Libertadores

O Atlético Nacional foi letal contra o Racing e abriu ótima vantagem, em jogo de final frenético

O Atlético Nacional deu uma lição de eficiência ao Racing, mesmo que a Academia tenha reagido no final

O sorteio das oitavas de final da Copa Libertadores ofereceu duelos de peso, inclusive naqueles confrontos que não envolvem brasileiros. Atlético Nacional e Racing possuem um histórico de respeito na competição, em especial pelo duelo marcante nos mata-matas da Libertadores de 1989. E o reencontro das equipes nesta quinta-feira honrou o passado, com uma partida bastante movimentada no Estádio Atanásio Girardot – com direito a quatro gols nos 15 minutos finais. O Atlético Nacional deu um passo grande em busca da classificação, com a vitória por 4 a 2 em Medellín. Contudo, o Racing reagiu no fim e manteve um fio de esperança para o reencontro em Avellaneda.

Nacional foi mais eficiente

O Atlético Nacional tem boas lembranças contra o Racing, especialmente pela forma como a vitória em 1989 embalou os Verdolagas ao título inédito, com a célebre equipe treinada por Francisco Maturana. Atualmente, Cristian Zapata e Jefferson Duque são duas grandes lideranças dos paisas. Já o Racing vinha com a chancela de liderar o grupo do Flamengo. Apesar das perdas nas últimas semanas, Fernando Gago escalou um ataque com Nicolas Oroz, Maximiliano Romero e Gabriel Hauche.

O Racing é uma equipe que muitas vezes encontra dificuldades para se impor em mata-matas. Uma das marcas negativas do trabalho de Fernando Gago é o domínio improdutivo que acontece, com muita posse e pouca agressividade. Foi o que se repetiu no primeiro tempo. A Academia teve 75% de posse de bola, mas o Atlético Nacional finalizou mais e saiu com o gol. O tento surgiu numa cobrança de falta da intermediária, aos 34 minutos. A zaga argentina bobeou e Zapata desviou meio sem querer.

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Erros custam caro ao Racing

O cenário não mudou muito no início do segundo tempo. O Racing continuava com mais posse de bola, mas não criava oportunidades tão numerosas. O Atlético Nacional ficou à espreita e ampliou aos 16 minutos, num contra-ataque perfeito. Neyder Moreno disparou pela direita e fez o cruzamento rasteiro. Jefferson Duque foi oportunista como de costume e só escorou para as redes.

A situação do Atlético Nacional se tornou ainda melhor aos 38, com o terceiro gol. Numa cobrança de escanteio, Maximiliano Cantera definiu. Só depois disso que o Racing conseguiu martelar mais e reduzir o prejuízo. O primeiro gol pintou aos 42, num pênalti convertido por Gonzalo Piovi. Aos 49, Piovi anotou de novo na marca da cal. Porém, a defesa da Academia bobeou e tomou o quarto gol um minuto depois. A bola espirrada ficou limpa para Cantera, que deu um toquezinho para encobrir o goleiro Matías Tagliamonte.

Pelo desenho da partida, a situação parece ruim ao Racing. A Academia precisará sair para o jogo em Avellaneda e mostrou como sua defesa é vulnerável. Alguns dos erros ocorridos nesta quinta são inadmissíveis. Melhor para o Atlético Nacional, com a situação bastante favorável.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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