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Al Ahli e Guangzhou Evergrande sofreram muito para chegar à final da LC da Ásia

Deu o que se esperava. Nos próximos dias 7 e 21 de novembro, Al Ahli Dubai (Emirados Árabes Unidos) e Guaznghou Evergrande (China) estarão em campo para decidir o vencedor da Liga dos Campeões da Ásia 2015. O jogo de ida será em solo emiradense, enquanto a volta será disputada no interior da China.

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Os favoritos confirmaram dentro de campo a superioridade financeira e técnica sobre os adversários, mas Al Ahli e Guangzhou Evergrande quase foram eliminados por Al Hilal (Arábia Saudita) e Gamba Osaka (Japão), respectivamente. Veja um resumo dos jogos de volta das semifinais da Liga dos Campeões da Ásia 2015.

Brasileiros roubam a cena e Al Ahli avança

Depois do empate de 1 a 1 na Arábia Saudita, que já havia tido dois gols de brasileiros (Lima para o Al Ahli e Aílton a favor do Al Hilal), as duas equipes voltaram a se enfrentar, agora nos Emirados Árabes Unidos. Pena que a torcida não compareceu, público de apenas 9.800. Melhor para eles, que viram um jogo simplesmente emocionante e ainda comemoraram a vaga na final.

Com direito à faixa em português para Everton Ribeiro, o Al Ahli dominou o primeiro tempo com total tranquilidade. Aos 17 minutos, Ahmed Khalil recebeu passe na esquerda, perto da linha lateral, olhou para a área e aproveitou o espaço dado pelo adversário para cruzar.

Não foi um excelente lançamento, longe disso, mas ninguém do Al Hilal cortou e a bola ficou para o atacante Lima apenas desviar para as redes de dentro da pequena área. É impressionante, mas o ex-jogador do Benfica tem 12 gols em dez partidas com a camisa do clube, sendo quatro bolas nas redes em quatro jogos na Liga dos Campeões da Ásia 2015 – é bom lembrar que Lima foi artilheiro no Benfica.

Aos 45 minutos, Everton Ribeiro pegou a sobra na entrada da área, fez o passe e disparou para dentro da área. Um companheiro percebeu e fez o lançamento por cima, deixando o ex-jogador do Cruzeiro livre dentro da área. Aí foi só mandar por cima do goleiro e sair comemorando a quase classificação do Al Ahli Dubai à final.

Parecia bem fácil, mas no segundo tempo o torcedor do time emiradense deve ter sofrido à beça. Aos seis minutos, um lançamento sem nexo para a área encontrou o calcanhar de um jogador do Al Hilal e a bola ficou com Aílton Almeida (base do Atlético Mineiro, nunca atuou profissionalmente no Brasil).

Ele estava de costas para a marcação, mas girou rápido e finalizou com a ponta das chuteiras no canto oposto ao qual o goleiro do Al Ahli Dubai estava, sem chances de defesa. Mesmo com a festa dos torcedores visitantes presentes no estádio, a vaga ainda era dos emirianos.

Mas ela se esvaiu aos 19 minutos… Após um chutão para frente da defesa, um jogador do Al Ahli subiu de cabeça e ganhou a disputa, mas entregou a bola para um adversário. Ele tocou de primeira para o brasileiro Carlos Eduardo (não é aquele ex-Flamengo e Grêmio, mas um formado no Desportivo Brasil e que jogou no Fluminense e fez ótima temporada pelo Nice, da França). Sozinho, ele rolou a bola para frente como no futsal e conseguiu um chutaço na direção do gol: a bola entrou quase no ângulo, com o goleiro ainda tocando de leve.

Aí os torcedores sauditas começaram a fazer festa, enquanto os emiradenses repousavam as mãos na cabeça, sem acreditar no que estava acontecendo. Mas como o futebol é sempre um esporte apaixonante, o Al Ahli marcou aos três minutos de acréscimos.

A cobrança de falta perto da linha lateral direita serviu para alçar a bola na área, e o goleiro e a defesa do Al Hilal não conseguiram jogá-la para longe. A pelota ficou com o sul-coreano Kwon Kyung-won, 23 anos, que arriscou uma finalização difícil, batendo de perna esquerda enquanto girava, com um monte de gente a sua frente. A bola tocou num companheiro e parou nas redes, para delírio de jogadores e torcedores e até os xeiques emiradenses.

Foi pênalti, mas o árbitro não viu e o Guangzhou segue

O Guangzhou Evergrande tem elenco 2,6 vezes mais caro que o do Gamba Osaka (são R$ 172 milhões contra R$ 65 milhões), mas dentro de campo não se viu tenta diferença assim, pelo contrário. No primeiro jogo das semifinais é bom lembrar que o Guangzhou Evergrande começou perdendo e teve de virar o jogo, gol importante fora de casa para os japoneses.

Na volta, Luiz Felipe Scolari escalou Paulinho, Ricardo Goulart e Elkeson, mas os brasileiros não conseguiram balançar as redes. Elkeson foi o mais perigoso e teve chance clara no primeiro tempo, mas o goleiro do Gamba Osaka salvou a equipe e deixou aliviados os 17.310 torcedores no estádio.

Na etapa final, ele recebeu passe limpo dentro da área e finalizou de bico tirando do goleiro, mas mandou para fora! Goulart também teve chance de finalizar, mas igualmente errou o alvo. O Gamba Osaka, que teve o atacante Patric e o veterano japonês Iasuhito Endo, aumentou os lances ofensivos no segundo tempo, mas não conseguiu marcar.

Mesmo assim, o Gamba Osaka poderia ter vencido a partida, pois Paulinho colocou a mão na bola dentro da área no segundo tempo. Os japoneses reclamaram muito, pois um gol poderia colocá-los na final, mas o árbitro não assinalou a penalidade máxima, cometendo erro grave e prejudicando o Gamba Osaka.

No fim, os brasileiros, principalmente Elkeson, agradeceram aos céus pelo empate sem gols e consequente vaga na final, já que uma eliminação do Guangzhou Evergrande deixaria-os como os vilões. Agora é só aguardar o próximo mês para ver quem vai encarar o América (México) nas quartas de final do Mundial de Clubes – o vencedor enfrenta o Barcelona. Detalhe que o Gamba Osaka ainda pode jogar o torneio como campeão nacional.

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