Sul-Americana

Cruzeiro: os 4 pontos mais importantes das coletivas de Marlon e Larcamón

Universidad Católica e Cruzeiro não saíram do 0 a 0 em partida disputada na noite dessa quinta-feira (4), pela primeira rodada do grupo B da Copa Sul-Americana

O Cruzeiro não saiu do empate em 0 a 0 com o Universidad Católica, do Equador, em sua estreia na Copa Sul-Americana de 2024, que marcou o retorno da Raposa às competições internacionais após cinco anos. A partida foi disputada na noite dessa quinta-feira, no Estádio Olímpico de Atahualpa, em Quito, no Equador. Se tratou de um jogo bem ruim tecnicamente, onde o time celeste passou alguns sustos, com duas bolas na trave mandadas pelo adversário.

A altitude do estádio, 2.850 metros, e a escolha do treinador Nicolás Larcamón de poupar parte do time para a final do Campeonato Mineiro, que será disputada no domingo (7), contra o Atlético-MG, no Mineirão, pesaram no baixo nível do futebol apresentado. O comandante celeste ainda ganhou uma preocupação, já que o zagueiro Zé Ivaldo, destaque do time na temporada, deixou o campo com dores e risco de lesão.

Após o final da partida, assim como é de praxe nas competições organizadas pela Conmebol, Nico Larcamón e o lateral-esquerdo Marlon responderam perguntas das imprensas brasileira e equatoriana presentes no estádio. A Trivela separou os cinco pontos mais importantes abordados pela dupla celeste. Confira:

  • Ponto importante
  • Minutos valiosos
  • Cifuentes
  • Pensando apenas na Copa Sul-Americana

Ponto importante para o Cruzeiro

Nicolás Larcamón ressaltou a importância do ponto conquistado na briga pela classificação no primeiro lugar do grupo. Na opinião do treinador, a qualidade do adversário e altitude fazem do confronto o mais difícil que o Cruzeiro terá na fase de grupos da Copa Sul-Americana.

— Sinto que foi um jogo difícil, em uma semana que a gente tem jogos muito decisivos e importantes, não só para a gente, mas também para a torcida. É preciso que a gente feche bem o Campeonato Mineiro e era importante ter um bom desempenho hoje. Ter a capacidade de competir bem e pontuar para ir à segunda rodada da fase de grupos com a possibilidade de jogar em nossa casa e em melhores condições. Hoje foi uma noite difícil porque tivemos a situação da altitude, que dificulta o desempenho dos atletas. Está claro que esse ponto pode ser muito importante para a classificação — apontou Nico.

— José Cifuentes, que é do Equador, terminou com câimbra e dificuldade de acabar o jogo. Ele era um atleta que não esperávamos ter dificuldade em jogar aqui. É um campo difícil, e acho que esse foi o jogo mais difícil dessa fase. Essa foi uma clara amostra do que esse grupo é capaz — argumentou o treinador celeste.

Minutos valiosos

Companheiro de Nico Larcamón na coletiva, o lateral-esquerdo Marlon apontou que o Cruzeiro sofreu com a altitude, mas exaltou o comprometimento da equipe e o fato de que a partida contra o Universidad Católica foi uma possibilidade valiosa de jogadores que vinham tendo poucos minutos, como Álvaro Barreal, José Cifuentes e Ramiro conseguirem entrar em campo.

— A gente tem que estar preparado para entrar no jogo e atender a função tática necessária. O Villalba fez um trabalho muito bom durante a partida. Claro que falamos no fator altitude, mas era muita gente que precisava de minutos hoje, que aproveitou a oportunidade. Temos que valorizar esse ponto hoje, em uma situação muito difícil, contra um adversário de qualidade — apontou o lateral, que também elogiou o companheiro e concorrente Álvaro Barreal.

Elogios a Cifuentes

Questionado pela imprensa local sobre a prestação do meio-campista José Cifuentes, jogador da Seleção do Equador e revelado pela Universidad Católica, Larcamón elogiou seu comandado, ressaltando que ele precisa de mais tempo de jogo para chegar naquilo que se espera dele.

— Estou muito feliz com o trabalho que Cifuentes vem fazendo. É um jogador que sinto que terá um protagonismo muito importante dentro de nossa equipe. Claramente vem com certa necessidade de minutos, foi a primeira oportunidade dele jogar uma partida desde o início e isso é uma boa coisa. Confio que ele vai ser um elemento que irá fluir muito bem seu aporte futebolístico na equipe — projetou Larcamón.

Nico ainda elogiou o futebol equatoriano, afirmando que a altitude não é a única arma dos clubes do país, que possui também individualidades e equipes competitivas. Segundo ele, fica claro o porquê dos últimos campeões da competição, Independiente Del Valle e LDU, serem equatorianos.

Cruzeiro estava pensando apenas na Copa Sul-Americana

Perguntado sobre o foco do time do Cruzeiro e como os jogadores fizeram para que a cabeça não ficasse no clássico de domingo, Marlon afirmou que o grupo é profissional e estava pensando somente na Copa Sul-Americana.

— Nós somos profissionais, a gente vive o momento. O momento hoje era de Copa Sul-Americana, outra competição, onde alguns jogadores estavam recebendo as primeiras oportunidades de iniciar uma partida. Jogadores que não vinham há muito tempo conseguindo o ritmo de jogo necessário. Começaram hoje muito bem. Claro que a gente sempre vai falar da altitude, mas é preciso valorizar o empenho de todos, que deram seu máximo e cumpriram as funções táticas pré-determinadas pelo Nico. Acho que é assim que se faz um grupo forte, um grupo que vai competir pelo título no fim de semana e para ser campeão da Sul-Americana, tendo a consciência de que cada partida precisa ser disputada como se fosse a última. Quando se joga no Cruzeiro sempre é preciso entrar sempre para ganhar e estar disposto a fazer o máximo possível — afirmou o camisa 3.

Foto de Maic Costa

Maic Costa

Maic Costa é mineiro, formado em Jornalismo na UFOP, em 2019. Passou por Estado de Minas, Superesportes, Esporte News Mundo, Food Service News e Mais Minas, antes de se tornar setorista do Cruzeiro na Trivela.
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