Sul-Americana

Corinthians: duelo com o Fortaleza não vale só Sul-Americana, mas também a salvação do ano

Apesar da Sul-Americana não estar no planejamento do Corinthians no início do ano, 2023 pode ser salvo com título da competição

Muita coisa está em jogo para o Corinthians na partida desta terça-feira (3), às 21h30 (horário de Brasília), na Arena Castelão. A semifinal da Sul-Americana contra o Fortaleza não vale apenas uma vaga na decisão da competição continental, mas também a salvação do ano de 2023 para o elenco e a diretoria do clube.  

Boa parte do que aconteceu na temporada não fazia parte do planejamento do clube no início de 2023: as três trocas de treinadores; a situação desconfortável no Campeonato Brasileiro, e, incrivelmente, a disputa na Sul-Americana, já que o objetivo inicial era avançar na Libertadores. No entanto, devido à péssima campanha feita, onde o time amargou um terceiro lugar no grupo, todas as fichas foram apostadas na segunda competição continental e também na Copa do Brasil.

Após a eliminação para o rival São Paulo na Copa do Brasil, o que sobrou foi a Sul-Americana. E o que acontecer no segundo jogo de Mano Menezes no comando do time dirá muito sobre como o ano do Corinthians será visto – interna e externamente.

Sul-Americana virou pressão e agora vai definir temporada do Corinthians

Após as eliminações, Vanderlei Luxemburgo, até então treinador do time, não teve outra opção senão concentrar todo o foco nas partidas decisivas da Sul-Americana. Foi assim que, de forma inacreditável, o Corinthians chegou às semifinais contra o Fortaleza, usando os jogadores mais jovens e poupando os mais experientes.

O jogo mais surpreendente foi contra o Estudiantes, na Argentina, onde o time apresentou um futebol muito abaixo do que já vinha fazendo no Brasileirão, ficando vulnerável a ponto do adversário finalizar quase mais de 30 vezes ao gol alvinegro. Cássio e as traves do Estádio Jorge Luis Hirschi foram providenciais para que o Corinthians avançasse.

Vencer o Fortaleza no Castelão não será tarefa fácil; a pressão será grande. Conquistar a vaga para a final da competição, e até mesmo a possibilidade do título, será um alívio para o elenco que vem sendo pressionado e questionado há pelo menos quatro meses, mas principalmente para o presidente do clube, Duílio Monteiro Alves, que, desde que assumiu a cadeira mais importante do clube, não conquistou nenhum título com o elenco principal e está com a imagem desgastada com a torcida a um mês das eleições para presidente.

A classificação também será o ponto de continuação ou final de boa parte do elenco. Com os contratos com o Corinthians somente até o dia 30 de dezembro deste ano, vários atletas continuam aguardando renovações, como Renato Augusto, Gil, Giuliano, Maycon e Gustavo Mosquito.

O novo treinador Mano Menezes deixou claro a importância da partida desta terça-feira, não apenas durante a coletiva, mas também com o time escolhido para o clássico com o São Paulo no Morumbi. Uma vitória daria mais confiança para a decisão com o Fortaleza. Dos jogadores titulares, somente três entraram desde o início da partida, e depois Renato Augusto. Os demais eram basicamente reservas, incluindo alguns garotos da base que sequer haviam atuado juntos em partidas.

Mudança no comando do Timão faz Vojvoda ter que mudar estratégia

Enquanto o Corinthians está pressionado para conseguir a vaga na final, o Fortaleza está mais tranquilo. Apesar de nunca ter conquistado o título sul-americano, o time não está sob pressão e tem o apoio da torcida, independentemente do resultado alcançado.

No entanto, mesmo sem pressão e com o bom resultado conquistado fora de casa, as mudanças feitas pelo Corinthians nos últimos dias, como a contratação de Mano Menezes e o retorno de jogadores como Matias Rojas – desfalque na primeira partida devido a uma lesão no posterior da coxa esquerda, mas treinou normalmente e deve ser opção para o jogo – fizeram o treinador do Leão do Pici, Juan Pablo Vojvoda, mudar a estratégia para a partida. O treinador argentino mencionou essas mudanças na entrevista pós-jogo com o Grêmio pelo Campeonato Brasileiro:

– Diferenças existem. É lógico. São dois treinadores que conhecem o futebol brasileiro, que conhecem essas etapas de definição. Mas o meu pensamento e o meu foco tem que estar no próprio time. Confio bastante no meu time. Mas pode acontecer diferenças enquanto ao tático. É lógico que aconteça assim – afirmou Vojvoda.

Foto de Jade Gimenez

Jade Gimenez

Jornalista, fascinada por esporte desde a infância, paixão que se tornou profissão. Além do futebol me mantenho por dentro de outras modalidades desde Fórmula 1 até NFL. Trabalhei como repórter em TV e rádio cobrindo partidas de futebol, futsal e basquete.
Botão Voltar ao topo