56.548 torcedores por jogo.

Já o Seoul, que atua no estádio Seoul World Cup (66.806 lugares), é apenas o 12º melhor time no quesito, com total de 68.859 pessoas em seis partidas, média de apenas 11.477 torcedores por jogo. É claro que o público na capital da Coreia do Sul no próximo sábado, local da partida de ida da final, deve ser maior do que isso, mas é difícil que se lotem todas as cadeiras. Sem contar que a pressão pelo resultado está em cima dos sul-coreanos, por serem os mandantes.

O Seoul mantém viva a esperança de alcançar uma boa vitória no retrospecto em casa nessa LC da Ásia. Em seis jogos, são cinco vitórias e um empate, inclusive com triunfos diante de dois chineses. Apenas Buriram United/Tailândia, nos dois gols da igualdade, Jiangsu Sainty/China e Vegalta Sendai/Japão marcaram em solo sul-coreano. O problema é o desempenho do Guangzhou Evergrande fora de casa. Em seis jogos, são quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota, com 17 gols marcados e oito sofridos – são três goleadas por 4 a 1, uma delas contra o Kashiwa Reysol/Japão, nas semifinais. O Guangzhou dá mais motivos para acreditarmos em título dos chineses no jogo da volta, em 9 de novembro.

Copa da Ásia de Clubes

– Os finalistas do segundo torneio asiático em importância foram definidos na última terça. O Al Kuwait já havia derrotado o East Bengal/Índia por 4 a 2 e voltou a vencer, agora por 3 a 0, fora de casa. Um dos gols foi do brasileiro Rogerinho. A equipe vai encarar o compatriota Al Qadsia, que despachou o Al Faisaly/Jordânia, também com duas vitórias (2 a 1 e 1 a 0). A final, em jogo único, ocorre em 2 de novembro.

Copa da Península Arábica

– Vai começar a temporada 2014, 29ª edição do torneio que reúne países da região. Participam equipes de Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Bahrein, Catar e Omã, com amplo domínio dos árabes, 13 vezes campeões, contra seis de kuwaitianos e emirianos. Al Ittifaq e Al Ahli são os maiores vencedores, com três troféus cada – nenhum disputa essa edição. São quatro grupos de três times, classificando-se os dois primeiros para as quartas de final.

J League 2013

­– Faltando cinco rodadas para o fim, o Campeonato Japonês tem cinco times na briga pelo título. A liderança é do Yokohama Marinos (56), mas Urawa Red Diamonds (54), Sanfrecce Hiroshima (53), Cerezo Osaka e Kashima Antlers (50) ainda sonham. Na degola, uma das três vagas está definida: é do Oita Trinita (13). Jubilo Iwata (25) e Shonan Bellmare (25) estão desesperados, pois o primeiro fora é o Ventforet Kofu (30).

Liga dos Campeões Oceania

– A fase preliminar 2013/14 terminou e a surpresa é a classificação do Kiwi/Samoa Ocidental, que somou três vitórias, contra duas do Tupapa Maraerenga/Ilhas Cook. O lanterna Pago Youth/Samoa Ameriana só levou 16 gols, tudo porque o jogo diante do Lotoha’apai United/Tonga não foi realizado, em razão de fortes chuvas e da eliminação das equipes.

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