Ainda de ressaca, Corinthians volta a sofrer com esse ponto fraco em atropelo da carreta Huracán
Timão é surpreendido em casa em estreia na competição continental
Pouco antes de a bola rolar para a estreia do Corinthians na Sul-Americana, contra o Huracán, a torcida corintiana cantou o título paulista conquistado na semana passada sobre o Palmeiras.
O que não poderia, mas aconteceu, foi essa empolgação se manter em campo. Seis dias após vencer o Paulistão, boa parte dos titulares do Timão nesta quarta-feira (2) ainda pareciam de ressaca. E justamente essas panes foram cruciais para o clube alvinegro estrear com derrota em casa, por 2 a 1, pela primeira rodada do grupo C no Sula.
No aspecto defensivo, os vacilos geraram os dois gols do Huracán. Primeiro, o posicionamento defensivo do Corinthians em um lance de escanteio contra foi juvenil.
Ángel Romero marcou a bola, Matheus Bidu e Yuri Alberto mal saíram no chão na hora de subir. Sem nada a ver com isso, Sequeira, atacante do time argentino, se movimentou até a primeira trave, desviou de forma precisa e abriu o placar.
Foi o sétimo gol sofrido pelo Timão em lances de bola aérea na temporada. O que representa um terço das vezes que a equipe foi vazada.
Mesmo um tanto sonolento, o clube alvinegro não tinha dificuldades de criar oportunidades. Foram, pelo menos, três grandes chances de perigo.
Em uma delas, o Corinthians marcou com Raniele. O volante aproveitou uma ótima jogada de André Carrillo pela direita, cabeceou firme e foi às redes pela primeira vez em um ano e três meses atuando pelo clube alvinegro.
O problema é que as outras duas foram desperdiçadas por Yuri Alberto. Assim como o sistema defensivo, o centroavante também parecia de ressaca.
Foram dois momentos em que o melhor jogador do Paulistão teve a faca e o queijo na mão e finalizou muito mal.
Na primeira, o atacante recebeu bom passe de José Martínez, mas bateu chapa para fora. Já a segunda, foi finalizada de forma ainda pior após ótima jogada de André Carrillo pelo lado direito
A derrota para o Huracán foi a primeira do Corinthians em casa na temporada. O clube não era derrotado há 22 jogos na Neo Química Arena.
O último revés havia acontecido no dia 20 de agosto de 2024 para o Red Bull Bragantino, pelas oitavas de final da Sul-Americana – ainda assim, o clube avançou de fase nos pênaltis, já que havia vencido a partida de ida.
Mudanças de Ramón pioram o Corinthians
O técnico Ramón Díaz mexeu duas vezes no intervalo, promovendo as entradas de Giovane e Talles Magno nos lugares de José Martínez e Ángel Romero, que foram mal no primeiro tempo.
As mudanças desenharam um Corinthians mais ofensivo no segundo tempo, com um atacante a mais e um volante a menos. Na prática, o time foi pior. Embora mais com a bola, a equipe não conseguiu criar como foi nos primeiros 45 minutos.
A única chance de pleno perigo do Timão na etapa final foi em um lance onde Memphis Depay por pouco não fez um gol histórico. O neerlandês recebeu um passe de costas no meio-campo, girou, viou o goleiro Galíndez adiantado e finalizou com muito perigo. O goleiro do Huracán se recuperou e fez uma defesa fantástica, garantindo o triunfo do clube argentino.
Com o aumento dos atacantes escalados por Ramón Díaz no segundo tempo, André Carrillo deixou o lado direito e passou para o meio-campo. O peruano era o único ponto de refúgio ofensivo do Timão no primeiro tempo e responsável pela criação da maioria das jogadas.

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Novamente a torcida foi a única que não decepcionou, e mesmo com “desfalque”
As seis principais torcidas organizadas do Corinthians foram suspensas dos estádios até o fim da temporada por conta dos lançamentos de fogos e rojões no gramado na final do Campeonato Paulista.
A portaria 093/25 emitida pela Federação Paulista de Futebol acatou a recomendação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP/SP) proibindo a identificação das uniformizadas com camisas, símbolos, instrumentos etc.
Mesmo assim, 40.759 pessoas estiveram presentes. Foi a trigésima partida em que o público na Neo Química Arena registrou mais de 40 mil torcedores.
A Fiel também superou a soma de 500 mil torcedores em 12 jogos disputados no estádio em 2025. Em nota oficial, a “Gaviões da Fiel”, principal organizada corintiana, afirmou que a decisão do MP, acatada pela FPF, “viola princípios constitucionais e legais”.
Foram mencionadas a Liberdade de Associação (Art. 5º, XVII, CF/88), Direito ao Lazer e à Manifestação Desportiva (Art. 217, CF/88) e Devido Processo Legal e Ampla Defesa (Art. 5º, LIV e LV, CF/88), pelo direito ao contraditório não ter sido exercido às torcidas afetadas pela determinação.
A bruxa está solta no Corinthians
Além de Hugo Souza e Rodrigo Garro, que eram ausências sabidas, o Corinthians também perdeu o lateral-esquerdo Fabrizio Angileri para a estreia na Sul-Americana. Recém-contratado, o jogador foi diagnosticado com uma tendinite no bíceps da coxa esquerda. O tempo de recuperação não foi informado pelo clube, que vive um drama após conquistar o Paulistão.
Hugo será ausência entre quatro e seis semanas. Já Garro, por tempo indeterminado. O argentino, inclusive, ficará uma semana na Espanha em recuperação. Angileri, agora, completa a lista. E até segunda ordem da comissão técnica será substituído por Matheus Bidu.



