Libertadores

São Paulo não sabe o que é pior: a derrota na estreia na Libertadores ou as lesões

Além de perder por 2 a 1 para o Talleres, São Paulo vê Rafinha, Lucas e Rato virarem desfalques

O São Paulo batalhou com unhas e dentes até o último instante, mas não escapou de estrear no Grupo B da Libertadores com uma derrota por 2 a 1 para o Talleres, nesta quinta-feira (4), no Estádio Mario Alberto Kempes. E acredite, torcedor são-paulino, a situação é ainda pior. Não bastassem o resultado negativo e a atuação preocupante, o Tricolor viu Rafinha, Lucas Moura e Welington Rato deixarem o campo com problemas médicos ainda no primeiro tempo.

São Paulo vive primeiro tempo terrível…

Foram 17 dias sem jogos, duas semanas livres para trabalhos, e se esperava um novo São Paulo em campo para a estreia na Libertadores. Se esperava uma equipe turbinada pela presença de James Rodríguez como titular pela primeira vez na temporada, mesmo diante da ausência de Calleri. Mas o que se viu foi um time que pouco conseguiu mostrar ao longo dos 45 minutos iniciais – com mais oito de acréscimos que se provaram trágicos devido a lesões, mas falaremos disso depois.

O colombiano até tocou bastante na bola, mas não foi capaz de fazer a equipe jogar, como os são-paulinos tanto esperam. O Tricolor teve dificuldades de abrir espaços na defesa do Talleres, e as tentativas de James de deixar os atacantes na cara do gol sempre paravam na solidez do adversário. O São Paulo só foi superior durante um breve momento da partida, quando impôs o seu sistema de marcação alta e conseguiu roubar a bola no campo de ataque. O centroavante André Silva teve papel importante nisso. A única chance, aliás, veio dos pés do atacante, mas em chute de fora da área, de muito longe.

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… E o gol sofrido não foi o pior

Pior do que as atuações foram as (muitas) lesões que desmancharam uma a uma o esquema tático armado por Carpini para a estreia. O primeiro a sair foi Rafinha, substituído por Igor Vinicius aos 19 minutos, após levar a pior em uma dividida. Nove minutos mais tarde, Lucas Moura deixou o campo às lágrimas após sentir um problema muscular – o segundo nesta temporada – e deu lugar a Ferreira. E ainda teve tempo para Wellington Rato virar a última baixa da primeira etapa, já próximo dos 45 minutos.

O meia-atacante levou a pior em uma dividida e teve de deixar o campo. Em uma situação ingrata, Thiago Carpini decidiu esperar o intervalo para fazer mais uma alteração e não queimar todas as janelas de substituição. Restavam oito minutos de acréscimos que se provaram fatais. De tanto pressionar, o Talleres encurralou um São Paulo que se propôs a defender com dez homens. Mesmo cercado por cinco são-paulinos dentro da área, Ruíz Rodríguez conseguiu girar e finalizar com um misto de categoria e força já aos 50 minutos: mandou um chute no ângulo que ainda bateu na trave, de tão bem colocado.

Talleres faz o óbvio para castigar o São Paulo

O São Paulo voltou do intervalo com Erick no lugar de Wellington Rato para tentar buscar o empate. Era natural que a equipe se lançasse ao ataque, e era ainda mais essencial que o sistema defensivo redobrasse as atenções com os contra-ataques do Talleres. Mas falar é fácil. Logo aos sete minutos, a defesa do clube argentino conseguiu recuperar a posse e apelou para um lançamento longo na direção de Botta. Diego Costa não conseguiu afastar, e a bola chegou ao atacante, que ganhou de Arboleda e marcou o segundo gol da partida.

Galoppo e Luciano Saem do banco e resolvem (em vão)

O gol sofrido no apagar das luzes do primeiro tempo mostrou que a estratégia de Thiago Carpini deu errado. Mas as entradas de Galoppo e Luciano nos lugares de Alisson e James Rodríguez, aos 19 do segundo tempo, comprovaram que ao menos o treinador pensou certo – ou com alguma lógica. Pois a substituição que ele “segurou” resultou no gol de honra do São Paulo na partida.

Os dois jogadores que deixaram o banco resolveram, mas em vão. E precisaram de alguns minutos para isso. Aos 20, Galoppo recebeu com liberdade na entrada da área e arriscou o chute. A bola bateu na trave e sobrou para Luciano completar para as redes. A partir daí, o Tricolor lutou ainda mais, até o último minuto, quando Arboleda cabeceou e obrigou Herrera a fazer um milagre para garantir a vitória do Talleres.

Foto de Eduardo Deconto

Eduardo DecontoSetorista

Jornalista pela PUCRS, é setorista de Seleção e do São Paulo na Trivela desde 2023. Antes disso, trabalhou por uma década no Grupo RBS. Foi repórter do ge.globo por seis anos e do Esporte da RBS TV, por dois. Não acredite no hype.

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