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A lenda incansável: Kazu renova contrato com o Yokohama e completará 50 anos nos gramados

Rogério Ceni no Brasil, Francesco Totti, Paolo Maldini e Alessandro Costacurta na Itália, Faryd Mondragón na Colômbia, entre outros. São poucos os exemplos de jogadores que passaram da idade considerada “normal” para se continuar jogando futebol, e defendendo o clube que os revelaram ou que jogaram por anos. Nenhum dos citados, no entanto, se compara a Kazu Miura. Aos 49 anos, o ex-Santos, Palmeiras e Coritiba ainda faz dos gramados seu tapete. E nesta semana, o japonês assinou contrato de renovação com o Yokohama FC, mais um, que o permitirá atuar no time que joga desde 2005 até completar cinco décadas de vida. E talvez depois disso também, quem sabe?

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Kazu é uma lenda do futebol mundial e uma figura memorável com suas quase 50 primaveras completadas, sendo muitas delas dedicadas ao esporte. “Espero continuar batalhando com e pelo povo envolvido com o Yokohama, com meus companheiros de equipe e com os torcedores, que sempre me deram o maior apoio”, disse o jogador ao assinar um novo vínculo com o clube japonês. Miura entrará na 32ª temporada de sua carreira jogando novamente a segunda divisão da J-League, uma vez que seu time não conseguiu sequer se classificar para os playoffs do campeonato de divisão inferior, terminando 2016 na oitava colocação na tabela. Seu contrato tem duração até o fim da campanha do Yokohama, no final deste ano.

Em 1994, Kazu foi o primeiro jogador japonês e fazer uma aparição na Serie A, quando foi emprestado ao Genoa, por uma temporada, pelo Verdy Youmiri Kawasaki. Em seguida, passou por outro clube europeu, o Dínamo Zagreb, onde não ficou muito tempo antes de retornar ao Japão. Sempre quebrando recordes e atingindo marcas históricas, foi ano passado em que o japonês alcançou talvez a mais impressionante delas, porque por ter uma idade avançada, muitos devem pensar que ele está no time para fazer uma média. Contra o Cerezo Osaka, ele se tornou o jogador mais velho do mundo a marcar um gol em uma partida oficial, tirando o recorde de ninguém mais ninguém menos do que ele mesmo. Na ocasião, sua equipe bateu o adversário por 3 a 2.

Na grama ou na quadra, onde se aventurou com seleção japonesa de futsal por algum tempo, Kazu continuará fazendo história. Afinal, não é qualquer um que aguenta, física e mentalmente, praticar um esporte que exige tanto em ambos os aspectos. Sua perseverança e longevidade também são aplaudíveis por sua atitude de continuar, e renovar o contrato com o mesmo clube que tem vínculo há 12 anos, mostrar um ato que vai na contramão do que tanto se vê ultimamente. Reconhecimento ele já tem e fortuna ele já juntou aos montes. Kazu permanece com a bola nos pés por um único motivo: porque é isso que ele gosta de fazer.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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