Sul-Americana

António Oliveira mexe mal e tropeça em retorno do Corinthians após intertemporada

Técnico português precisava dar respostas à Fiel, mas volta para casa com apenas um ponto na bagagem em estreia na Sul-Americana

António Oliveira teve 18 dias para preparar o Corinthians para o desafio da última terça-feira (2), contra o Racing, no Estádio Centenário, do Uruguai. Porém, o empate por 1 a 1 na estreia da Copa Sul-Americana foi um tropeço fora dos planos da comissão. Tanto o desempenho da equipe quanto o do técnico português, que fez duas mudanças cruciais no fim do segundo tempo, decepcionaram e custaram os três pontos.

Aliás, António Oliveira sequer pôde conceder coletiva de imprensa após a partida. Sem possuir a carteirinha da licença PRO da Uefa, o treinador foi registrado como auxiliar na súmula. Foi Bruno Lazaroni, seu assistente, quem conversou com os jornalistas na capital uruguaia, e ele não gostou do que o Corinthians mostrou em campo.

— Acho que o primeiro tempo foi aquém do esperado, podemos fazer melhor. Tivemos dificuldades para furar o bloqueio e não conseguimos criar oportunidades. Na segunda parte melhoramos um pouquinho, não o tanto que queríamos, mas conseguimos sair na frente e acabamos tomando o gol — avaliou Lazaroni.

Yuri-Raul dá errado

No intervalo, quando o placar ainda estava zerado no Estádio Centenário, António fez três mudanças que mudaram a postura do Timão. Primeiro, o amarelado Hugo deu lugar a Matheus Bidu, que fez sua estreia em uma partida oficial na temporada; Gustavo Henrique saiu para a entrada do volante Fausto Vera, recuperado de uma fascite plantar; e Romero entrou na vaga de Pedro Raul.

Pelo menos no primeiro tempo, a dupla Yuri-Raul, que vinha sendo uma aposta do português no setor ofensivo, funcionou muito mal.

Na aba das trocas, António puxou Raniele para a defesa, dando mais liberdade a Vera e Rodrigo Garro no meio. O desenho funcionou bem. Foi a partir dali que o Corinthians melhorou, conseguiu ser propositivo e finalizou mais vezes ao gol do Racing-URU.

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António se precipita e mexe mal

O time não conseguiu sustentar tanto a pressão e levou um susto aos 36 minutos, no gol de cabeça de Varela anulado pelo VAR. O momento acendeu um sinal de alerta para António. Porém, ao invés de realizar uma troca para fortalecer a posse de bola, o técnico tirou dois de seus principais armadores, Wesley e Breno Bidon, para colocar Pedro Henrique e Cacá. Vale ressaltar que Paulinho voltou ao banco de reservas

— A gente tinha acabado de levar um gol de bola parada, a equipe estava com a estatura abaixo do normal, com a entrada do Romero e do Fausto Vera. Por conta disso, a gente optou por colocar um zagueiro para aumentar a estatura da equipe, mas não mudou a estrutura — explicou Lazaroni.

Por mais que a opção por dois jogadores mais altos possa ter parecido uma boa ideia na lousa, em campo isso custou a mobilidade de todo o meio de campo. Garro ficou sobrecarregado na função de “segurar a bola”, e Pedro Henrique quase não apareceu na cobertura defensiva. Isso sem contar, é claro, a falha de Cacá no lance do gol de empate dos uruguaios.

Outro fator que pode ter contribuído para a pane defensiva nos minutos finais de partida é a falta de ritmo dos dois reservas. Pedro Henrique soma menos de 460 minutos em 10 jogos na temporada, enquanto Cacá chegou há cerca de um mês no elenco e atuou em apenas duas partidas.

— Quando acontece um gol há sempre falhas, é natural, normal, mas não estamos aqui para apontar o dedo a ninguém. Temos mais uma semana para trabalhar e fazer melhor no próximo jogo — concluiu.

O próximo compromisso do Timão será pela segunda rodada da Copa Sul-Americana, terça-feira (9), às 19h (horário de Brasília), contra o Nacional-PAR, lanterna do Grupo F, na Neo Química Arena. Para este confronto, o Corinthians vai pressionado pela vitória, principalmente pela possibilidade de se distanciar do Argentinos Juniors, líder da chave com três pontos.

Foto de Livia Camillo

Livia CamilloSetorista

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.

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